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D.João VI revisitado

15.02.2008
 
Pages: 123

Já Francisco Álvaro da SilvaFreire, depois de perseguido em Portugal e no Rio de Janeiro, acusado de maçom, em 1802, obteria proteção da elite negreira de Moçambique e até um emprego no governo local. De forma surpreendente, a partir de 1804, acabaria por se transformar em agente secreto do príncipe regente em Paris, tal como Guezzi em Buenos Aires. Quem quiser saber mais a respeito de Silva Freire que leia o texto “Francisco Álvaro da Silva Freire: comerciante portuense e maçom”, do professor Alexandre Mansur Barata, da Universidade Federal de Juiz de Fora-MG:

www.rj.anpuh.org/Anais/2004/Simposios%20Tematicos/Alexandre%20Mansur%20Barata.doc.

Delfim e Silva Freire não aparecem no livro de Oliveira Lima, mas por aqui se vê que há ainda muitos fios soltos que precisam ser atados para que se tenha um conhecimento mais aprofundado do que foi esse relacionamento dos grandes traficantes negreiros de Moçambique, ao final do século 18 e começo do 19, com os ministros do príncipe regente, cuja aproximação se dava pela sociabilidade maçônica.

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D.JOÃO VI NO BRASIL , de Oliveira Lima, 4ª ed. Rio de Janeiro: Topbooks, 790 págs., R$ 69, 2006. E-mail: topbooks@topbooks.com.br

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(*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo e autor de Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona Brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002) e Bocage – o Perfil Perdido (Lisboa, Caminho, 2003). E-mail: adelto@unisanta.br

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