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Sócrates esclareceu as dúvidas sobre as suas habilitações

12.04.2007
 
Sócrates esclareceu as dúvidas sobre as suas habilitações

O primeiro-ministro José Sócretes entrevistado quarta-feira (11) à noite, na RTP, esclareceu as dúvidas sobre as suas habilitações. Recusando ter sido alvo de qualquer tratramento de favor na sua carreira académica, José Sócrates garante ter feito sete anos e meio de ensino superior.

 «Chegou o momento de me defender», considerou Sócrates, adiantando que apenas falou agora, depois de o Governo ter tomado uma decisão sobre o encerramento da Universidade Independente (UnI).

O líder socialista recusou ter sido alvo de «tratamento de favor ou excepcional» ao longo da sua carreira académica e especificou com algum pormenor as suas habilitações literárias: bacharelato no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), frequência de um ano no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e um ano na Universidade Independente (UnI).

 «Anos depois fiz um MBA no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE). Fiz sete anos e meio de Ensino Superior, dos quais seis anos e meio em instituições públicas», frisou.

Na entrevista, Sócrates argumentou que não mudou do ISEL para a UnI por motivos mas porque este estabelecimento de ensino superior privado tinha «regime pós-laboral», porque quis ter uma licenciatura em engenharia civil e porque «essa universidade tinha prestígio na altura». «Não mudei do ISEL para a UNI para ter mais facilidades» em terminar o curso, referiu.

Ainda para reforçar a questão do tempo que passou em frequência do Ensino Superior, o chefe do Governo referiu que, ao longo da sua carreira académica, fez «55 cadeiras» e foi «avaliado por dezenas de professores».

Interrogado sobre as razões que explicam que as suas notas na UnI tenham saído num dia de Agosto de 1996, o primeiro-ministro reagiu dizendo que «um aluno não é responsável» por problemas de ordem administrativa. «Não me compete explicar isso. Não fiz nenhum exame em Agosto. Entre o momento em que se fazem os exames e o momento em que as notas são lançadas, decorre sempre algum tempo», apontou, antes de insistir ser «abusivo culpar um aluno por eventuais erros administrativos».

Sobre o professor que lhe deu inglês técnico, na UNI, Sócrates disse que foi o reitor da universidade, Luís Arouca. «Conheci-o quando me veio comunicar que teria de fazer a cadeira de inglês técnico, além das outras quatro cadeiras do meu plano de estudos. Quando insinuam que fiz poucas cadeiras, digo que fiz aquelas que a UnI me propôs», advogou.

Na entrevista, Sócrates negou ainda ter recomendado o nome de António José Morais, que foi seu professor na Universidade Independente, para cargos de nomeação política no seu Governo e no de António Guterres. Questionado sobre se teria tido influência na escolha do professor para cargos de nomeação política, José Sócrates rejeitou o que considerou «uma insinuação maldosa».

 Fonte Visão Online



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