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Árvores para Lisboa

11.12.2006
 
Árvores para Lisboa

O município de Lisboa é um espaço densamente povoado e cada vez mais urbanizado. A cidade, outrora rica em quintas e zonas de lazer que formavam um mosaico diversificado de paisagens de grande beleza, tem vindo a perder alguns desses espaços a um ritmo acelerado.

O município de Lisboa é um espaço densamente povoado e cada vez mais urbanizado. A cidade, outrora rica em quintas e zonas de lazer que formavam um mosaico diversificado de paisagens de grande beleza, tem vindo a perder alguns desses espaços a um ritmo acelerado.

O desenvolvimento não precisa de ser depredador da paisagem, pois o crescimento da cidade não necessita de ser feito sacrificando os seus locais mais emblemáticos. Algumas das manchas verdes que ainda subsistem poderão vir a ser perdidas a curto prazo se não forem tomadas medidas de revitalização ambiental.

Ao nível ambiental as áreas verdes cumprem também funções de enorme importância, já que são locais onde a biodiversidade prospera, onde as águas se infiltram e depuram, onde o ar é renovado. A nível de bem-estar é onde as pessoas podem passear, relaxar de um dia de trabalho mais árduo, brincar com os filhos e conviver. Existem porém quarteirões inteiros em que o número de árvores plantadas se conta pelos dedos de uma mão.

Considerando que o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) vai lançar em 2007 uma campanha a nível internacional, apoiada por personalidades internacionais proeminentes como Wangari Maathai (fundadora do Movimento Green Belt e Prémio Nobel da Paz), que tem por objectivo promover a plantação de espécies arbóreas em larga escala e alcançar mil milhões de árvores plantadas a nível mundial, para o que vai necessitar do envolvimento dos municípios e dos restantes sectores da sociedade.

Considerando que o futuro Plano Director Municipal prevê que as áreas verdes existentes e programadas, cujas características naturais, culturais, paisagísticas e urbanísticas devem ser preservadas e valorizadas, a fim de se assegurar um conjunto de funções ecológicas no meio urbano e o apoio ao recreio e lazer da população.

Considerando que a Câmara dispõe de viveiros municipais, espaço onde inúmeras espécies arbóreas, arbustivas e de floricultura são semeadas e/ou plantadas para se desenvolverem até ao momento e porte correcto para que possam ser transplantadas para os seus diversos destinos, quer estes se tratem de jardins, cemitérios, alamedas ou simples canteiros de rua.

Considerando que a cidade só é apreciada quando edifícios e áreas verdes se conjugam de forma harmoniosa, sendo estes espaços de proximidade quem confere às cidades um espírito próprio e que permitem aos seus habitantes identificarem-se com elas.

Considerando que, os espaços verdes são fundamentalmente um factor de conforto, amenidade do ambiente e valor estético, que permitem contribuir para a melhoria da qualidade do ar, bem como, facilitar a drenagem das águas pluviais, evitando as crescentes situações de cheias nas cidades.


Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “ Os Verdes ”, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:

1. Integre na estrutura ecológica da actual revisão do PDM um programa de plantação sistemática de espécies arbóreas autóctones, provendo à substituição das que se encontram mortas ou em avançado estado de degradação;

2. Dê início, durante o ano de 2007, à promoção da plantação de árvores em zonas delas carentes, no espírito e no âmbito do Programa do PNUA.

3. Estenda essa campanha à rede escolar, como forma de sensibilização dos jovens para as questões de recuperação ambiental.

Assembleia Municipal de Lisboa,

12 de Dezembro de 2006

O Grupo Municipal de “ Os Verdes ”

J. L. Sobreda Antunes

João Gordo Martins


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