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No Brasil, a Internet, um ‘território sem dono e sem lei’, pode decidir as Eleições 2010 numa ‘guerra sem limites’

28.09.2010
 
No Brasil, a Internet, um ‘território sem dono e sem lei’, pode decidir as Eleições 2010 numa ‘guerra sem limites’

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

Correspondente Internacional

RIO DE JANEIRO/BRASIL (Pravda Ru) – O fantástico, insensível, imprevisível e violentamente poderoso mundo virtual da Internet é o mais novo instrumento de comunicação na política brasileira, com os candidatos, através de seus assessores internautas, mostrando seus programas e lançando mão dos mais violentos, cruéis, anônimos e surpreendentes ataques aos seus adversários.

Nas eleições anteriores a essas de 2010, os meios que os candidatos usavam para se comunicar com o eleitor eram a televisão e o rádio, além do jornal impresso e de material publicitário como panfletos, outdoor, carros de som, comícios, etc.

Nas eleições deste ano, a Internet está sendo usada, 24 horas por dia, de forma indiscriminada, sem lei, sem ética, sem regras e sem punição por candidatos, através de seus cabos eleitorais virtuais, em um ‘vale tudo eleitoral’, visando apenas a sedução do eleitor e a conseqüente conquista do seu voto.

Muitos candidatos, que sempre posaram de bons moços, moralistas, acima do bem e do mal, donos da verdade, senhores da honra, doutores da moral e mestres da virtude estão sendo desnudados silenciosamente por legiões de ‘milicianos virtuais’ que mostram suas falcatruas, trapaças e práticas de corrupção no seu dia-a-dia.

Na Internet não se pode prever qual o tamanho e de onde virá o próximo ataque que, a exemplo da propaganda oficial no rádio e na televisão a legislação eleitoral brasileira garante o imediato ‘direito de resposta’ a quem for atacado em sua honra e sua moral.

‘Território sem dono e sem lei’, a Internet, embora mansa e dócil como a pomba, silenciosa e prudente como a serpente, deixa um rastro de simpatia ou antipatia, de aprovação ou rejeição, de amor ou ódio por onde é acessada, dependendo da finalidade da mensagem enviada a milhões de internautas espalhados pelos quatro cantos do Brasil.

A comunicação via Internet é tão ou mais rápida que via televisão e rádio. Um candidato a presidente da República, por exemplo, pode, facilmente, em apenas um único dia, mostrar seu programa de governo a milhões de internautas ou detonar seu oponente nacionalmente via Internet, façanha que nem em anos conseguiria realizar, indo ao encontro pessoal com o eleitorado brasileiro.

Nessa ‘guerra virtual, sem limites e sem regras’, sairá vencedor quem tiver maior poder de comunicação, maior facilidade para seduzir o eleitor e conquistar seu voto, acrescido do conhecimento e do domínio absoluto no manuseio da arte mágica da palavra escrita e falada.

Além de todo esse potencial, a Internet é o meio de comunicação de massa mais barato e de mais fácil operacionalização. Basta redigir o texto, ilustrá-lo, se for o caso, selecionar os endereços de e-mails e ‘clicar em enviar’ e pronto: Está conquistado ou perdido o voto; ou, então, ‘feito o estrago’.

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do Pravda Ru no Brasil. E-mail:- jornalistadobrasil@hotmail.com


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