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Previdência: Valor médio de benefícios pagos é o maior da história

30.07.2008
 
Previdência: Valor médio de benefícios pagos é o maior da história

Brasil: No primeiro semestre deste ano, o valor médio dos benefícios pagos pela Previdência Social foi de R$ 600,48, o que corresponde a um aumento real de 17% em relação à média do mesmo período de 2001. “Estamos pagando o maior valor real médio da história”, diz o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer. No ano passado, o valor médio dos benefícios estava em R$ 596,04.


Uma das explicações para o aumento do valor médio é a política de valorização do salário mínimo, que tem sido reajustado acima da inflação nos últimos anos. De acordo com os dados do Ministério da Previdência Social, 68,4% dos benefícios pagos no mês passado tinham valor correspondente a até um mínimo. Isso corresponde a 17,5 milhões de pessoas.


Os dados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), disponíveis no site do Ministério (www.previdencia.gov.br), demonstram ainda que 99,2% dos benefícios pagos a trabalhadores rurais têm valor equivalente a um salário mínimo. Já na área urbana, o percentual de pessoas que recebem benefícios de um salário mínimo cai para 45,9%.


Estoque - No mês passado, a Previdência pagou 25,653 milhões de benefícios, incluindo 3,202 milhões assistenciais. A quantidade paga representa um aumento de 3,3% em relação a junho do ano passado. O estoque de benefícios previdenciários, excluindo os de assistência social, cresceu 2,9%.


Houve queda de 11,9% no estoque de auxílio-doença previdenciário, mas o número de auxílios-doença decorrentes de acidentes e doenças do trabalho aumentou 24,7%. Helmut Schwarzer explicou que esse percentual não significa que ocorreu maior número de acidentes do trabalho no período, e sim que muitos benefícios acidentários eram registrados indevidamente como previdenciários.



No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o número de novos auxílios-doença concedidos em decorrência de acidentes e doenças do trabalho cresceu 34%. O resultado já era esperado pelo Ministério, por causa da implantação do Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) em abril do ano passado.


O mecanismo estabelece, a partir de parâmetros científicos, a correlação entre determinadas doenças e a atividade do trabalhador. Com essa metodologia, o médico perito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode definir se a doença de determinada pessoa decorre do trabalho ou não. Antes, o registro das doenças e acidentes do trabalho dependia de comunicação da empresa.



No mesmo período, o INSS concedeu 1,818 milhão de novos benefícios previdenciários, excluídos os acidentários. O número representa um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente no mês passado foram 384 mil novos benefícios concedidos.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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