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Lula pede solidez, coerência e responsabilidade a ministros

22.12.2006
 
Lula pede solidez, coerência e responsabilidade a ministros

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira (21) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, ontem à noite, cautela aos seus ministros em relação às medidas que devem tomar para cumprir as metas do governo para o próximo mandato.

Lula, segundo ele, espera que as medidas anunciadas nas próximas semanas tenham "coerência", "solidez" e que sejam tratadas com "responsabilidade”’ pelos ministros.
Lula teve ontem um jantar de confraternização com membros do governo.

“O presidente foi extremamente exigente em relação aos detalhes das medidas e aos resultados que elas vão dar", relatou Tarso. "São medidas que, de certa forma, antes de serem conhecidas, já estão recebendo críticas.

A preocupação do presidente é de que elas sejam transparentes, com uma avaliação exata das conseqüências e que surja um debate concreto até para seu aperfeiçoamento.”
O presidente também disse ontem à noite, segundo Tarso, que tem confiança de que o acúmulo de experiência que o governo obteve no primeiro mandato será transmitido para o próximo mandato.

“É um fechamento de ano e mandato que passou por vários momentos de instabilidade, passou por dificuldades, teve incompreensões, cometeu erros e acertos, mas na síntese recebe forte reconhecimento da sociedade brasileira no processo eleitoral e nas pesquisas", disse Tarso. "Isso deu ao nosso encerramento um tom muito positivo.”
Segundo o ministro, a grande exigência de Lula foi para que a sociedade continue a ter confiança no governo e para sejam concretizadas as medidas de crescimento que o governo estuda para o próximo ano. Entre as medidas, está um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% para o próximo ano.

Desemprego cai, trabalho formal cresce e renda do trabalhador aumenta

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 9,5% em novembro, ante 9,8% em outubro, segundo divulgou nesta quinta-feira (21) o IBGE. O rendimento médio real dos ocupados ficou em R$ 1.056,60, com aumento de 0,6% ante outubro e de 5,7% ante novembro de 2005.

A taxa veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (9,4% a 9,9%) e um pouco abaixo da mediana das previsões (9,6%). A taxa foi a menor apurada desde janeiro, quando estava em 9,2%.

O número de ocupados nas seis regiões totalizou 20,73 milhões de pessoas, com aumento de 0,3% ante outubro e de 3% perante novembro de 2005. A população desocupada somou 2,18 milhões em novembro com queda de 2,6% ante outubro e aumento de 2,5% ante novembro do ano passado.

Segundo o IBGE, em relação à condição do trabalhador, o emprego com carteira de trabalho assinada permaneceu estável na comparação mensal.

No entanto, em relação a novembro de 2005, houve aumento de 6% no contingente de trabalhadores nesta condição, o que equivale a 487 mil novos postos.

A pesquisa mede o desemprego e o comportamento da renda em seis regiões metropolitanas do país: Belo Horizonte; Porto Alegre; Recife; Rio de Janeiro; Salvador; e São Paulo.

PT


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