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Caso Portucale: Procurador-geral e ministro negam crime

21.06.2007
 
Caso Portucale: Procurador-geral e ministro negam crime

Após as revelações de ontem (20) do Jornal de Notícias, o procurador-geral da República (PGR) negou, em comunicado, que tenham sido "recolhidos quaisquer indícios de crime praticado por membros do Governo PS, contrariamente ao divulgado por alguma imprensa", cita o Diário de Notícias. A PGR não esclarece se existiram os tais contactos telefónicos, limitando-se a sublinhar que a investigação ainda não terminou.

Mesmo ontem o ministro da Agricultura garantiu no Parlamento, que não sofreu qualquer pressão no «Caso Portucale» para a construção de um empreendimento turístico no Alentejo. Do que conta a Lusa, Jaime Silva disse desconhecer se qualquer outro elemento do Governo foi pressionado por membros do Grupo Espírito Santo (GES) sobre o projecto que o grupo pretende construir em Benavente.

O JN noticiou que foram referenciados três membros do Governo de José Sócrates e um dirigente do PS nas escutas telefónicas efectuadas pela Polícia Judiciária (PJ), não identificando ninguém em concreto. O JN refere alegadas escutas telefónicas realizadas pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira da PJ.

Uma delas terá sido em Abril de 2006 e envolve uma conversa do administrador do Grupo Espírito Santo (BES), José Manuel de Sousa, arguido no processo, com outro responsável do grupo, após um encontro com um membro do Governo, não identificado. José Manuel diz que "está tudo sob controlo".
O jornal acrescenta que nenhum dos dirigentes socialistas foi constituído arguido.

Em declarações aos jornalistas, Jaime Silva disse, esta quarta-feira, não saber se foi incluído nas escutas telefónicas. O ministro adianta não existirem razões para tal ter acontecido.
Questionado sobre a existência de pressões a outros membros do Governo, por parte do GES, Jaime Silva afirmou ter «muitas dúvidas» de que tenham existido. Isto porque foram precisamente os três ministros do Executivo (Ambiente, Economia e Agricultura) que tomaram a decisão «inequívoca» de anular a decisão do Executivo anterior no mesmo mês de Março.

 
«Se houve pressões sobre algumas pessoas, elas não surtiram qualquer efeito e o despacho que assinei com os restantes ministros estão aí para o provar», assegurou Jaime Silva. «Este Governo não deu tempo aos lobbies», concluiu.


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