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Conilon: café para o mundo

23.06.2006
 
Conilon: café para o mundo

O Espírito Santo abraçou na década de 70 a necessidade de criar um novo tipo de café visando compensar os terríveis reflexos da erradicação de seus cafezais, então da variedade arábica e fruto da política do IBC/GERCA, responsável que foi por tirar do meio rural 120 mil famílias, provocando o desemprego e o abandono e gerando um perigoso inchaço na periferia da área metropolitana de sua capital.

Das cinzas da erradicação surgiu então a necessidade de introdução de um novo tipo de café, o conilon, resistente as pragas e capaz de entrar em produção em menor tempo do que o arábica, chegando a dar por pé e por área mais de 40% do que aquela tradicional variedade. São Gabriel da Palha nascia como berço do novo conilon.

Transcorridos mais de 30 anos o Espírito Santo detém hoje a hegemonia do conhecimento mundial em geração de tecnologia na cadeia produtiva do café conilon, na esteira de um processo de capacidade e integração que reuniu de um lado as equipes da ICAPER (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural) e, de outro, a própria capacidade de liderança empresarial e apoio do Grupo Tristão, com mais de 70 anos de atividade no ciclo do café, onde sempre ocupou posições relevantes, como maior exportador de café do país e em seguida como quarto produtor nacional de café solúvel.

Este passado deu ao empresário Jônice Siqueira Tristão, em sete oportunidades, o título de “One Million Dollars Per Day Man”, sob o aval insuspeito da Câmara Americana de Comércio, o que premia hoje a posição da Tristão como única empresa brasileira do segmento do café que possui ágil e eficiente estrutura internacional.

Decisões de ontem, aliadas que estão hoje a um processo industrial renovador, colocam o Estado e o Grupo Tristão, mais uma vez no topo do ranking, quando fazem do conilon um valioso gerador de emprego e renda, revelando-o, ainda, como um produto responsável pela injeção de mais de R$ 1 bilhão por ano no setor rural e pela criação de 210 mil empregos no campo, traduzindo um segmento que beneficia em todo o Estado 80 mil famílias, nas 40 mil propriedades que priorizam atualmente a cultura do maior robusta do mundo, resgatando a dignidade e a capacidade do produtor capixaba.

Com uma safra estimada para este ano em 8 milhões de sacas de conilon, o Estado confirma sua posição como primeiro produtor nacional e detentor de 70% de toda a produção brasileira desta variedade.

A Realcafé Solúvel, uma das mais importantes empresas do Grupo Tristão, volta hoje a dar suporte em termos de comercialização e consumo do conilon capixaba, programando e lançando com sucesso o Cafuso Exportação Alto Vácuo e consolidando o processo de duplicação de sua planta industrial.

Esta nova variedade representa a união balanceada do tradicional café arábica da montanha capixaba com o café cereja descascado, produzido no norte do Estado. São avanços como este que permitem ao Grupo Tristão transformar, anualmente, 400 mil sacas de café em grão em nove mil toneladas de café solúvel, extrato de café, óleo de café e café torrado e moído, produtos que exporta para 40 países.

Sérgio Tristão, presidente da Tristão Comércio Exterior e da Realcafé, lançando o novo produto para um seleto grupo de empresários nacionais e internacionais, com destaque para as presenças de Jair Coser, hoje o maior exportador de café do Brasil e, Dantes Hurtado, presidente da americana Sarah Lee, dona das marcas União e Caboclo, afirmou: “Este é o primeiro café brasileiro a utilizar em sua composição o conilon cereja descascado, considerado o melhor café robusta do mundo e só produzido no norte do Espírito Santo.”

J.C.Monjardim Cavalcanti é jornalista e

ex-Secretário de Comunicação do Estado.

(jcrepres@ebrnet.com.br)


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