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Detetives acharam DNA não identificado no quarto dos McCann

10.10.2007
 
Detetives acharam DNA não identificado no quarto dos McCann

A Polícia  Judiciária portuguesa enviou um pedido aos turistas britânicos que estiveram no complexo de férias da Praia da Luz no dia 3 de maio, quando desapareceu Madeleine McCann, de 4 anos, para apresentarem suas mostras de DNA , escreve hoje (10) "The Times".

"A equipe portuguesa a cargo da investigação me pediu que reúna provas de DNA e impressões digitais dos turistas que vivem no Reino Unido e se hospedaram no complexo Ocean Club", assinala a carta do detetive Stuart Prior, da Polícia de Leicestershire, e à qual "The Times" teve acesso.

 Segundo o periódico britânico, os detetives portugueses acharam DNA não identificado e impressões digitais durante uma série de registros no centro de férias.

Segundo outro jornal ,Daily Mail", a polícia diz acreditar que havia mais crianças no quarto de hotel em praia da Luz.

As fontes próximas à investigação indicaram que filhos de amigos dos McCann estavam no apartamento do hotel Ocean Club quando Maddie desapareceu, de acordo com Daily Mail.

A imprensa britânica chama o grupo de amigos dos McCann de "Tapas 9", devido ao fato de que eram ao todo nove pessoas que comiam no restaurante de tapas próximo ao quarto de hotel na noite do desaparecimento.

Fontes da investigação contaram ao jornal português "24 Horas" que as crianças eram todas filhas de amigos do casal, os quais costumavam visitar o apartamento dos McCann.

Os médicos Kate e Gerry, pais da garota britânica desaparecida, afirmaram que no quarto estavam apenas Madeleine e seus dois irmãos, os gêmeos Sean e Amelie, de dois anos.

Além disso, sustentam que fizeram várias visitas ao apartamento durante a noite do desaparecimento. "Não existe apenas a evidência forense que indica que havia mais garotos dentro do apartamento [dos McCann], existem também testemunhos de outras pessoas que estavam no hotel Ocean Club, que indicaram que o apartamento dos McCann era visitado pelas pessoas que estavam no jantar", destacou uma fonte policial ao "24 Horas".

Com isso, o jornal  "The Times" sustentou que os filhos do grupo de amigos dos McCann faziam visitas entre si nos seis dias que ficaram de férias em praia da Luz.

Contradições

Segundo o jornal, o inglês Russell O'Brien, um médico de Exeter, deixou o restaurante às 21h35 da noite de 3 de maio, supostamente para olhar a filha doente, e voltou para a mesa às 22h, momentos antes de Kate McCann descobrir a ausência de Madeleine.

"O britânico diz que levou muito tempo ausente da mesa por ter visitado a filha doente, e que ela vomitou. Ele diz ainda que pediu para funcionários trocarem os lençóis, no entanto, os empregados do hotel negam esta versão", diz uma fonte policial.

A esposa de O'Brien, Jane Tanner, contou à polícia ter visto um homem levando uma garota do apartamento dos McCann às 21h15. No entanto, outra testemunha afirma que isso é impossível, pois a mulher não se encontrava na área nesse momento.

"Com tantas contradições e com os resultados forenses em nosso poder, temos muita pouca dúvida de que a garota morreu dentro do apartamento, e apenas duvidamos sobre quem escondeu o corpo", concluiu a fonte.


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