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Programas sociais para juventude abrem oportunidades para uma vida melhor

25.03.2008
 
Pages: 12
Programas sociais para juventude abrem oportunidades para uma vida melhor

O governo federal, que expandiu neste ano o Bolsa Família para jovens de 16 e 17 anos e integrou programas de modo a ampliar o Projovem, promoverá I Conferência Nacional de Juventude para medir o impacto dessas medidas e debater novas políticas públicas. Os debates, entre os dias 27 e 30 de abril, em Brasília, irão consolidar o trabalho de mais de 245 mil pessoas em todo o Brasil, que participaram das etapas preparatórias.


Para o ministro Luiz Dulci, da Secretaria Geral, os jovens são parte da solução dos problemas nacionais e devem ser valorizados. O ministro conversou na manhã desta quinta-feira com radialistas de todo o Brasil sobre a Conferência, os planos e as ações para a juventude, durante o programa Bom Dia Ministro, da Radiobrás. Esses são os principais momentos da entrevista.


ProJovem


“O ProJovem funcionou durante os últimos dois anos para assegurar ao jovem excluído, que não tinha completado nem a oitava série e passado da idade do ensino fundamental, a volta aos estudos, aprendendo uma profissão, tendo aulas de informática. Para isso, há um incentivo financeiro, sobretudo nas grandes cidades.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo semestre do ano passado, decidiu integrar o ProJovem com uma série de outros programas para os jovens excluídos, como o Agente Jovem, do Ministério do Desenvolvimento Social, o Escola de Fábrica e Saberes da Terra, do Ministério da Educação, e dois outros programas do Ministério do Trabalho e Emprego - Consócio da Juventude e Juventude CIdadã. Todos esses estão hoje integrados no novo ProJovem. Se estávamos antes atendendo 235 mil jovens, com a integração desses seis programas nós teremos condições de atender um milhão de jovens excluídos a cada ano”.


Projovem e o Nordeste


“O orçamento do ProJovem original era de R$ 250 milhões por ano. O novo ProJovem terá mais de um bilhão de reais para políticas específicas por ano, até 2010. Multiplicamos por quatro os recursos destinado à juventude.

É um programa a ser realizado em todo país, mas que tem uma forte prioridade no Nordeste. Nós estávamos antes somente nas capitais, mas já passamos a atender também as regiões metropolitanas. E o presidente já autorizou a expansão para o conjunto dos municípios, sempre em parceria com as prefeituras, pois precisamos levar em conta a experiência acumulada no âmbito local. Isso tudo é feito para oferecer duas coisas básicas que a experiência internacional mostra que são decisivas - escolaridade e crescimento profissional de um lado e crescimento econômico e oportunidades de trabalho de outro”.

Bolsa Família

“A extensão do Bolsa Família, me parece uma medida muito justa e necessária que propomos ao Congresso Nacional no ano passado. O projeto não pôde ser votado e, então, o presidente decidiu efetivá-lo no final do ano por Medida Provisória, pela urgência e necessidade de incentivar o jovem de 16 e 17 anos a permanecer na escola. Nós estávamos constatando que até os 15 anos o jovem permanece na escola, mas aos 16 e 17 estavam abandonando. Então, foi criado esse incentivo adicional para as famílias de R$ 30 para cada filho - no máximo dois jovens. É uma forma de incentivar a permanência na escola”.


Diminuição da criminalidade


“O problema da criminalidade entre os jovens é grave no Brasil. A maioria dos presos brasileiros são jovens. O Instituto de Cidadania, há alguns anos atrás, fez a mais abrangente pesquisa sobre a juventude brasileira, que mostrou que a criminalidade é maior entre aqueles jovens das classes populares que não tiveram a oportunidade de estudar e adquirir uma formação profissional. Não necessariamente está ligada ao desemprego, até porque a maioria dos jovens não deveriam estar trabalhando, sobretudo os adolescentes. Eles deveriam estar na escola, não no trabalho. Por isso que estamos investindo fortemente na ampliação das oportunidades para recuperar o tempo perdido em termos de formação escolar e profissional, que hoje precisa incluir necessariamente a informática.”

Desenvolvimento


“Nós temos que combinar políticas gerais e medidas específicas. Todos sabemos que é fundamental assegurar que o país cresça, gerando empregos, diminuindo a desigualdade com a inclusão social. Isso melhora a situação de qualquer país. O Brasil está crescendo 5% ao ano, e muito sólido nesse crescimento, com a inflação baixa e geração de empregos. Desde que o presidente Lula assumiu, já foram criados mais de 10 milhões de ocupações, sendo mais de oito milhões de empregos com carteira assinada. Boa parte desse número é formado por jovens.”


Parceria com a sociedade civil


“Só fazemos sozinhos aquilo que não podemos fazer em parceria, com as prefeituras e organizações não-governamentais. Nessa área da juventude, existem instituições pelo Brasil com um trabalho espetacular, e que vem sendo feito há muitos anos. Em muitos casos, faziam antes sem nenhum apoio do Estado.

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