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Brasil: Mapas temáticas da Amazônia

26.01.2007
 
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Brasil: Mapas temáticas da Amazônia

Mapas de divisão política; rede urbano-regional; fronteira agrícola; logística do território; fronteiras agropecuária e mineral na vegetação natural; tipologia da ocupação territorial; diversidade sociocultural; estrutura agrária e das fronteiras pecuária e madeireira, produzidos pelo instituto, subsidiaram elaboração do Mapa Integrado dos Zoneamentos Ecológico-Econômicos dos Estados da Amazônia Legal. Todos estão sendo distribuídos pelo Ministério do Meio Ambiente e poderão ser acessados também na página do IBGE na Internet, no link Download Geociências.

Por meio dos mapas, é possível visualizar, pela primeira vez, em conjunto, a distribuição espacial de várias atividades humanas que impactam o ambiente amazônico, como o desmatamento, a mineração, a pecuária e as lavouras. Por isso eles constituem um importante instrumento para a avaliação dos impactos dessas ações, notadamente a pecuária extensiva e a lavoura da soja, no bioma amazônico, bem como das intervenções em larga escala das obras de infra-estrutura previstas e da ocupação desordenada do solo.

Temas como o da diversidade sociocultural permitem também uma visão conjunta das diversas identidades culturais que compõem a Amazônia contemporânea com forte presença nordestina, de migrantes do Sul e do Sudeste e de migrantes da própria região. O ano base das informações é 2003.

O trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa Macrozoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) do Ministério do Meio Ambiente. Os dez mapas temáticos são acompanhados de textos explicativos.

Zoneamento ecológico-econômico orienta planejamento da Amazônia

O Mapa Integrado dos Zoneamentos Ecológico-Econômicos dos Estados da Amazônia Legal, principal dos dez mapas temáticos, tem como objetivo o planejamento territorial da região. Os zoneamentos ecológico-econômicos, fruto do trabalho de uma multiplicidade de profissionais e instituições, passam a ter função normativa e, mais que isso, adquirem importância na indicação e na prospecção de alternativas de uso sustentável dos recursos naturais e do aproveitamento das potencialidades econômicas e sociais da Amazônia, respeitando a sua diversidade cultural e regional.

O mapa mostra a divisão do território da Amazônia Legal em áreas com estrutura produtiva definida ou a definir; áreas que devem ser recuperadas e/ou reordenadas; áreas frágeis; áreas onde há manejo florestal; e as áreas de proteção ambiental já existentes e propostas. Serve de base também a um projeto mais ambicioso: o Macrozoneamento Ecológico-Econômico.

Divisão política – Amazônia Legal representa 59% do território brasileiro

A Amazônia é a região compreendida pela bacia do rio Amazonas, a mais extensa do planeta, formada por 25.000 km de rios navegáveis, em cerca de 6.900.000 km2, dos quais aproximadamente 3.800.000 km2 estão no Brasil. Já a Amazônia Legal, estabelecida no artigo 2 da lei nº 5.173, de outubro de 1966, abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, parte do Maranhão e cinco municípios de Goiás. Ela representa 59% do território brasileiro, distribuído por 775 municípios, onde viviam em 2000, segundo o Censo Demográfico, 20,3 milhões de pessoas (12,32% da população nacional), sendo que 68,9% desse contingente em zona urbana.

Fronteira agrícola – Cultivo de grãos se dá principalmente nas áreas de cerrado

O desmatamento da Amazônia tem origem na atividade pecuária, bastante desenvolvida especialmente nos anos 70. Nos anos 90, um novo e importante vetor de ocupação se deu com a entrada da agricultura capitalizada, com destaque para a soja.

A potencialidade para o cultivo de grãos se dá principalmente nas áreas de cerrado da Amazônia Legal, ou seja, Mato Grosso, Tocantins e sul do Maranhão. Por sua vez, o crescimento de alguns pólos de plantio de soja nas regiões de Santarém, Marabá e Redenção (todas no Pará) reflete a implementação de políticas estaduais de incentivo a plantios comerciais fora das áreas de expansão do cerrado.

Fronteira pecuária e madeireira – Desenvolvimento acompanha eixo das estradas

O desempenho dos efetivos de gado da Amazônia Legal responde pela maior parte do crescimento do rebanho bovino brasileiro. Entre 1995 e 2000, por exemplo, praticamente todo o incremento do rebanho nacional ocorreu no Pará, em Mato Grosso e em Rondônia.

Uma rede de transporte é fundamental para que amplas áreas sejam mobilizadas para a atividade pecuária, por isso, em linhas gerais, as áreas de expansão da fronteira agropecuária situam-se nos eixos das principais rodovias que cortam a Amazônia Legal: a BR-364, a BR-163, a Transamazônica, a Belém-Brasília e as rodovias estaduais PA-150 e MT-138.

As estradas estão também entre as causas mais evidentes do crescimento do setor madeireiro na Amazônia. Para isso contribuíram ainda o aumento da demanda, por conta do esgotamento dos estoques de madeira dura do Sul do Brasil e do crescimento da economia nacional, e o fato de a madeira na região amazônica ter custos mais baixos.

Fronteira agropecuária e mineral na vegetação natural – RO tem maior percentual de área desmatada

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