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Manifestação à defesa do "náo" no referendo de 11 de Feverero

29.01.2007
 
Manifestação à defesa do "náo" no referendo de 11 de Feverero

Cerca de nove mil pessoas pelas, segundo a Polícia, se  manifestaram ontem numa Caminhada pela Vida pelas ruas de Lisboa à defesa do "não" no referendo de 11 de Fevereiro sobre a despenalização de aborto.

A Caminhada pela Vida, que se iniciou cerca das 14h00 junto à Maternidade Alfredo da Costa, terminou na Alameda duas horas e meia depois, onde os manifestantes foram recebidos por altifalantes de onde saia o som do que a organização disse ser o coração de um feto de 10 semanas.

 De acordo com Diário de Notícias a Caminhada contou com a presença de inúmeras crianças, as vozes sempre a acompanhar, mesmo com ecos de outras marchas - "A vida concebida jamais será vencida!"- e foi encabeçada por nomes como Maria José Nogueira Pinto, o ex- -ministro das Finanças Bagão Félix, a fadista Kátia Guerreiro ou José Ribeiro e Castro (líder do CDS, partido que contou uma forte representação na marcha), contando com a presença de Aguiar Branco (deputado do PSD), Matilde Sousa Franco (deputada do PS), os centristas Luís Nobre Guedes e Paulo Portas, ou D. Duarte, foi a outros protagonistas que a caminhada deu voz, num palco montado na Alameda.

 Em defesa de uma "causa sem fim", sustentou então Margarida Neto, da Plataforma Não Obrigada: "Na vitória de 98 fizemos história, a partir de então foi uma bola de neve. Multiplicaram--se obras e instituições dispostas a lutar pela defesa da vida, somos hoje uma multidão de amigos, unidos pela mesma causa.

" Maria José Nogueira Pinto definiu a Caminhada pela Vida como uma "manifestação de cidadania que prova que a questão não é partidária, nem religiosa, é uma questão de sociedade".

 Entre os muitos anónimos que percorreram as ruas de Lisboa, Joana Monteiro, 23 anos, diz ter-se juntado à caminhada por defender que o "aborto não pode ser uma alternativa" - "Está a passar uma mensagem errada de que o aborto é uma opção igual às outras. Não é. E a solução para o que é clandestino não pode ser a legalização

Diário de Notícias


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