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Espírito Santo em Portugal

29.05.2007
 
Espírito Santo em Portugal

Há exatamente 20 anos o Espírito Santo chegava a Portugal na esteira de um projeto que transformaria Vitória e Cascais em “Cidades Irmãs”, com objetivos voltados para a ampliação das relações culturais, turísticas e sociais com a sociedade lusitana.

Durante 10 dias, quer em Cascais, quer posteriormente em Vitória, capixabas e portugueses trocaram suas idéias, seus valores e buscaram a formação de uma estrada permanente entre as duas cidades, patrocinando cursos de pesquisa histórica, valorização de seu folclore e aprimoramento, inclusive, dos contatos iniciais voltados para a área de investimentos, àquela altura pautados, com prioridade, para um estaleiro de reparos navais, com o Grupo Lisnave e a conscientização do projeto e execução da “Cidade do Sol”, que chegara anos antes a conquistar a atenção do saudoso J. Teodoro dos Santos, então presidente do Grupo Estoril Sol. Eram passos simples, voluntariosos e bem definidos.

Começava ali, acreditamos, o fortalecimento das relações entre capixabas e portugueses, no ciclo moderno do desenvolvimento.

Esta semana volta a Portugal um nova delegação do Espírito Santo, sob o comando do governador Paulo Hartung. Desta vez as condições e as viabilidades capixabas estão sustentadas por um processo de desenvolvimento e oportunidades empresariais sem similar no contexto da America Latina.

Os empresários de hoje, o comando administrativo de hoje e os objetivos são muito maiores e, sem dúvida, deixam aquela nossa aventura no chinelo do tempo. E isto é muito bom.

À convite da Câmara de Comércio Brasil-Portugal e com o apoio de grupos empresariais e públicos do país irmão, serão realizadas reuniões de trabalho que revelarão as potencialidades deste novo Espírito Santo, que ao lado de seu homônimo português, iniciará a série de entendimentos que ampliarão os investimentos na área do turismo, com a implantação do Centro de Eventos – projeto para 80 milhões de reais – e prioridade especial para a área de gás – o Estado será o primeiro produtor do país – e para o petróleo, onde também oferece a segunda reserva mundial, além, naturalmente, de outros projetos na área do etanol e também na área de seu excelente agronegocio, com base na sua logística de exportação e acesso aos grandes mercados internos e externos.

Com a Petrogal o Espírito Santo, ao lado da Petrobrás, irá desenvolver a exploração do petróleo no norte capixaba. Com a Galp Energia serão confirmados investimentos da ordem de US$ 140 milhões. No ciclo de negócios, ainda, desponta com destaque os entendimentos com o Grupo Energias de Portugal, que já detém o comando da Escelsa, empresa que no Estado explora o sistema energético, com largas e seguras perspectivas.

Os 10 dias que marcarão este reencontro, após 20 anos daquela poética experiência, o Espírito Santo volta adulto, consciente de suas potencialidades e sob um comando administrativo e empresarial que garante o sucesso desta nova investida.

E, numa homenagem aos que acreditaram no nosso projeto lá estavam, José Carlos da Fonseca, então vice-governador, os Secretários Hermes Laranja Gonçalves e Ademar Musso Leal, o comendador Joaquim Antonio Pereira Baraona, então vice-consul de Portugal no Estado e nós, ao lado dos portugueses Jim Meirelles, então presidente do Grupo Vilamoura, Licinio Miranda, ex-Ministro de Turismo de Portugal, Georges D’Argent, prefeito de Cascais e, muito especialmente a jornalista Vera Lagoa e a empresaria Fernanda Pires da Silva.

Somos hoje, mais do que ontem, parceiros de Portugal.

J.C. Monjardim Cavalcanti

Jornalista e Diretor-Executivo da Fundação Jônice Tristão


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