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Apresentação da 1ª candidata da CDU pelo círculo de Leiria, Heloísa Apolónia

04.07.2019
 
Apresentação da 1ª candidata da CDU pelo círculo de Leiria, Heloísa Apolónia. 31293.jpeg

Sessão pública de apresentação da 1ª candidata da CDU pelo círculo de Leiria, Heloísa Apolónia - Intervenção de Heloísa Apolónia
 
As minhas primeiras palavras são para dizer que é com grande determinação e confiança que abraço este desafio de ser a primeira candidata da CDU pelo círculo eleitoral de Leiria nas próximas eleições legislativas.
 
O distrito de Leiria elege 10 deputados à Assembleia da República e acreditamos que, nestas eleições de outubro de 2019, um desses deputados pode ser da CDU, para benefício da população do distrito e da sustentabilidade do território.
 
Já me retorquiram: mas a CDU não elege um deputado por Leiria desde a década de 80. É verdade, mas pode vir a eleger nestas próximas eleições legislativas, assim os eleitores do distrito de Leiria o decidam, através do seu voto.
 
Uma coisa é certa: não são os órgãos de comunicação social que ditam os resultados das eleições, embora o procurem influenciar, com inúmeras estratégias. São os eleitores que decidem e cada voto conta.
 
É, pois, ao povo do distrito de Leiria que me dirijo, para garantir que disponibilizo toda a minha vasta experiência parlamentar para ser porta-voz no Parlamento dos problemas e necessidades das populações deste distrito e para batalhar pela sustentabilidade deste território.
 
Mas, mais do que ser porta-voz, proponho-me para usar essa intensa experiência parlamentar para contribuir para o encontro de soluções, justas e eficazes, no sentido de garantir melhores padrões de vida, sociais e ambientais.
 
O distrito de Leiria, tal como muitas zonas do país, tem vindo a conhecer uma tendência de despovoamento, sobretudo na zona do Pinhal Interior Norte, fruto de opções políticas de décadas, acentuada por medidas profundamente nefastas tomadas pelo Governo PSD/CDS que levaram, designadamente, ao abandono de atividades produtivas e à emigração forçada de muitos jovens.
 
Este esvaziamento do mundo rural é sempre um fator com implicações diretas na gestão florestal, potenciando a acumulação de grandes cargas de combustível nos espaços rústicos.
 
Por outro lado, a profunda expansão das brutais monoculturas de eucalipto, que se tem vindo a acentuar desde os anos 90, cedendo a floresta aos interesses das celuloses, formou um absoluto rastilho para os fogos florestais, rastilho ao qual o anterior Governo PSD/CDS deu cobro com a aprovação da lei que ficou conhecida como a lei da liberalização do eucalipto.
 
Também a ânsia de sucessivos Governos de diminuição de funcionários públicos, numa lógica de contenção orçamental, resultaram em menor vigilância das nossas florestas e dos nossos espaços naturais, quando, por exemplo, foi extinto o corpo nacional de guardas florestais.
 
Estas políticas erradas de Governos PSD, CDS ou PS não foram alheias ao absoluto drama, à imensa catástrofe que foram os incêndios de Pedrógão Grande e de outubro de 2017. Sabia-se bem do perigo que estava instalado no país – e o país pagou bem caro estas políticas.
 
Por isso, logo no início da legislatura, na posição conjunta assinada com o PS, Os Verdes impuseram que nela constasse a criação de condições para a dinamização do mundo rural, a aposta em espécies autóctones e o fim da proliferação das imensas manchas de eucalipto, bem como o reforço de meios humanos para a conservação da natureza.
 
A mudança da floresta, para que se torne também ela mais resistente aos fogos florestais e para que constitua um elemento integrante da estratégia de combate às alterações climáticas, sabemos que não se dá de um dia para o outro, depois de décadas de políticas tão nefastas. Mas era preciso iniciar esse processo e os passos para essa transformação deram-se com o PEV e a CDU.
 
Foi-se tão longe quanto o país precisa e quanto era possível? Não, porque o PS travou muitas coisas, a pretexto das metas do défice, sendo mais papista do que o papa, pondo o défice ainda mais abaixo do que o previsto, desperdiçando assim recursos para investimentos necessários ao país. 
 
Ocorre que, entre fazer bonito para Bruxelas ou fazer o que é necessário para atender às necessidades do país e da população, a CDU não hesita em escolher esta última, porque, para nós, primeiro estão as pessoas e a sustentabilidade do desenvolvimento.
 
Há investimentos eternamente adiados, que prejudicam em muito o país. Digam-nos: a população do distrito de Leiria pode continuar confrontada, por exemplo, com uma linha ferroviária do Oeste que não responda às necessidades dos utentes? Onde se conhecem supressões atrás de supressões de horários? Onde a eletrificação foi tão prometida e ainda não concretizada? Os utentes desta linha ferroviária trocariam menos uma décima de défice pelo funcionamento adequado desta linha ferroviária? Estamos em crer que não!
 
Fui, na Assembleia da República, relatora da petição onde inúmeros cidadãos pediram dignidade e utilidade nesta linha do Oeste, a qual, funcionando devidamente, constitui um enorme potencial de desenvolvimento da região, quer para a componente económica, quer para a mobilidade das populações quer para efeitos ambientais. 
 
O transporte ferroviário é determinante para o combate às alterações climáticas, precisamos de investimento nas estruturas e equipamentos, no material circulante e de mais trabalhadores para a reparação do material e para o funcionamento do serviço.
 
Esta é uma luta que o PEV e a CDU continuarão a erguer, sem tréguas, até estar garantido o direito à mobilidade ferroviária da população, com a linha do Oeste modernizada.
 
O distrito de Leiria ganhará em escolher a CDU nas próximas eleições legislativas. Os Verdes têm intervindo sobre inúmeras situações ambientais que aqui precisam de soluções: fazer renascer das cinzas os concelhos afetados pelos incêndios; preservar as matas públicas, com particular destaque para a Mata Nacional de Leiria, também devastada por fogos florestais; despoluir a bacia do Lis; despoluir e desassorear a lagoa de Óbidos; preservar a Reserva da Berlenga e o Parque Nacional da Serra de Aire e Candeeiros, entre tantas outras questões.
 
Quanto mais força tiver a CDU, mais soluções se tornarão possíveis. Que ninguém se iluda – o que conseguimos alcançar nesta legislatura, conseguiu-se porque o PS precisava de nós. De outra forma, o PS teria sido igual a si próprio em tudo! 
 
Por isso reafirmamos: dar mais força à CDU é dar mais certeza à implementação e soluções.
 
Amigas e Amigos,
 
Os cidadãos do distrito de Leiria decidirão, mas o que dizemos é que a CDU aqui está, com provas dadas, com trabalho realizado, com coerência e com consequência de propostas.
Aqui estamos prontos para darmos o nosso melhor pela população do distrito de Leiria, pela valorização dos nossos recursos naturais e dos ecossistemas, pela segurança do nosso território, pela melhoria das condições de vida das pessoas.
 
A eleição de uma deputada da CDU pelo círculo eleitoral de Leiria é uma mais-valia para este povo e para este território.
 
Somos uma equipa de gente dedicada e de gente muito consciente. Tornemos esta equipa imensa e avancemos para o terreno, para junto das populações que, em bom rigor, é só assim que sabemos trabalhar – junto das pessoas, a conhecer a realidade concreta e a traduzir os problemas e soluções.
 
Avancemos juntos neste objetivo de puxar este país para a frente e não permitir recuos.
 
Com grande empenho, com grande confiança, com muita determinação, com a imensa esperança e força para transformar este país num país bem melhor, a CDU cá está!
 
Viva o distrito de Leiria! Viva a CDU!


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