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Brasil: Pesquisa anual do comércio

24.05.2006
 
Pages: 123
Brasil: Pesquisa anual do comércio

Pesquisa Anual do Comércio – Fonte IBGE

Base: Ano de 2004

Brasil tinha 1,38 milhão de empresas comerciais em 2004

Com receita operacional líquida de R$ 798,2 bilhões em 2004, o comércio do País cresceu 11,7% em relação a 2003. Dentre seus três segmentos, o de veículos, peças e motocicletas teve um crescimento real de 18,6% (contra 14,2% para o varejo e 7,9% para o atacado).

Regionalmente, o comércio continuou a se desconcentrar. A participação do Sudeste, em receita bruta, caiu de 58,7% em 1996 para 53,4% em 2004. As outras regiões ampliaram sua participação e a do Centro-Oeste cresceu mais: de 6,6% para 9,0%.

Responsável por 32,6% da receita bruta do comércio brasileiro, o estado de São Paulo continuou liderando em 2004. Já o Rio de Janeiro (8,6%) caiu da segunda posição, em 1996, para a quarta em 2004, atrás de Minas (9,7%) e Paraná (8,8%).

Segundo a Pesquisa Anual do Comércio - PAC1, do IBGE, em 2004 o Brasil tinha cerca de 1,380 milhão de empresas comerciais, atuando através de 1,441 milhão de estabelecimentos que geraram uma receita operacional líquida de R$ 798,2 bilhões. Essas empresas ocupavam cerca de 6,681 milhões de pessoas, que receberam um total de R$ 45,2 bilhões, entre salários, retiradas e outras remunerações.

Em relação a 2003, houve um crescimento real de 11,7% na receita operacional líquida do comércio no País. O pessoal ocupado nessa atividade teve um acréscimo de 559 mil pessoas (9,1%) e a massa salarial teve um aumento real de 12,8% no mesmo período.

Em 2004, as empresas comerciais com 20 ou mais pessoas ocupadas eram cerca de 33 mil e, embora fossem apenas 2,4% do total pesquisado, suas receitas (R$ 592,0 bilhões) representavam 74,2% do total estimado para o comércio do País. Tais empresas ocuparam 2,329 milhões de pessoas e pagaram R$ 24,6 bilhões em salários (respectivamente 35,0% e 54,4% dos totais estimados para o segmento comercial).

Em 2004, as empresas com 500 e mais pessoas ocupadas (0,03% do total das empresas comerciais ativas) geraram R$ 243,4 bilhões ou 30,5% da receita estimada na atividade comercial pela PAC.

Por outro lado, as empresas com até 19 pessoas ocupadas (98,0% do total) foram responsáveis pela geração de R$ 225,4 bilhões, ou 28,2% da receita operacional líquida.

Com mais empresas e empregos, varejo gera menos receita que o atacado

Em 2004, o Varejo manteve-se como a segunda participação no total da receita líquida do comércio no País, e continuou a apresentar as maiores proporções quanto ao número de empresas e estabelecimentos e quanto ao pessoal ocupado.

Composto de 1,162 milhão de empresas (84,3% das empresas comerciais pesquisadas em 2004), o comércio varejista obteve uma receita operacional líquida estimada em R$ 333,5 bilhões (41,8% da mesma receita da atividade comercial). O varejo ocupava cerca de 5,083 milhões de pessoas (76,1% do total de ocupados na atividade comercial), que receberam R$ 29,1 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, ou 64,5% do total dessas remunerações do comércio.

Em relação a 2003, a receita operacional do comércio varejista cresceu 14,2%, o número de postos de trabalho cresceu 8,5% (mais 399 mil ocupados) e as remunerações pagas aumentaram 12,4%.

Quanto à receita operacional líquida, os ramos em destaque foram os combustíveis e os hipermercados e supermercados. O primeiro gerou R$ 79,5 bilhões de receita operacional líquida (ou 23,8% da receita do varejo) e o segundo, R$ 78,9 bilhões, ou 23,6% do total.

O segmento de hipermercados e supermercados apresentou a maior participação na massa salarial do comércio varejista em 2004 (R$ 4,4 bilhões, ou 15,0% do total pago). A média salarial desta classe situou-se em 2,4 salários mínimos mensais, valor mais alto do varejo. A revenda de combustíveis e lubrificantes ocupou a segunda posição (juntamente com as lojas de departamento, eletrodomésticos e móveis) em termos de salário médio (2,2 salários mínimos mensais) e a primeira, em produtividade, alcançando R$ 285 693, deixando os hipermercados e supermercados com a segunda colocação (R$ 139.970). Ambos apresentaram produtividade mais elevada que a média para o conjunto do varejo, cerca de R$ 64.938.

O segmento de tecidos, artigos do vestuário e calçados ocupou cerca de 794 mil pessoas, ou 15,6% das 5.083 mil pessoas ocupadas no varejo, e concentrava 19,0% das 1 162 mil empresas varejistas.

Os hipermercados e supermercados ocuparam 562.540 pessoas (11,1% do total do varejo) em 8 915 empresas (0,4% do total varejista). Ou seja, em cada empresa existiam, em média, 135 pessoas ocupadas, média essa mais alta da encontrada para o conjunto das empresas do varejo (4 pessoas ocupadas) e a maior encontrada dentre as atividades pertencentes ao âmbito da PAC 2004. Em seguida, com média de 10 pessoas por empresa, destaca-se o segmento de combustíveis e lubrificantes cujo número de pessoas ocupadas (277.427) e número de empresas (28.523) representava 5,5% e 2,5% do total, respectivamente.

Comércio de veículos, peças e motocicletas foi o segmento que mais cresceu

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