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Brasil: Educação e Alfabetização

25.05.2009
 
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Dentre aquelas 4,7 milhões de pessoas que completaram o curso técnico frequentado anteriormente, 3 milhões (65,2%) trabalhavam ou trabalharam anteriormente na área de formação do curso. Para 59,6% dessas pessoas, o conteúdo do curso foi de fundamental importância para conseguir o emprego; para 25,7% a aceitação do certificado foi o principal motivo para trabalhar na área do curso.

Dentre 1,6 milhão de pessoas que nunca trabalharam na área de formação do curso frequentado, 40,1% (650 mil pessoas) disseram ter encontrado uma oportunidade melhor de trabalho em outra área; 27,9% não encontraram vagas de trabalho na área do curso; e 10,8% disseram que a justificativa prioritária para não trabalhar na área foi “continuar os estudos em vez de trabalhar”. Essa justificativa foi mais presente nas regiões Sul e Sudeste (11,7%). Já o percentual de pessoas que não trabalharam por falta de vagas na área do curso foi maior nas regiões Norte (37,0%) e Nordeste (36,9%).

Foi estimado em 123 milhões o total de pessoas que nunca frequentaram cursos de educação profissional, sendo 60 milhões homens (48,6%) e 63,7 milhões mulheres (51,4%).

A proporção de pessoas que nunca frequentaram educação profissional cresce até a classe de rendimento mensal domiciliar per capita de mais de ½ a 1 salário mínimo, passando a declinar nas seguintes.

A falta de interesse foi o principal motivo para que as pessoas nunca tivessem frequentado um curso de educação profissional e esse padrão é similar para todas as faixas de idade. Em geral, a proporção de pessoas sem interesse foi sempre menor para as mulheres – exceto na faixa etária de 50 anos ou mais.

42,7% das 8 milhões de pessoas que cursaram EJA antes do levantamento abandonaram o curso

Do universo de 141,5 milhões de pessoas no país de 15 anos ou mais de idade, cerca de 10,9 milhões pessoas (7,7%) frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de Educação de Jovens e Adultos – EJA. Na ocasião do levantamento, aproximadamente 3 milhões de pessoas frequentavam curso de EJA, enquanto cerca de 41 milhões estudavam na rede regular de ensino fundamental e médio. Já entre as cerca de 8 milhões pessoas que cursaram EJA antes do levantamento, 42,7% não concluíram o curso em que se matricularam.

O principal motivo para o abandono do curso para a maioria dos entrevistados foi a incompatibilidade do horário das aulas com o horário de trabalho ou de procurar trabalho (27,9%), seguido pela falta de interesse em fazer o curso (15,6%). Outros motivos que levaram à desistência dos estudos foram a incompatibilidade do horário das aulas com o dos afazeres domésticos (13,6%), a dificuldade de acompanhar o curso (13,6%), a inexistência de curso próximo à residência (5,5%), a inexistência de curso próximo ao local de trabalho (1,1%), falta de vaga (0,7%) e outro motivo (22,0%).

O objetivo de retomar os estudos (43,7%), seguido por conseguir melhores oportunidades de trabalho (19,4%), adiantar os estudos (17,5%) e conseguir diploma (13,7%) foram as razões apontadas pela opção de cursar a EJA e não o ensino regular.

Na ocasião do levantamento, do total de 2,9 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade que frequentavam um curso de EJA, a maioria estava cursando o segundo segmento do ensino fundamental (5ª a 8ª séries), o que correspondia 40,0% (1,1 milhão); o ensino médio recebia 36,1% (1 milhão) dos estudantes e o primeiro segmento do ensino fundamental (1ª a 4ª séries) 23,9% (699 mil). A região Nordeste foi a que apresentou o maior percentual de frequência ao primeiro segmento do ensino fundamental (37,6%), o Norte registrou o maior no segundo segmento (43,7%,) eas regiões Sul (46,3%) e Centro-Oeste (46,1%) tiveram as maiores proporções no ensino médio.

EJA é mais procurada por mulheres e pessoas com menor rendimento, sendo mais frequentada no Sul

No que se refere à análise por sexo, do total daqueles que frequentavam ou frequentaram anteriormente a EJA, 53% eram mulheres e 47%, homens. Com relação ao rendimento, o maior percentual de pessoas que frequentavam EJA, na época da pesquisa, foi daquelas que estavam na faixa de até ¼ do salário mínimo (3,0%) e as que não tinham rendimento (2,6%). A maioria dos que cursavam EJA era formada por pessoas que se declaravam pardas (47,2%), seguidas por brancas (41,2%), pretas (10,5%) e de outra cor ou raça (1,1%).

A participação das pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente algum curso de Educação de Jovens e Adultos foi crescente nos grupos de 18 a 39 anos de idade, declinando nos seguintes. O grupo etário de 30 a 39 anos (10,7%) foi o que mais procurou cursos de EJA, seguido pelos grupos de 40 a 49 anos (8,6%), de 18 ou 19 anos (7,5%) e de 50 anos ou mais (4,6%).

Em termos regionais, das 10,9 milhões de pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente um curso de EJA no Brasil, as regiões Sul e o Norte apresentaram os maiores percentuais: 10,5% contra 89,5% que nunca frequentaram e 9,1% contra 90,9%, respectivamente. Na sequência, estão as regiões Centro-Oeste (8,5% contra 91,5%), Sudeste (7,1% contra 92,9%) e Nordeste (6,5% contra 93,5%).

O Suplemento da Pnad 2007 estimou que 2,5 milhões de pessoas frequentavam no momento da pesquisa ou haviam frequentado anteriormente curso de Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) no país. O percentual de pessoas que frequentavam ou frequentaram curso AJA na população de 15 anos ou mais era de 1,7% no total do país. No nível regional, os alunos de AJA no Nordeste representavam 3,6% das pessoas na faixa etária de 15 anos ou mais; seguidos pela região Norte (1,6%); Sul e Centro-Oeste (1,2%) e Sudeste (0,9%). De acordo com a Pnad 2007, havia 14,1 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler ou escrever.

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