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Brasil: Crescimento económico em foco

27.11.2006
 
Brasil: Crescimento económico em foco

Por Brenda Marques Pena

25 de novembro de 2006

Economistas, presidentes dos Conselhos Regionais de todo o Brasil e conselheiros federais terão a oportunidade de conhecer a nova sede do CORECON-SP (foto) na próxima quinta-feira, 30 de novembro. Na ocasião, o Conselho Federal de Economia promove um debate sobre crescimento econômico. O assunto está em voga e torna-se emergencial, principalmente depois das espectativas divulgadas esta semana de que o PIB brasileiro deve registrar um crescimento do PIB menor que 3,2% no ano

O economista e Deputado Federal Antônio Delfim Netto abre os debates às 9h30 quando falará sobre crescimento econômico, investimento público, reforma tributária, previdência social, salário mínimo, marcos regulatórios e infra-estrutura. De 15h às 17hs, o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo Federal, Paulo Bernardo Silva conversa com os economistas sobre crescimento econômico e outros temas pertinentes. Haverá espaço para troca de idéias entre o Ministro e os economistas em busca de uma agenda de aceleração da economia brasileira.

O moderador dos trabalhos será o Presidente do CORECON-SP e professor de Economia da USP, Heron Carlos Esvael do Carmo.

Crescimento do PIB de 2006 deve ser menor que 3,2%

O governo anunciou nesta sexta-feira o corte de R$ 486,2 milhões nas despesas dos ministérios, para pagar juros da dívida e bancar gastos com funcionários. Ao fazer a reavaliação bimestral de receitas e despesas, o Ministério do Planejamento também revisou a projeção para o crescimento da economia neste ano, de 4% para 3,2%.


Esse crescimento é medido pelo PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país e retrata a força da economia. Quando o PIB cresce pouco, é sinal que não houve muita compra e venda de produtos e serviços nem foram gerados muitos empregos.

Analistas financeiros consultados semanalmente pelo Banco Central esperam um crescimento ainda menor da economia brasileira neste ano. A última previsão é de 2,95%. A expectativa do governo para o PIB foi reduzida de R$ 2,087 trilhões para R$ 2,071 trilhões. A projeção para a inflação oficial neste ano, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também caiu, de 3,27% para 3,1%. Segundo o governo, o corte no Orçamento visa adequar receitas e despesas, de modo a assegurar o cumprimento da meta de superávit primário, fixada para este ano em 4,25% do PIB. O superávit é usado para pagar juros da dívida. O corte também decorre da necessidade de fazer frente ao aumento de despesas do governo, em especial com pessoal.


De acordo com o relatório de avaliação fiscal, encaminhado ao Congresso como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o corte de despesas da máquina pública federal foi baseado na menor arrecadação de impostos, ante o esperado, no período setembro/outubro deste ano.

Da redução total, R$ 480 milhões serão cortados do Poder Executivo (governo federal) e R$ 6,1 milhões do Ministério Público da União e dos Poderes Legislativo (Câmara e Congresso) e Judiciário. No final de setembro, o governo já havia cortado a previsão de crescimento do PIB este ano de 4,5% para 4%. Na mesma ocasião, foi anunciada redução de R$ 1,6 bilhão do atual Orçamento.

Lula diz que vai ser mais ousado para destravar o país
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que vai lançar ainda neste ano medidas para destravar a economia. Lula disse que já está trabalhando nestas medidas, pois pretende fazer um segundo mandato mais "ousado". "Neste primeiro mandato, eu já estou há dez dias fazendo reuniões setoriais para destravar esse país. Quero começar o segundo mandato agindo de forma muito mais forte e ousada", disse. "Eu quero anunciar esse processo de desobstrução do Estado brasileiro ainda neste primeiro mandato."


O presidente afirmou que o Brasil já fez todos os sacrifícios que tinha que fazer. Segundo ele, o segundo mandato vai ser uma combinação de crescimento econômico com desenvolvimento social. "O Brasil já fez todos os sacrifícios que tinha que fazer. O povo brasileiro precisa colher agora um pouco de benefício", afirmou ele. "O povo brasileiro já pagou todos os pecados que cometeu."

Fonte: UOL Economia, Folha Online, Reuters e Valor Online

*Assessoria do Conselho Federal de Economia
(61) 3208-1800 (61) 9994-2133


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