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Luso é destaque na TV uruguaia

27.12.2006
 
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V: Em cada um dos países que visitei assisto a tevê em cada caso tentando resgatar coisas importantes. No caso da Europa deu para perceber que o cara que fica na frente da telinha não tem interesse nas opiniões da classe política. Posso salientar que houve um jornalista que foi espelho para mim como o Jorge Arellano que foi a cara do TELENOCHE antes da gente chegar no canal. Gostei sempre do estilo do Jorge pois jogava o jornalista convencional no lixo, mostrava-se descontraído, sem aquele esquema rígido, resumindo, não parecia um palestrante na frente do palco tendo falado uma linguagem simples sempre.

Vou te colocar á par que curto minhas feiras no Brasil sempre durante um mês porém assistindo tevê e tento “segurar” o que tem de bom para logo tentar “xeroca-lo” no Uruguai mas assim que voltar acabo dando uma “batida” com o estilo do jornalismo uruguaio que empresta atenção naqueles assuntos que eu não acho fundamentais.

Conclusão, está difícil se adaptar mesmo !!

Neste mercado, não é importante pra mim a ligação de um deputado querendo falar dum assunto qualquer. Sua opinião é importante como uma outra que não vier dum deputado na hora que trata-se um assunto VIP como a redação duma lei sob o tratamento que teria que receber o aborto.

P: A Embaixada portuguesa reconhece-o como um português legítimo, não é ?

V: Sabe o que...só da para agradecer o tratamento que o governo português me deu sempre. No ano 99 fui convidado ao Encontro de Jornalistas portugueses e luso-descendentes no mundo. Acabei indo junto com o Dr. (advogado) Jorge Da Silveira, jornalista desportivo e com raízes açorianas (mais participações nas Taças do mundo dando início seu “roteiro” na Inglaterra ’66 e por enquanto acabando na Alemanha 2006).

Porém fiquei duas semanas, a primeira assistindo o Seminário e conhecendo Lisboa toda além dos Prédios do Governo mas logo continuei com a parte não oficial da viagem que foram as visitas nas casas dos parentes.

Na atualidade cada vez que há um evento em Montevidéu, sou convidado da Embaixada. Durante a visita duma famosa fadista estive aproveitando contatos para divulgar da melhor forma possível, logo na hora da degustação dos melhores vinhos portugueses e no início de novembro no decorrer da visita do Pdte. Aníbal Cavaco Silva durante a Cimeira de Presidentes.

Faz pouco tempo que a Casa de Portugal e a Embaixada me propuseram como destaque português no mundo no meu caso na área das telecomunicações e se por acaso tiver o privilégio de ganhar o prêmio, vai ser entregue em Lisboa numa Cerimônia que vai transmitir ao vivo a RTP (Rádio e Televisão Portuguesa). Já estou ansioso pela possibilidade de viajar mais uma vez para Portugal, nem tanto pelo prêmio.

Fora isso, adoraria pois tenho o pedido da minha filha caçula que está me pedindo conhecer o lugarzinho no qual eu nasci. Tomara consiga se concretizar esta possibilidades mas caso contrário também vou fazer essa viagem junto com meus pais.

O pai chegou em Montevidéu no ano 60 voltando para Portugal pela primeira vez no 80. Logo eles (junto com a mãe) voltaram no 94 e também eu fui pela primeira vez desde minha vinda.

No final foram três as vezes que até hoje estive no Portugal, essa primeira no 94, a primeira convidado pela União Européia e a última pelo governo português para o Congresso de Jornalistas.

P: Como amador do futebol, gosta do estilo de narração do Galvão Bueno ?

V: Gosto sim, gosto, eu gosto desse estilo...é bem diferente.

P. Quanto ao assunto futebol, você é torcedor do Peñarol não é ?

V: Sou sim e sabe porque ?

A primeira vez que assisti um jogo de futebol no Uruguai foi no Estádio Centenario para o jogo final da Taça Intercontinental do ano 1961 do Peñarol e o Benfica. Posso me lembrar que um vizinho convidou o pai junto comigo. Nunca soube porque eu estive lá nas arquibancadas e o pai foi apenas pela sua condição de português pois ele não era torcedor do Benfica.

Eu nunca acabei de entender porque eu estive aquele dia no Centenario.

Posso me lembrar de muitas pessoas, uma do lado da outra e um monte de “moleques” jogadores no relvado) lá embaixo indo para um lado e para o outro. Acho que foi a mesma coisa que assistir ao circo.

Só posso me lembrar que aquele dia o Peñarol venceu o Benfica de 5 x 1 e o pai ficou com muita raiva, triste, com raiva mesmo. Mais logo aquele vizinho que era torcedor e tanto do Peñarol continuou me convidando assistir as partidas da equipa e dessa forma foi nascendo aquele sentimento ímpar.

Logo consigo me lembrar dessa terceira partida final que por incrível que pareça também foi em Montevidéu. (gestão feita com sucesso pelo Washington Cataldi do Peñarol (criador da Taça Libertadores) ).

Mas desta vez do lado do aparelinho da som da época, ouvindo uma narração ao vivo desde o Centenario., tendo com resultado final Peñarol 2 x Benfica 1. Muito devagar mas dava para entender aquela paixão que começava aumentar pelas cores amarelo e preto daquela camisa, conhecer o futebol, porque o sentimento pelo Peñarol e os “heróis” acima do relvado.

Nem sei, um monte de coisas...Bem mais para frente soube que o grande Eusébio jogou aquela primeira partida que eu assisti na minha vida...Resumindo essa foi “minha decolagem” com destino torcedor do Peñarol e amador do futebol.

P. O que foi marcante daquele Peñarol dos anos 60 ?

V: Puxa vida, muita lembrança inesquecível, daquela partida o goleiro do Peñarol, Luis Maidana um cara resolvido mas da década poderia também poderia salientar o Alberto Spencer, Juan Joya, Pedro Rocha (logo são paulino nos 70), Héctor Silva ( logo palmeirense), Julio César Abadie (4º na Taça Alemanha 54).

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