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Debate TV Globo: Alckmin, mais uma vez, esconde a verdade

28.10.2006
 
Pages: 12

A chave para o problema da segurança é a integração, justamente o oposto do que ocorreu no Estado de São Paulo. É por isso que desde 2003, com a criação do Sistema Único de Segurança Pública, nós criamos em todos os estados do país os Gabinetes de Gestão Integrada (GGI). Esses gabinetes permitem que os órgãos de segurança federal e estadual estabeleçam uma estratégia comum de enfrentamento do crime.

Segurança Pública

Alckmin acusa o governo Lula de não ajudar os Estados na área de Segurança Pública. Respondemos com números e com fatos. O governo atual vem executando uma rigorosa política de segurança pública e está obtendo bons resultados. É preciso deixar claro que a construção dos presídios federais estava prevista em lei desde 1984 e nunca havia saído do papel.

O governo Lula já inaugurou o presídio em Catanduvas, Paraná. E está concluindo outros três: em Porto Velho, Rondônia, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ao longo destes três anos e meio, foram investidos R$ 460 milhões em construção de vagas nos presídios dos estados, criando cerca de 20.000 novas vagas, o que equivale à construção de 62 novos presídios e à ampliação de outros 20.

Vamos fazer uma comparação: nos governos federais anteriores, São Paulo, por exemplo, recebeu da União para a abertura de vagas nos presídios do estado uma média de R$ 97,5 milhões de reais a cada quatro anos. Nestes três anos e meio, nosso governo transferiu R$ 129 milhões de reais para São Paulo. Além disso, este ano nós disponibilizamos mais R$ 50 milhões de reais que não se destinam especificamente a abrir novas vagas, mas a melhorar a qualidade e a segurança do sistema penitenciário paulista, algo que nunca havia sido feito.

Quanto à questão da vulnerabilidade das fronteiras, esse é um problema que atinge todos os países. A nação que mais investe em segurança no planeta, os Estados Unidos, possui uma fronteira com o México que é cinco vezes menor que a nossa fronteira seca. Apesar disso e mesmo com a construção de um muro e o destacamento de um grande efetivo de policiais para a região, os americanos não têm sido capazes de impedir a entrada de drogas e imigrantes ilegais em seu país. É preciso deixar claro, porém, que o controle da entrada das drogas não pode ser feito apenas nas fronteiras, como no passado - quando o único preso era o caminhoneiro.

Atualmente, com o investimento em inteligência, os carregamentos de droga são monitorados desde a entrada no país e as apreensões feitas nos Estados, o que torna possível, além de prender o caminhoneiro, chegar aos chefes das quadrilhas. O resultado deste paciente trabalho é que, enquanto em 2001 e 2002 as apreensões de cocaína ficavam na faixa de 8 a 9 toneladas, em 2005, chegaram a 15 toneladas. Nas apreensões de armas, o salto foi de 11.373, em 2003, para 16.755, em 2005. Sem falar nas mais recentes operações da Polícia Federal, apreendendo armas e desarticulando quadrilhas que atuavam no Brasil e em países vizinhos. Em 2003, na reestruturação que fizemos da PF, foi criada a Coordenação de Operações Especiais de Fronteiras, que tem produzido bem-sucedidas operações conjuntas com nossos vizinhos.

Este mês, será inaugurado em Foz do Iguaçu um centro regional de inteligência integrada, que envolverá as polícias do Brasil, da Argentina e do Paraguai. Além disso, sancionamos e colocamos em vigor, em 2004, a chamada Lei do Abate, que estava aprovada desde 1998, reforçando o controle do espaço aéreo brasileiro e coibindo o tráfico de drogas e armas realizado por aviões clandestinos. Agora, o que é preciso destacar é que c riamos o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) com a adesão dos 26 Estados e do Distrito Federal, o que está possibilitando a integração de todas as forças policiais federais e estaduais.

Por meio deste Sistema, estamos implantando os Gabinetes de Gestão Integrada (GGIs) que reúnem as polícias civil, militar, federal e rodoviária federal, compartilhando informações e trabalhando de maneira cada vez mais integrada. Além disso, estamos investindo pesadamente na Polícia Federal.

Aumentamos em 50% o seu efetivo, dobramos os investimentos e elevamos o salário dos policiais. Algumas medidas foram feitas, inclusive, com objetivo de extirpar da polícia os policiais corruptos. E tivemos bons resultados. Num segundo mandato, vamos reforçar cada vez mais a Polícia Federal, o sistema penitenciário, consolidar ainda mais o Sistema Único de Segurança Pública e continuar investindo em inteligência policial.

Saúde
Alckmin lamenta, como médico, que o povo brasileiro sofre com o sistema de Saúde. Na verdade, ao longo da campanha tentou o tempo todo desqualificar o governo do presidente Lula na gestão da saúde. Não reconhece, porque não interessa a ele, que o orçamento do Ministério da Saúde aumentou 56%. Passou de R$ 24,7 bilhões em 2002 para R$ 40,7 bilhões em 2006. Um aumento real de 15%, em valores corrigidos pelo IPCA. Os principais beneficiados foram os usuários do Sistema Único de Saúde.

Fonte: PT

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