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Portugal: PEV contra EU abrir as portas ao Lobby Nuclear

11.01.2007
 
Portugal: PEV contra EU abrir as portas ao Lobby Nuclear

Para “Os Verdes”, o reforço da energia nuclear na política energética europeia é inaceitável e representa um retrocesso em matéria de segurança energética e do desenvolvimento sustentável, que a comissão diz pretender assegurar.

A pretexto do combate às alterações climáticas e da necessidade de reduzir urgentemente as emissões de CO2 e a dependência energética europeia do exterior, a comissão europeia abre as portas e pisca o olho ao lobi nuclear que vinha a perder terreno nos países da Europa desde o acidente de Chernobil e face às crescente contestações do movimento ecologista e das populações.

Para “Os Verdes”, o reforço da energia nuclear na política energética europeia é inaceitável e representa um retrocesso em matéria de segurança energética e do desenvolvimento sustentável, que a comissão diz pretender assegurar.

“Os Verdes” consideram ainda que os argumentos que sustentam a posição da comissão em relação ao apontar o nuclear como uma alternativa de futuro em relação ao petróleo, são falaciosos.

· Primeiro, porque a energia nuclear não é uma energia segura, daí que não atinge esse objectivo avançado pela comissão.

· Segundo, porque a energia nuclear não é uma energia limpa, outro dos objectivos visados pela comissão. Não se pode reduzir a energia “limpa” a energias que não emitem CO2. Como classifica então a comissão os resíduos radioactivos resultantes da produção energética nuclear? Para “Os Verdes”, se as alterações climáticas e as emissões de CO2 são um grave problema para a humanidade que é urgente resolver, os resíduos nucleares são outro e, nesta matéria, em perto de meio século de produção energética nuclear, os resíduos e a sua radioactividade continuam a amontoar-se no planeta, constituindo um perigo eminente para as populações e para a humanidade durante milhares de anos.

· Terceiro, a questão da dependência energética europeia continuará a colocar-se com o nuclear, visto que os stocks de urânio europeus são limitados e um aumento da capacidade de produção desta energia levaria obrigatoriamente à importação de urânio.

· Quarto, a questão da necessidade de baixar os custos da produção energética é falseada, visto que o custo inerente ao tratamento dos resíduos nucleares é omitido, pois não é feito. Apenas é garantido o seu armazenamento e a segurança do mesmo. Para além disso, nunca é tido em conta quando se fala no custo da produção do nuclear, os custos intrínsecos à segurança nacional (diferente de segurança industrial), custos estes que são cada vez mais elevados num mundo que se confronta cada vez mais com questões bélicas e de terrorismo.

Por isso, “Os Verdes” continuarão empenhados no esclarecimento às populações e a desempenhar todos os esforços e lutas no sentido de que, tanto a nível nacional como a nível europeu, o nuclear não volte à ordem do dia. “Os Verdes” adiantam que desencadearão todos os esforços com os seus congéneres europeus nesse sentido.

PEV


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