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Brasil: Educação e Alfabetização

25.05.2009
 
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As mulheres eram 55,7% das pessoas que frequentavam, em 2007, curso de qualificação profissional, enquanto os homens eram 44,3%. No Sistema “S” estavam 10,6% das mulheres (289 mil) e 19,1% dos homens (415 mil), já nas instituições de ensino particular concentravam-se 61,6% delas (1,7 milhão) e 61,3% deles (1,3 milhão). Nas instituições de ensino público, o contingente de mulheres (653 mil ou 24,0% do total) foi quase o dobro dos homens (356 mil, ou 16,4% deles).

Os cursos diurnos atenderam 69,4% das pessoas que frequentavam ou haviam frequentado anteriormente algum curso de qualificação profissional presencial; e os noturnos, 30,6%. Os cursos que não exigiam nenhuma escolaridade foram os mais procurados (45,1%). Do total de pessoas que frequentavam ou frequentaram anteriormente curso durante o dia, 47,7% concentravam-se em cursos sem exigência de escolaridade e, no caso dos cursos noturnos, 39,2%. Esse comportamento foi mais nítido no Nordeste, onde as proporções foram de 56,1% dos alunos diurnos e de 47,7%, dos noturnos.

Problema financeiro é principal motivo de abandono de qualificação profissional

Um contingente de 2,4 milhões de pessoas frequentaram, mas não concluíram curso de qualificação profissional (10,2% do total que frequentou). Dessas, 25,5% apontaram o problema financeiro como o principal motivo para não concluírem o curso. Essa justificativa foi mais presente na região Sudeste (29,4%). Outro aspecto importante para a desistência foi a insatisfação com o curso (18,7% no país). A incapacidade de acompanhar curso impediu a conclusão para 10,1% das pessoas; o local do curso foi a razão para 7,4% das pessoas; problemas familiares, 7,0%; problemas de saúde, 4,1%; e o conteúdo do curso incompatível com o mercado de trabalho, 1,3% foram outros motivos de abandono.

Daqueles que concluíram o curso (21,5 milhões de pessoas), 12,2 milhões (56,4%) trabalhavam, em 2007, ou trabalharam anteriormente na área de atuação, e 65,7% destes afirmaram que isso se deveu ao fato de o curso ter o conteúdo necessário ao desempenho do trabalho. Essa resposta foi mais frequente na região Centro-Oeste (71,2%).

Dentre os 9,4 milhões de pessoas que concluíram a qualificação profissional, mas nunca trabalharam na área de formação, 31,1% afirmaram faltarem vagas de trabalho na área e 30,4% não trabalharam por terem encontrado outra oportunidade melhor de trabalho. A região Nordeste foi aquela que apresentou o maior percentual de pessoas que declararam não encontrar vagas (41,8%); e a Sul, o maior das que alegaram ter encontrado oportunidade melhor de trabalho (35,1%).

Saúde é área mais procurada no curso técnico de nível médio

A saúde era a área com a maior proporção dentre os 5,4 milhões de pessoas que frequentaram anteriormente curso técnico de nível médio (20,2%), seguida da área de indústria (19,0%), gestão (18,0%) e informática (8,9%). As áreas de saúde (29,4%) e indústria (22,0%) também apresentaram as proporções mais expressivas entre 1 milhão de pessoas que frequentavam curso técnico em 2007, enquanto os cursos de gestão (11,0%) e informática (12,9%) tinham percentagens menores.

As instituições de ensino público são mais presentes no segmento dos cursos técnicos de nível médio, atendendo 43,5% das pessoas que já haviam frequentado anteriormente esses cursos. Na região Norte (55,0%) essa proporção foi a maior; e na Sudeste (38,3%), a menor. Já entre as pessoas que frequentavam curso técnico de nível médio em 2007, a região Sul (47,5%) apresentou maior proporção de pessoas atendidas por instituições de ensino público e, novamente, na região Sudeste (32,5%) essa proporção foi a menor. No geral, 36,7% dos que faziam curso técnico em 2007 estavam em instituições públicas, 49,6% em instituições privadas e 13,4% no Sistema “S”.

42,4% dos alunos fizeram curso técnico e ensino médio ao mesmo tempo

Dentre os que frequentavam ou frequentaram anteriormente curso técnico de nível médio, 55,4% fizeram este curso após a conclusão do ensino médio e 42,4% ao mesmo tempo que o ensino médio.

Dos que frequentavam em 2007, 50,7% eram mulheres (537 mil) e 49,3% homens (523 mil). A área mais procurada pelas mulheres era a de saúde (46,1% das que frequentavam e 31,8% das que haviam frequentado anteriormente). Já os homens que frequentaram anteriormente curso técnico apresentaram preferência pela área da indústria (33,0%). Entre os que frequentavam em 2007, continuaram em destaque as áreas de indústria (38,3%) e informática (16,4%).

Os problemas financeiros foram declarados como motivo para a não conclusão do curso de 190 mil pessoas, ou 24,5% das 775 mil pessoas que cursaram anteriormente o curso técnico de nível médio e não concluíram o curso; 22,6% (175 mil) não o concluíram por insatisfação com o curso. A região Norte foi a que apresentou a maior proporção de desistências por motivos financeiros (37,0%), e a Nordeste, a menor (18,7%). A região Sudeste apresentou a maior proporção de desistências por insatisfação (26,1%), e a região Sul, a menor (17,5%).

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