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Estudar "Os Maias" de uma forma bem peculiar

16.02.2016
 
Estudar

Equipa da Universidade de Coimbra cria jogos para utilizar na sala de aula -

Uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com um programador e um grupo de designers, desenvolveu quatro jogos para serem utilizados em contexto escolar a partir de dispositivos móveis.

A partir de um Smartphone ou Tablet, já é possível estudar "Os Maias" através de um desafio semelhante ao concurso "quem quer ser milionário" e completar uma caderneta de cromos virtuais, aprender História durante uma aventura que implica ser jornalista, resolver Polinómios para se avançar nos níveis de um templo ou explicar a evolução da comunicação humana com recurso a um extraterrestre.

Uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), em colaboração com um programador e um grupo de designers, desenvolveu quatro jogos - 1910, Tempoly, Os Maias. Becoming an expert! e Konnecting. O Homem, ser comunicante - para serem utilizados em contexto escolar a partir de dispositivos móveis, em diferentes níveis de ensino (2º e 3º ciclos do ensino básico, ensino secundário e ensino superior).

Antes de avançar para o desenvolvimento destes jogos, já testados com sucesso em estabelecimentos de ensino do centro e norte do país, os investigadores foram perceber junto dos alunos quais as suas preferências relativamente aos jogos em dispositivos móveis.

Ana Amélia Carvalho, coordenadora do estudo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), afirma que a reação dos alunos e professores que testaram os jogos desenvolvidos pela sua equipa «tem sido muito positiva», explicando que o objetivo é «rentabilizar os dispositivos mais populares entre as gerações mais novas, os smartphones e os tablets, para implementar uma aprendizagem muito mais aliciante e interativa

«É necessário alterar as práticas de ensino, ir além da aula expositiva tradicional. E nada melhor do que recorrer às tecnologias que os nossos estudantes mais usam. Se os alunos gostam de jogos e levam os dispositivos para a escola, então há que os aproveitar para ensinar e aprender, contribuindo também desta forma para o combate ao insucesso escolar», defende a Catedrática da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC).

Por enquanto, apenas disponíveis para o sistema operativo Android, os jogos criados pelos investigadores da UC vão ser lançados oficialmente a 7 de maio, durante o 3º Encontro sobre Jogos e Mobile-Learning, a decorrer na FPCEUC, e disponibilizados a todas as escolas que se mostrem interessadas.

O jogo "Os Maias. Becoming an expert!" (https://youtu.be/tDeg8T3id_I) é dirigido a estudantes do 11º Ano. É composto por 448 questões de escolha múltipla, divididas por vários níveis. Inclui um desafio que é semelhante ao "quem quer ser milionário".

O "1910" (https://youtu.be/9_-0ZKzzaj4) tem como destinatários alunos entre o 6º e o 9º ano de escolaridade. É um jogo de aventura, onde o jogador é convidado a auxiliar um jornalista enquanto se desenrolam vários episódios que levaram à Implantação da República em Portugal.

Já o "Tempoly" (https://youtu.be/yOmss1KtpHg) é dedicado aos alunos do 7º Ano ao 12ª Ano. Enquadra-se no género puzzle, tendo o jogador que resolver vários quebra-cabeças, de dificuldade crescente.

Por último, o "Konnecting. O Homem, ser comunicante" (https://youtu.be/FQ3fZHrQNPY) é um jogo dirigido a alunos de Licenciatura em Ciências a Educação. Retrata a evolução da comunicação humana desde a Pré-História até aos nossos dias (selfie stick). Um extraterrestre - Komuniket - é incumbido de reportar o modo como os seres terrestres comunicam.

Coimbra, 15 de fevereiro de 2016

Cristina Pinto

Universidade de Coimbra

 


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