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III Fórum Educacional do Mercosul

24.11.2006
 
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III Fórum Educacional do Mercosul


“A escola precisa formar cidadãos críticos e livres e não competidores compulsivos para que todas as crianças dos nossos países possam ter uma vida mais digna do que a que tivemos”. Desta forma, foram encerrados os trabalhos da mesa do III Fórum Educacional do Mercosul nesta quinta-feira na Universidade Federal de Minas Gerais.


por Brenda Marques Pena

“A escola precisa formar cidadãos críticos e livres e não competidores compulsivos para que todas as crianças dos nossos países possam ter uma vida mais digna do que a que tivemos”. Desta forma, foram encerrados os trabalhos da mesa do III Fórum Educacional do Mercosul nesta quinta-feira na Universidade Federal de Minas Gerais.

De 20 a 24 de novembro de 2006, Belo Horizonte abriga o Encontro do Mercosul Educacional, evento que reúne, entre outras atividades, o Fórum e a XXXI Reunião de Ministros da Educação. Representantes que trabalham com a educação nos países da América Latina estiveram presentes no III Fórum Educacional do Mercosul. Nesta quinta-feira, representantes de sete países: Paraguai, Brasil, Argentina, Peru, Venezuela, Bolívia e Uruguai contribuíram com levantamentos das necessidades e propostas para a educação no cone sul.

Até uma representante chilena que lamentou o isolamento do país do outro lado da cordilheira imposto pelo golpe de Estado que levou a ditadura mais duradoura do continente no comando do general Pinochet.

Diante de todas as propostas, se destacou a importância de tratar a educação como direito humano. “Em nossos países a educação se transformou em um produto que se vende e se compra e a educação não pode ser vista como mercadoria” ressalta o documento fechado entregue no final da reunião de hoje ao Ministro da Educação do Brasil Fernando Haddad e a membros do ministério da educação dos demais países participantes do Encontro.


“Eu quero ter escola e um lar/ eu quero ter o direito de ser criança / de ter esperança no mundo melhor / eu quero um mundo diferente / será que eu posso contar com vocês?”


Trecho de uma letra de um Rap feito por uma criança brasileira em uma escola da periferia paulista citado durante o III Fórum Educacional do Mercosul


Projeto Imersão Latina de difusão da literatura latino-americana contempla proposta do Fórum


Estimular o estudo da história, da literatura e da geografia da América Latina que foi banida do currículo a partir de 1960 para cooperar com a integração regional foi um dos pontos apresentados como cruciais durante o III Fórum Educacional do Mercosul.


O Projeto Imersão Latina de Comunicação Alternativa para América Latina e Caribe está em busca de parcerias para implantar em 2007 o projeto “Amo Literatura” no palco, nas ruas e nas escolas. A intenção é promover encontros, sarais, adaptações de teatro com textos de poetas e escritores latino-americanos e incentivar também a difusão de novos talentos.


O Primeiro passo foi dado em dezembro do ano passado com a realização do I Sarau de Natal Encha o Saco do Papai Noel no centro cultural de contagem onde poetas apresentaram seus trabalhos. O Evento foi registrado em foto e vídeo. A idéia é fazer uma compilação das atividades para a produção de um DVD.


Caso queira participar do projeto Amo Literatura e levá-lo para sua escola, teatro ou praça da sua cidade ou país, favor enviar um e-mail para imersao@imersaolatina.com.


Outras propostas do Fórum para uma agenda comum

As escolas precisam estar abertas nas férias e nos fins de semana para atividades com a comunidade

Atribuir remuneração ao docente, valorizando o planejamento das aulas e as atividades com a comunidade.

Estabelecer um diálogo permanente entre teoria e prática.

Respeito e valorização a Diversidade cultural

Chamar a atenção dos ministros sobre a situação das crianças nas ruas e dos presos.

Acesso das pessoas com necessidades especiais.

Inserir o estudo da cultura africana e indígena na escola

Lutar contra o analfabetismo e a baixa escolaridade

Buscar formas de superar a discriminação e violência nas escolas.

Formar centros de educadores que trabalhem com os direitos humanos

Aprendizado das línguas portuguesa e espanhola para a aproximação das regiões, estímulo do conhecimento mútuo.

Fomentar programas e culturas de desenvolvimento e integração

Criação da Universidade Mercosul

Destinar pelo menos 6% do PIB para a educação pública, conforme recomendação da Unesco.

Estimular a participação de toda a sociedade nas políticas públicas da educação.

Ministros encerram Fórum Educacional do Mercosul


Embora o Fórum se encerre hoje, ministros dos países que formam o Mercosul (cinco sócios e cinco associados) se reúnem nesta sexta-feira, dia 24, no Conservatório para deliberar sobre propostas discutidas por seus principais assessores nos dias anteriores. Já está confirmada a participação dos ministros Fernando Haddad, do Brasil; Felix Patzi Paco, da Bolívia; Blanca Ovelar de Duarte, do Paraguai; Jorge Broveto, do Uruguai; Yasna Proverte Campillay, do Chile, além dos vices-ministros da Educação da Colômbia, Javier Botero Alvarez, e da Venezuela, Armando Rojas.

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