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Portugeses agredidos pelos policias letonianos

01.06.2007
 
Portugeses agredidos pelos policias letonianos

Gonçalo Pais, um dos portugueses acusados de profanarem a bandeira da Letónia que chegou terça-feira à noite a Lisboa, relatou a sua versão dos factos. Em declarações à Lusa, Gonçalo Pais, que garante estar «inocente» , admitiu que tiraram as bandeiras dos postes, acto que considerou uma «tolice» , mas garante que «nunca as pisaram, rasgaram ou queimaram» .

«Foi uma atitude não pensada. Ingénua. Dois subiram aos postes, enquanto outros dois ficaram a apanhar as bandeiras para trazerem uma recordação. Foi um acto tão ingénuo que eles não as esconderam, levavam-nas nas mãos ou aos ombros» , disse.

Dos 13 dias que estiveram detidos, o jovem recorda que foram alvo de «muita violência» e «pressão psicológica» .

«Na altura que fomos detidos, apareceram três carrinhas com polícia de intervenção. Os polícias saltaram para cima de nós e fui bastante agredido» , relatou.

Depois de Gonçalo Pais, Guilherme Cunha, Nuno Miguel Luís , Paulo França e Joáo Silva, de terem sido conduzidos para uma esquadra foram informados sobre os direitos que tinham, mas na prática «quase nenhum foi cumprido» .

«Não houve autorização para fazermos um único telefonema, estivemos horas virados para uma parede e obrigaram-nos a assinar documentos em letão, que nem sabíamos o que diziam» , contou, acrescentando que nunca conseguiu falar com os pais e o seu pai, que foi para Riga, nunca o conseguiu visitar.

Na primeira semana de prisão preventiva, os cinco portugueses e os dois espanhóis estiveram sempre fechados, passando o dia numa cela todos juntos «iluminada por uma única lâmpada amarela e onde só dava para dar cinco passos» durante 23 horas. «Na outra hora íamos para uma cela sem tecto» , disse.

Quanto à acusação de estarem sob o efeito de álcool, o jovem negou e garantiu que lhes foram feitos testes e que apenas dois acusaram mais de 0,5.

Gonçalo Pais referiu também que João Silva ainda detido com Paulo França na capital da Letónia tem um problema de saúde que o obriga a tomar remédios diariamente e «durante vários dias não teve acesso a medicamentos» .

«Estou muito preocupado. Só passados quatro ou cinco dias de estarmos presos é que lhe entregaram os comprimidos, que estavam na mochila dele» e tinha sido apreendida, contou.


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