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I Cimeira U.E. – Brasil

04.07.2007
 
I Cimeira U.E. – Brasil

I Cimeira U.E. – Brasil

Terminou no 4 de Julho a I Cimeira União Europeia-Brasil com um jantar depois do lançamento da parceria estratégica entre as partes. Sócrates diz que a política externa da UE sai reforçada depois da Cimeira. Na mesa das discussões estavam a Ronda de Doha, as consequências para os países em desenvolvimento e as relações com o MERCOSUL, além do ambiente. Portugal apoia o Brasil como membro permanente do CS da ONU e Sócrates deu razão ao Presidente Lula relativamente às críticas as subsídios praticados pela U.E. e EUA.

Segundo o Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, I Cimeira U.E. – Brasil foi a concretização de uma das primeiras prioridades portuguesas, pois "A política externa da UE sai mais enriquecida em profundidade, mais enriquecida em coerência e mais enriquecida no seu alcance".

A Ronda de Doha no contexto da OMC foi um dos principais temas abordados. José Sócrates declarou que a Cimeira de Lisboa lançou uma “mensagem positiva” que a U.E. está empenhada em encontrar soluções. Subscrevendo as críticas do Presidente Lula aos subsídios praticados pela U.E. e EUA no sector da agricultura, o PM português declarou que há que procurar um equilíbrio entre maior liberdade económica e desenvolvimento e maior espaço de afirmação para os países em desenvolvimento".

MERCOSUL

Para Portugal, esta Cimeira abre a porta para relações comerciais mais abertas entre a U.E. e o MERCOSUL, com Brasil desempenhando o papel de placa giratória entre as partes. José Sócrates realçou a importância da liderança do Brasil no sector dos biocombustíveis. Presidente Lula, por sua parte, declarou que depois desta Cimeira, o que está bem entre a U.E. e o MERCOSUL continuará bem e o que está mal, será rectificado.

Posição do Brasil

Presidente Lula da Silva declarou na Cimeira que o Brasil tem “cartas na manga” nas negociações com a OMC, convicto que mesmo que não se tenha um acordo “de sonho” para os países em desenvolvimento, haverá decerto um “pequeno ganho”. Mencionou os novos líderes na U.E. (Gordon Brown e Nicolas Sarkozy), afirmando que tem confiança numa resolução das questões entre os países em desenvolvimento e a U.E./EUA sobre a questão do livre comércio.

Presidente Lula foi claro nas suas pretensões: "Queremos que os Estados Unidos baixem os seus subsídios agrícolas para 12 mil milhões de dólares e que a União Europeia flexibilize os seus mercados no sector da agricultura. Mas, tanto a União Europeia, como os Estados Unidos, querem que o Brasil flexibilize os seus mercados ao nível da indústria e dos serviços", apontou o chefe de Estado brasileiro, defendendo, depois, "uma proporcionalidade que leve em conta o produto interno bruto de cada país".

Ambiente

Para Presidente Lula, foi importante o acordo assinado entre Petrobrás e Galp Energia no dia 3 de Julho, pois "o mundo irá curvar-se ao mercado dos biocombustíveis". Declarou ainda que os biocombustíveis constituirão uma maneira útil para combater a pobreza no continente africano e América Central.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

PRAVDA.Ru


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