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Brasil: Perfil sociodemográfico

25.12.2006
 
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mostram os resultados para as seguintes unidades da federação: Amapá (7,29 anos), Maranhão (7,38 anos), Ceará (7,64 anos), Rio Grande do Norte (7,17 anos), Alagoas (7,50 anos), Rio de Janeiro (7,46 anos) e São Paulo (7,21 anos). Os aumentos nas esperanças de vida ao nascer da população residente em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, poderiam ter sido mais animadores, se não fosse a incidência de elevadas taxas de mortalidade por causas externas sobre o segmento populacional composto por jovens e adultos jovens do sexo masculino.

A esperança de vida projetada para 2005 (72,05 anos) coloca o Brasil em situação um tanto quanto desconfortável, comparativamente aos países latino-americanos e caribenhos. Por exemplo, Costa Rica (78,10), Chile (77,90), Cuba (77,20), Porto Rico (76,00), Uruguai (75,30), Guiana Francesa (75,20), Barbados (74,90), México (74,90), Panamá (74,70), Argentina (74,30), Equador (74,20), Venezuela (72,80), Santa Lúcia (72,30), Colômbia (72,20), possuem esperanças de vida ao nascer superiores a do Brasil. Os países desta região com esperança de vida ao nascer abaixo da estimada para o Brasil são Belize, Paraguai, El Salvador, Jamaica, Trinidad y Tobago, Peru, Bahamas, Nicarágua, Suriname, Honduras, República Dominicana, Guatemala, Bolívia, Guiana e Haiti. De acordo com o rol de estimativas apresentadas pelas Nações Unidas para o período 2000-2005, verifica-se que o Brasil ainda ocupa a 80ª posição no ranking de 192 países ou áreas, liderado pelo Japão, com 81,90 anos de vida média para sua população.

Rio de Janeiro terá menor taxa de fecundidade e Amapá a maior em 2030

As taxas específicas de fecundidade por idade, para todas as unidades da federação, bem como os padrões etários da fecundidade, revelam que, se mantidos os padrões reprodutivos observados até o fim da década de 1990, haverá, nos próximos anos, redução dos nascimentos a partir dos 30 ou 35 anos de idade, e taxas de fecundidade de expressivas magnitudes na faixa etária que vai até os 24 anos.

Em 2000, de cada mil mulheres de 15 a 19 anos, 89,3 tiveram filhos nos 12 meses anteriores à data de referência do Censo Demográfico daquele ano; na região Norte foram 137,7 para cada mil mulheres e na Sudeste, 70,7. Muito embora a hipótese implícita na projeção considere a diminuição paulatina das taxas de fecundidade correspondentes a todos os grupos de idade, a fecundidade do segmento jovem de mulheres ganhará cada vez mais representação. Já as mulheres com idades entre os 35 e 49 anos que foram mães pela primeira vez, representavam, em 1991, 8,00% do total de mulheres (363.489), nesta faixa etária, e que tiveram filhos nos doze meses que antecederam o Censo Demográfico daquele ano. Já em 2000, este percentual eleva-se para 13,05% do efetivo de mulheres que deram à luz por volta de 2000 (335.974).

Entre 2000 e 2030, a idade média da fecundidade diminuirá em quase 3 anos no Ceará, São Paulo e Rio Grande do Sul. No mesmo período, à exceção do Espírito Santo, todas as demais unidades da federação das regiões Sudeste e Sul experimentarão reduções de mais de 2 anos. No Centro-Oeste, apenas o Distrito Federal apresentará uma diminuição significativa na idade média da fecundidade, ao passar de 26,10 anos, em 2000, para 23,92 anos, em 2030. No Nordeste, os estados do Maranhão e Piauí, com um rejuvenescimento da fecundidade em torno de 1,6 ano, contrastarão com os outros sete estados, para os quais projetam-se diminuições que superam os dois anos. Na região Norte, somente o Amapá passaria pelo processo de continuado rejuvenescimento da fecundidade, com deslocamento da idade média em, aproximadamente, 2,5 anos.

Fecundidade feminina estará concentrada entre os 15 e 34 anos de idade

Se no transcurso do período que compreende a projeção da fecundidade para o Brasil for realmente constatado este padrão de comportamento reprodutivo, mais de 95% da fecundidade feminina estará concentrada entre os 15 e os 34 anos de idade, em 2030. Ao considerar o grupo etário 20 a 34 anos isoladamente, o estado de Alagoas possuirá a menor concentração da fecundidade (70,95%), ao passo que nas demais unidades da federação (excetuando-se o Acre, com 71,26% e Roraima, com 71,43%) serão verificadas concentrações acima de 71,50%.

Os mais baixos níveis de fecundidade em 2030 estarão concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, variando entre 1,20 filho por mulher (Rio de Janeiro), e 1,72 filho por mulher (Espírito Santo). Os mais elevados estarão na Região Norte, com destaque para Amapá (2,75), Roraima (2,73) e Acre (2,06 filhos por mulher), Os estados do Ceará e Pará deverão possuir as mais reduzidas taxas de fecundidade das Regiões Nordeste e Norte (1,75 filho por mulher).

Rio Grande do Sul terá a menor e Alagoas a maior taxa de mortalidade em 2030

A mortalidade das crianças com menos de 1 ano de vida, apesar de toda a diminuição experimentada até a década de 1980 ainda posicionou-se em níveis elevados em 1991. Naquele ano, no Brasil, foram contabilizados, aproximadamente, 45 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Acima da média nacional encontrava-se a Região Nordeste com uma taxa de 71,50%o, e em outro extremo a Sul, com 27,40%o. É durante a década de 1990 que se verificam declínios significativos na mortalidade desta faixa de idade. A taxa registrada para o Brasil em 2000, 30,43%0, foi 32

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