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Portugal: 10ª Convenção do PEV

27.05.2006
 
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20 anos depois de Chernobil e 30 anos depois da primeira manifestação anti-nuclearista em Portugal de Ferrel, a ameaça do nuclear volta a ensombrar o nosso país e obriga mais uma vez os Verdes a fazerem ouvir a sua voz e a relembrar os perigos e graves consequências de enveredar por essa via. Num país que ainda não conseguiu resolver o dramático passivo ambiental de poluição radioactiva das Minas da Urgeiriça, sob uma nova capa e sob novos argumentos falaciosos que vão desde a dependência energética do petróleo às alterações climáticas e obrigações de Quioto, o Loby nuclearista procura iludir a opinião pública e minorar os verdadeiros perigos para a segurança, para a saúde e para o ambiente da produção nuclear, bem como as verdadeiras implicações para Portugal dum projecto que não só não resolveria o problema da dependência energética e das emissões de gases com efeito estufa, profundamente relacionada com o sector dos transportes, como representa ainda um negócio ruinoso para a economia nacional.

Através das campanhas temáticas postas em campo, Os Verdes chegaram a milhares de portugueses, de norte a sul de Portugal, contactando, denunciando, informando alertando e granjeando simpatias, apoios e a adesão de novos militantes que vieram reforçar e dar ânimo à nossa causa.

Na campanha da Segurança Alimentar alertámos para os perigos resultantes de uma produção agrícola e de uma criação animal sempre mais intensiva e mais industrializada e para as consequências que daí podem advir para a saúde pública e para o ambiente, denunciando ainda os potenciais perigos para a saúde humana, para a agricultura e para a biodiversidade do cultivo dos OGM’s.

Na Marcha pela Água que decorreu sob o lema: a Água é um bem público, e percorreu muitas vilas e cidades do nosso país, transportou-se simbolicamente água e uma mensagem denunciando os perigos inerentes à Privatização da água, sob as mais diversas formas, que, como bem indispensável à vida o seu acesso constitui um direito inalienável e nuca pode ser encarada como uma mercadoria.

Finalmente na campanha STOP às alterações climáticas os Verdes exigiram um novo compromisso pelo desenvolvimento sustentável, assente na aposta fundamental em relação ao investimento nas energias renováveis, na poupança energética e no fomento da melhoria da qualidade da mobilidade e na acessibilidade aos transportes colectivos como a alternativa necessário para responder às exigências do Protocolo de Quioto.

Companheiros e Amigos,

Abre-se hoje à nossa frente um novo período da vida do Partido Ecologista Os Verdes, e encaramo-lo com toda a confiança.

Com a confiança de quem tem um património de intervenção, de conhecimentos e de experiência acumulado de muitos anos, assumindo que estamos sempre a aprender atentos às novas realidades e aos novos desafios.

Com a confiança de quem tem um projecto que quer ver cada vez mais consolidado aprofundado, credibilizado, participado e partilhado, um projecto com uma identidade própria, com maturidade mas ao mesmo tempo com o vigor da juventude que caracteriza a nossa acção.

Temos vontade e necessidade de agir para melhorar o mundo em que vivemos e poder legá-lo aos nossos filhos pelo menos em melhor situação do que aquela em que nos foi deixado pelos nosso pais. Não queremos nada menos que isso, e vamos lutar para consegui-lo.

Por isso, já é tempo: Vamos dar Lugar ao Verde – Hoje e Sempre!

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