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Verdes contra Freitas

24.04.2006
 
Verdes contra Freitas

"Os Verdes” lastimam as declarações proferidas hoje por Freitas do Amaral à Rádio Renascença, pois consideram que, mesmo diluídas num discurso “diplomaticamente correcto”, estas abrem a porta à hipótese do uso da força no Irão, ainda que “como última solução”.

Sabendo o Ministro dos Negócios Estrangeiros das consequências dramáticas que o potencial uso da força sobre este país traria, podendo vir a desencadear um conflito nuclear que afectaria de forma irremediável, tanto do ponto de vista humano como ambiental, esta região em particular e o mundo em geral; sabendo das tensões existentes no Médio Oriente, e como as palavras proferidas pelos governantes deste mundo podem ser achas ou bálsamos nas relações internacionais; conhecendo ainda o profundo sentido pacifista do povo português que se manifestou claramente aquando da guerra no Iraque - estas declarações (“o uso da força devia ser considerada como a última das últimas soluções”) nunca deveriam ter sido pronunciadas e são inaceitáveis.

“Os Verdes” consideram ainda que estas afirmações traduzem uma lamentável cedência às pretensões bélicas dos Estados Unidos da América, pretensões estas que se verificaram profundamente erradas na intervenção e ocupação do Iraque. São também um mau auguro no empenho que o Governo português

pretende ter na defesa de uma resolução pacífica para a questão do Irão.

“Os Verdes” estranham que o Professor Freitas do Amaral se tenha esquecido tão rapidamente da sua faceta pacifista, esquecimento este que surge no momento em que desempenha o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros, cargo no qual as suas antigas preocupações seriam, mais do que nunca, úteis, para, no quadro da União Europeia, ser um porta-voz activo daqueles que defendem a paz no mundo e usar da sua influência junto dos EUA no sentido de demover as intenções bélicas deste país.

Relembramos que o Professor Freitas do Amaral foi um dos subscritores do manifesto “Pela Paz, Contra a Guerra” lançado a 10 Janeiro de 2003, manifesto este que afirmava a necessidade da via pacífica para a resolução de conflitos.


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