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Salário mínimo representa o acordo entre o governo e as centrais sindicais

27.12.2006
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em seu discurso na solenidade de assinatura do protocolo sobre a valorização do salário mínimo, que não pretende fazer, no segundo mandato, o que fez no primeiro. "Não fui eleito para fazer a mesmice", disse ele. E anunciou: "É preciso coragem de fazer as coisas que ainda não fizemos e vamos ter que discutir reformas."

O protocolo assinado nesta quarta-feira (27/12) representa o acordo entre o governo e as centrais sindicais, que resultará no reajuste do salário mínimo para 380 reais e na correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). O acordo também prevê uma política de longo prazo para o reajuste do mínimo, conforme a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, mais a inflação. O novo salário mínimo vai começar a vigorar em abril de 2007.

O presidente também defendeu a formação de fóruns de discussões com a participação de trabalhadores ativos e inativos, parlamentares e de toda a sociedade. "A questão é criar um padrão de relacionamento que, a partir de agora, e daqui a dez anos, se torne uma prática de fazer as negociações com os setores."

Ao falar do acordo sobre salário mínimo, ele defendeu a idéia de que um aumento de 30 reais representa muito. Bastante emocionado, ele contou que quando jovem tinha que caminhar quilômetros por falta de uma moedinha que completasse o preço da passagem de ônibus.

Lula fez uma avaliação sobre 2006. "Esperavam um caos mas 2006 terminou de forma altamente positiva. Houve quem esperava um caos mas o caos não aconteceu", disse.

O presidente destacou ainda a participação popular nas eleições. "Essa coisa chamada povo é muito poderosa quando se move. E o povo brasileiro está se movendo. Quando mais ele se move mais a democracia fica forte." E completou: "Não estamos aqui só para governar, mas para cuidar do país. Fazer como as mães da gente. Cuidar mais especialmente dos que necessitam. Somos cúmplices na hora de fazer coisas boas e temos que ser democratas nas horas das críticasю

Agência Estado


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