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Joaquim Chissano distinguido com o Maior prémio do Mundo

17.11.2007
 
Joaquim Chissano distinguido com o Maior prémio do Mundo

Joaquim Chissano foi distinguido, em Londres, com o prémio Mo Ibrahim de boa governação, nas palavras do seu fundador, ele foi atribuído o "maior prémio do Mundo". O ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, anunciou, ontem, que o ex-presidente da República de Moçambique foi distinguido com o prémio Mo Ibrahim de Boa Governação.

Ao longo da próxima década, Joaquim Chissano vai receber por ano cerca de 353 mil euros, seguindo-se uma renda vitalícia de 142 mil euros por ano. E porquê? Porque o comité do prémio, formado pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, a ex-ministra da Educação da Guiné-Conacri Aïcha Diallo, a ex-presidente da Irlanda Mary Robinson, o ex-primeiro-ministro da Tanzânia Ahmed Salim, a ex-ministra das Finanças e dos Negócios Estrangeiros da Nigéria Ngozi OkonjoIweala e o ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari, concluiu que a carreira de Chissano, que, ontem, celebrou os 68 anos, é um "modelo a seguir".

O trabalho político desenvolvido nos primeiros 28 anos de vida da República de Moçambique foi considerado um "exemplo". Primeiro para "alcançar a paz, reconciliação, democracia estável e progresso económico" do seu país. Depois por ter "firmado uma economia estável com um crescimento robusto e crescente investimento directo estrangeiro". "Mas é no seu papel na condução de Moçambique do conflito para a paz e democracia que o presidente Chissano deu o seu maior contributo", afirmou Annan, ao ler um texto que sustenta a decisão do júri.
História de sucesso

Daí que a "decisão de sair voluntariamente do cargo de presidente", em 2005, tenha demonstrado, no entender dos membros do júri do prémio, que "o processo democrático era o mais importante". Annan considerou igualmente que Moçambique "é uma das histórias de sucesso em África".

Leonardo Simão, director-executivo da Fundação Joaquim Chiassano, afirmou que o ex-chefe de Estado se manteve "sempre sereno e calmo" quando o seu nome começou a ser ventilado como favorito à conquista do prémio, antes de rumar para o Norte do Uganda, onde se encontra neste momento no âmbito da mediação do processo de paz naquele país, de acordo com o Jornal de Notícias.


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