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Suspeitas não se esgotam em Murat

16.05.2007
 
Suspeitas não se esgotam em Murat

A Polícia Judiciária portuguesa além do principal suspeito do rapto da menina britânica Madeleine Mc Cann tem outros dois. Trata-se de uma mulher alemã e um homem português que também foram ouvidos pela PJ na segunda-feira, de acordo com o Diário de Notícias.  Depois de ouvidos, puderam sair em liberdade sem nenhuma medida de coacção.

De facto, as suspeitas não se esgotam em Robert Murat. Um dado de importância relevante para a PJ é o facto de uma outra criança ter desaparecido de um empreendimento na Grécia pertencente aos mesmos proprietários do The Ocean Club de Lagos. Aquela criança nunca mais apareceu. Trata-se de uma coincidência que nem a PJ nem a polícia inglesa que está a cooperar nas investigações estão a ignorar.

Entretanto Robert Murat foi constituído arguido neste inquérito, descartando-se a hipótese de aquela diligência estar relacionada com outros ilícitos. O curioso é que o agora principal suspeito começou por ser um dos principais colaboradores da PJ, tendo servido de intérprete em várias diligências realizadas nos primeiros dias após o rapto. Ontem foram realizadas novas buscas na sua residência na tentativa de serem recolhidos mais indícios. A PJ acredita que as pistas de Murat, um alegado consumidor de sites pedófilos, podem conduzir a redes de tráfico de crianças para fins sexuais.

Ontem à noite, Robert Murat falou no canal televisivo britânico Sky News, para a mesma equipa com quem tinha trabalhado como tradutor. Disse que é "o bode expiatório de algo que não fez". E que este caso lhe arruinou a vida.

De acordo com a Sky News, Robert Murat está verdadeiramente aterrorizado, apesar de ser um homem livre - foi constituído arguido mas está apenas com termo de identidade e residência. Mesmo assim, ficou satisfeito por a polícia não ter conseguido reunir provas suficientes para o colocar em prisão preventiva.

"Isto arruinou a minha vida e tornou a da minha família muito difícil, aqui e em Inglaterra", afirmou ao canal de televisão, apesar de ter recusado fazer uma declaração formal. Murat disse ainda que "só vai sobreviver a esta situação quando encontrarem o raptor de Madeleine". Constituído arguido ao fim de 14 horas de interrogatório, Murat referiu que este momento tem disso muito difícil, uma vez que muitos familiares e amigos têm estado a tentar falar com ele.

"Ela logo aparece", afirmou Robert Murat a um residente português da Praia da Luz, no último fim-de-semana, quando este lhe manifestou a sua preocupação pelo desaparecimento da menina britânica.  Uma afirmação que, na altura, terá passado despercebida a quem a ouviu, mas ganhou novos contornos com as suspeitas que recaem desde ontem sobre o britânico que é o único arguido no caso Madeleine.


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