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Crescimento da economia brasileira em 2013

31.05.2013
 
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Economista Welinton dos Santos

Crescendo! Por quê? A economia brasileira mostra sinais de recuperação, motivados por vários fenômenos, como por exemplo: o aumento de 131,64% da safra disponível para moagem da cana-de-açúcar (safra 2013/2014 - com início em abril e término em março do ano seguinte), que aumenta em 82,8% a oferta disponível de etanol hidratado, utilizado nos carros flex (total de 2,1 bilhões de litros disponíveis), em comparação a safra passada, dados fornecidos pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar, o que também aumenta a oferta de açúcar e provoca queda de preços. Com aumento da disponibilidade do etanol automotivo durante o ano de 2013, haverá uma pequena queda e estabilização de preços deste combustível e também uma diminuição nas importações de petróleo, que amenizará os efeitos do resultado negativo da balança comercial brasileira.

           Com mercado aquecido o Brasil chama atenção para o mercado internacional, provocado também por várias fusões no mercado interno, ao todo foram 257 transações no 1º quadrimestre de 2013, segundo relatório mensal da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), que realiza o acompanhamento mensal desses tipos de operações. Um aumento de 5,8% em comparação ao mesmo período de 2012.

          A empresa chilena Falabella, adquiriu 50,1% da Dicicco, no mercado de Home Center, detentora das marcas e lojas SODIMAC, a rede chilena é detentora de participações de empresas aéreas, bancos, supermercados, shopping centers, lojas de departamentos, redes de farmácias, agências de turismo e outros negócios no Peru, Argentina, Colômbia, México e agora no Brasil, a organização chilena teve faturamento total de 2,9 bilhões de dólares no primeiro trimestre deste ano.

         O elevado índice de Basiléia indica solidez do sistema bancário brasileiro. Dentre as últimas alterações do mercado bancário brasileiro destaques para a aquisição da Credicard do Citi, pelo Itaú-Unibanco por 2,67 bilhões de reais em dinheiro, fortalecendo-se no seguimento de cartão de crédito, um mercado com crescimento anual de 17,9%. Segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) o setor de cartões de crédito no Brasil, deverá movimentar em 2013, por volta de 847 bilhões de reais, aumento de 16,9%. A Citi está reestruturando suas atividades no intuito de otimizar os negócios com base na estratégia global da instituição, maximizando assim sua lucratividade.

         O Banco do Brasil, em sua política de internacionalização pretende aumentar a participação de 12% para 15% de seus ativos no mercado internacional, com negociações e a possibilidade de adquirir novos bancos nos EUA, Chile e Colômbia.

         Outro setor de destaque no Brasil é o seguimento de Franchising, com crescimento de 16,2% em 2012, com perspectivas de crescimento de mais de 17% em 2.013, o volume de empregos diretos gerados neste setor ultrapassarão a marca de 1 milhão neste ano, com receitas totais em 2012 da ordem de 103,2 bilhões de reais, podendo alcançar a marca de 120 bilhões de reais em 2013, números atrativos e positivos em comparação ao cenário internacional. O nível de desemprego brasileiro na faixa de 5,4% e mercado interno aquecido favorecem o setor.

        O aumento das vendas reflete no aumento de consumo de energia, isto mesmo, o Brasil já é o 7º maior consumidor de energia do mundo.

        Segundo a Ministra do Planejamento do Brasil, Miriam Belchior, afirmou em audiência pública, a produção industrial cresceu 3,3%, destaque para o setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) que subiu 9,8% no primeiro trimestre. Segundo palavras da Senhora Ministra, isto garantirá um crescimento de 3,5% do PIB.   Analisando a conjuntura Macroeconômica, o crescimento da demanda do mercado interno, a necessidade de aquisição de petróleo no mercado internacional, o baixo preço das commodities no mercado internacional, o agravamento da crise no mercado europeu e a queda nas projeções de crescimento da China, as minhas projeções de crescimento para o PIB no Brasil, será de aproximadamente 2,6%, bem superior ao crescimento 0,9% de 2012, lembrando que a recuperação em 2012 ocorreu apenas no 4º trimestre com crescimento de 0,6%.

       Nos próximos anos, acredito que o país poderá quebrar alguns gargalos logísticos com os inúmeros projetos públicos e privados, bem como a liberação de novas concessões para portos, terminais e aeroportos, além de investimentos em setores de transportes ferroviários e aquaviários, permitindo eliminar uma parte do custo Brasil. O país ainda conta com os mais importantes eventos esportivos do mundo nos próximos anos, o que irá atrair considerável volume de investimentos, além do desenvolvimento de tecnologias em alguns seguimentos do setor de agronegócios, informática, indústria aeronáutica (como contratos de bilhões de dólares confirmados nos últimos dias pela Embraer), além de outros seguimentos empresariais.

     

 


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