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Brasil: Mercado de Trabalho

28.01.2007
 
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Brasil: Mercado de Trabalho

De 2003 a 2006, ocupação com carteira assinada cresceu 13,3% - No período, a população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País aumentou em 8,6%, e o trabalho doméstico cresceu 18,4%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Desde 2003, o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 5,6% ,e a população desocupada caiu 14,4%, enquanto o rendimento médio domiciliar per capita subiu 10,7%.

No período, a população ocupada nas seis principais regiões metropolitanas do País aumentou em 8,6%, e o trabalho doméstico cresceu 18,4%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Desde 2003, o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 5,6% ,e a população desocupada caiu 14,4%, enquanto o rendimento médio domiciliar per capita subiu 10,7%.

Em 2006, a população ocupada apresentou um crescimento médio de 2,3% frente a 2005 e de 8,6% em relação a 2003. A expansão da ocupação foi maior entre as mulheres, as pessoas com 50 anos ou mais, com 11 anos ou mais de estudo, os cônjuges e os filhos.

O grupo dos empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado teve a maior elevação (5,2%) entre 2005 e 2006. Os resultados de 2006, quando comparados com 2003, mostram que o contingente de trabalhadores domésticos aumentou 18,4% superando, inclusive, a ampliação do número de empregados com carteira assinada (13,3%) entre 2003 e 2006.

A expansão da ocupação no período 2005-2006 foi resultante da elevação observada no grupamento dos serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (5,0%). No período 2003-2006 este grupamento apresentou crescimento de 15,5%, abaixo apenas do verificado nos serviços domésticos (18,4%).

Em 2006, o número de pessoas desocupadas, isto é, procurando trabalho,cresceu 4,0% em relação a 2005, mas em relação a 2003, houve queda (-14,4%). A média mensal da taxa de desocupaçãofoi estimada em 10%. Entre 2003 e 2005, esta estimativa era de 12,3% e 9,8% respectivamente.Já o rendimento médio mensal habitualmente recebido pela população ocupada foi estimado em R$1.045,75, subindo 4,3% em relação a 2005, e 5,6% frente a 2003.

Ocupação cresceu mais entre as mulheres

Em 2006, a média mensal de pessoas ocupadas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas cresceu 2,3% frente a 2005. Esta oscilação, embora positiva, evidencia uma desaceleração no ritmo de crescimento da ocupação em 2006 nas regiões de Salvador, São Paulo e Porto Alegre. Em relação a 2003, houve expansão de 8,6% na ocupação, sendo o maior incremento na região metropolitana de Belo Horizonte (14,1%). Recife foi a região com menor variação (4,6%) principalmente pelo baixo desempenho nos anos de 2004 e 2005.

A evolução da ocupação foi diferenciada por sexo tanto no período entre 2005 e 2006 quanto entre 2003 e 2006. Os dados mostram que a expansão foi mais intensificada entre as mulheres em ambos os períodos e para todas as regiões metropolitanas. Com isso a participação das mulheres dentre os ocupados passou de 43,0% em 2003 para 44,0% em 2006. A única exceção foi a região metropolitana de São Paulo em 2006 quando comparado com 2005 em que os homens apresentaram variação de 2,0% contra 1,7% para as mulheres.

Com relação à idade verificou-se a permanência de uma maior inserção entre aqueles com 50 anos ou mais e uma diminuição na parcela das pessoas entre 18 e 24 anos de idade em todas as regiões metropolitanas tanto em comparação com 2005 quanto com os valores médios de 2003.

O crescimento da ocupação foi sustentado pela parcela de pessoas com 11 anos ou mais de estudo que representavam, em 2006, 52,1% dos ocupados ante a proporção de 46,7% em 2003. Praticamente, todos os demais grupos apresentaram redução na sua participação como pode ser verificado na tabela a seguir.

Dentre as pessoas ocupadas 48,5% eram os principais responsáveis pela família, 22,3% eram cônjuges e 24,0%, filhos. Entre 2003 e 2006, em todas as regiões metropolitanas a expansão da ocupação foi acompanhada de uma maior participação dos cônjuges e filhos, à exceção do Rio de Janeiro, onde a distribuição das pessoas ocupadas segundo a condição na família permaneceu inalterada.

Em 2006, as pessoas ocupadas tinham uma jornada média semanal de 40,5 horas efetivamente trabalhadas. À exceção de Recife, todas as regiões metropolitanas apresentaram redução no número de horas trabalhadas entre 2003 e 2006.

Com relação aos empreendimentos os resultados mostram que a maioria estava ocupada naqueles com 11 ou mais pessoas (57,3%). No ano de 2006, observou-se a permanência da ampliação da ocupação nas organizações com 11 ou mais pessoas. Na região metropolitana de Salvador, ao contrário das demais, o crescimento da ocupação foi evidente nos empreendimentos com 1 a 5 pessoas.

As estimativas para a população ocupada que contribui para a previdência revelam que tanto no último ano quanto no período entre 2003 houve uma expansão superior a da população ocupada. Cabe lembrar que entre 2003 e 2006 o número de pessoas ocupadas aumentou 8,6% e, como mostra a tabela a seguir, entre aqueles que contribuem para a previdência a variação foi de 11,9%.

Número de ocupados contribuintes para a previdência cresceu 11,9% desde 2003

Em 2003, 61,2% das pessoas ocupadas contribuíam para a previdência em qualquer trabalho e em 2006 esta proporção cresceu para 63,1%. A região metropolitana que apresentou a maior participação de ocupados contribuintes foi Porto Alegre (67,9%) e a menor foi Recife (54,0%).

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