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Escândolo de "sanguessugas" no Brasíl

28.07.2006
 
Escândolo de "sanguessugas" no Brasíl

O chamado escândalo de "sanguessugas" no Brasíl já envolve parlamentares, dezenas de empresas e pelo menos dois ex-ministros da Saúde do Governo de Lula da Silva, Humberto Costa e Saraiva Felipe.

Segundo a Comissão Parlamentar Mista de Inquuérito (CPMI), criada para investigar o escândalo, a fraude consistia na aquisição de ambulâncias com valores superiores aos de mercado, a partir de concursos públicos do Ministério da Saúde, ganhos sempre pelas mesmas empresas. O esquema, começou em 2000, com cerca de 100 ambulâncias, em 2002 foram mais de 300 ambuâncias e 2004, caiu para aproximadamente 70.

Em troca, os parlamentares envolvidos no esquema recebiam dinheiro, depositado directamente em contas bancárias pessoais ou de auxiliares próximos de até 100 mil reais (36,1 mil euros).

 O número de deputados e senadores investigados pela CPI dos Sanguessugas subiu esta semana  para 94 . A Controladoria Geral da União (CGU) deve apresentar à CPMI de sanguessugas uma lista com 14 novos nomes de congressistas autores de emendas que beneficiaram a máfia das ambulâncias. A lista dos envolvidos nas licitações levantadas pela CGU inclui os deputados de vários partidos : Aroldo de Oliveira (RJ), Aroldo Cedraz (RJ), Paulo Magalhães (BA) e o ex-parlamentar José Carlos Coutinho (RJ) do PFL.

Os ex-deputados Lídia Quinan (GO), Vicente Caropreso (SC) e Wilson Santos (MT) e o deputado atuante João Almeida (BA), do PSDB.

Por fim, da base aliada, os deputados Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), Almerinda de Carvalho (PMDB-RJ) e os ex-deputados Eurípedes Miranda (PDT-RO), Dino Fernandes (PP-RJ) e José Aleksandro (PSL-AC).

O escândalo foi descoberto por meio de gravações, autorizadas por um juiz, de conversas telefónicas entre parlamentares e os responsáveis pelas empresas.

O presidente da CPMI, deputado António Carlos Biscaia, considerou "impressionante" o tamanho do esquema de corrupção, que envolve quase 20% do total dos parlamentares brasileiros.

A divulgação deste escândolo coincidiu com o arranque da campanha eleitoral para as presidenciais de Outubro, em que a maioria dos envolvidos está a disputar um novo mandato parlamentar.

O principal adversário de Lula da Silva, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin acusou o actual Governo de ser a "matriz" do esquema de corrupção.



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