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Carmona, arguido no processo Bragaparques, diz que fica

04.05.2007
 
Carmona, arguido no processo Bragaparques, diz que fica

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) Carmona Rodrigues declarou ontem (04) que não renuncia ao seu mandato. “Cada eleito é livre de ficar, suspender ou renunciar ao seu mandato. Náo serei eu o primeiro a abandonar o barco, nem permitirei que me mandem borda fora”, afirmou nos Paços do Conselho. E acrescentou: “Não estou agarrado ao poder, estou a honrar um compromisso.”

Entretanto foi mesmo ontem ouvido no Departamento de Acção e Investigação Penal (DIAP) de Lisboa, tendo sido questionado por mais de cinco horas.

Na declaração pública que fez às 20.00, Carmona Rodrigues confirmou que era arguido no processo Bragaparques: "Hoje sou eu próprio arguido", disse, referindo-se também à situação de Gabriela Seara e Fontão de Carvalho, ambos com o mandato de vereadores suspenso na CML.
Ao que o Diário de Notícias apurou junto de fonte judicial, Carmona Rodrigues está indiciado pelos crimes de prevaricação, tráfico de influências e participação económica em negócio.


Caso começa em 2005
O processo Bragaparques começou em meados de 2005. Carmona Rodrigues substituiu Pedro Santana Lopes à frente da Câmara Municipal de Lisboa e acordou uma permuta de terrenos com a empresa Bragaparques, à altura proprietária dos terrenos do Parque Mayer. A autarquia cedia à empresa parte dos terrenos da Feira Popular. Por sugestão do vereador socialista Vasco Franco, a Bragaparques teria que responder por escrito que concordava com os termos do negócio, o que a empresa fez, acrescentando um direito de preferência sobre o resto dos terrenos, que foram vendidos em hasta pública.

Em investigação estará a forma como este acto decorreu, já que a Bragaparques era a terceira empresa colocada para a aquisição dos terrenos. Em primeiro lugar estava a empresa de Bernardino Gomes, com uma licitação próxima dos 70 milhões de euros, mas que viria a desistir desta hasta pública.

O caso tem já como arguidos Fontão de Carvalho, que era responsável pela pasta das Finanças, Gabriela Seara, vereadora do Urbanismo no actual mandato, Remédio Pires, director municipal dos serviços gerais. O presidente da Bragaparques, Domingos Névoa, não é arguido neste processo, não tendo nunca sido ouvido no âmbito deste caso. Domingos Névoa está acusado pelo crime de corrupção activa, após uma conversa com o advogado Ricardo Sá Fernandes, gravada pela Polícia Judiciária. Névoa pretendia que o vereador do Bloco de Esquerda, José Sá Fernandes defendesse a permuta entre o município lisboeta e a Bragaparques. |


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