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Sobra Histeria, Falta Sobriedade e Cidadania: Golpe em Curso no Brasil

22.04.2016
 
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Sobra Histeria, Falta Sobriedade e Cidadania: Golpe em Curso no Brasil

Atual onda de indignação seletiva não passa de esquizofrenia democrática e histeria justiceira decorrentes do velho ódio sexista, regional, étnico e de classe que marca o caráter fortemente reacionário e discriminatório de amplos setores da sociedade brasileira. Tudo isso devidamente manipulado pelos bem-conhecidos meios de desinformação das massas, promotores do golpe de 64 em nome de Revolução Democrática - qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência: opega-trouxa segue mais vivo que nunca no Brasil

O patético espetáculo apresentado pela Câmara dos Deputados no último dia 17, reflete perfeitamente a estatura intelectual, cultural e moral dos segmentos da sociedade que não apenas clamam pela cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, mas que também se divertiram junto da maioria dos parlamentares. 


O cúmulo da estupidez que se evidencia através de "teses" insustentáveis e excesso de agressividade (que revelam o caráter golpista em curso no Brasil), está atingindo crescentemente proporções tão extremas, que a sociedade não está se dando conta das imbecilidades que permeiam seu raciocínio e seus atos.

Os absurdos travestidos de patriotismo que envolvem a tentativa de se depor a presidente Dilma, tem chamado a atenção até dos grandes meios de comunicação em todo o mundo, bem conhecidos por suas tendências baseadas em caráter reacionário.

The New York TimesEl PaísLe MondeThe GuardianAl-Jazeera, entre tantos outros meios de comunicação de todas as partes do mundo apontam o atentado ao Estado de direito que está em curso no Brasil, e a incoerência dos criminosos opositores que tentam colocar Michel Temer na Presidência. 

Não se pode conceber em terras estrangeiras como um Parlamento em que 60% dos integrantes são processados por irregularidades, além de nada menos que 36 dos 38 deputados da comissão especial que votou a favor da abertura de processo de cassação do mandato presidencial envolvidos em casos graves de corrupção, liderados por Eduardo Cunha acusado por lavagem dinheiro, pode julgar e sentenciar uma presidente da República, a única que não está vinculada às investigações da Operação Lava Jato. 

Todos apontam também a profunda politização por parte da mídia predominante brasileira - contra a presidente Dilma. Sobre isto, leia-seImprensa Internacional Classifica de Golpe o Processo em Andamento no Brasil (http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/402-comunicacom/60859-imprensa-internacional-classifica-de-golpe-o-processo-em-andamento-no-brasil.html), e assista-se aesta (https://www.youtube.com/watch?v=l-RszQqn3yQ) vídeo-reportagem catari Al-Jazeerasobre o papel golpista desempenhado pela grande mídia brasileira nestes meses de efervescência no Brasil.

Terá o mundo todo perdido completamente a noção de cidadania e de Estado de direito, enquanto a nação que menos lê no mundo, que ano a ano tira as piores notas em redação e interpretação de textos, que ano a ano piora no quesito corrupção segundo aTransparency International, terá repentinamente se tornado a paladina da verdade, da moral e da justiça, despertado rumo ao senso cidadão? Absolutamente, não. (Gostem ou não os jogadores da Pátria de Chuteiras: o espírito despolitizado e reacionário de 1964 permeia hoje a postura dos mais diversos segmentos da sociedade e da política, a mentalidade altamente autoritária dita os rumos do país nas mais diversas instituições e relações sociais).

Não se trata aqui de apoiar o governo federal, nem o Partido dos Trabalhadores, muito pelo contrário: na melhor das hipóteses, está sendo apenas menos ruim que seus grandes oponentes. Investigações devem, sim, ser apoiadas e concluídas. Porém, com reforma judiciária e mudança do estado de espírito da sociedade que apenas seria possível através de regulação midiática diante da qual o próprio PT sempre se acovardou - se não bastasse, tem financiado a grande mídia com bilhões jamais antes presenteados por nenhum governo ao oligopólio midiático que, no Brasil, 70% pertence a cinco famílias.

Neste sentido, a revista Carta Capital relatou (http://www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/emissoras-de-tv-receberam-mais-de-r-10-8-bilhoes-publicidade-federal-7609.html) em Publicidade Federal: Globo Recebeu R$ 6,2 Bilhões dos Governos Lula e Dilma, que "entre os jornais, O Globo foi o que mais recebeu verbas; revista Vejarecebeu mais de R$ 700 milhões no período. (...) Lula e Dilma investiram um total de R$ 13,9 bilhões para fazer propaganda em todas as TVs do país". 

E pontuou ainda: "A parte destinada somente às emissoras da Rede Globo representa quase metade desse total. Apesar disso, a porcentagem destinada à Globo tem sido reduzida. Ao final do governo de Fernando Henrique Cardoso, em 2002, as emissoras globais detinham 49% das verbas estatais destinadas à propagada em TV aberta, chegaram a 59% durante o governo Lula e, no ano passado, a Globo ainda liderava com R$ 453,5 milhões investidos, mas do total, o valor representa 36%." 

Diante disso, reclamar de quê, não é, PT? Apenas utilizando-se de muita cara de pau! Mas isso é outra questão que não vem ao urgente caso tratado aqui, que está a ponto de retroceder o país a époocas mais sombrias de sua história.

Enfim, tão enigmática quanto a "lógica" petista entre tanta demagogia, puxa-saquismo politiqueiro (cuja lista é extensa), alianças inescrupulosos em nome de suposta "governabilidade (na essência, jogo de interesses) que nos deixa como "alternativa" Michel Temer, além de comprovados casos de corrupção entre sua cúpula (lista, igualmente, nada modesta), é a verborragia daqueles que, raivosamente, clamam pela destituição da presidente da República, contra quem não há absolutamente nada, juridicamente falando, que motive tal medida. E em um Estado de direito, é a lei quem deve prevalecer.

Pois os excessivamente incoerentes setores tupiniquins mais reacionários estão sendo dominados por tanto ódio que não se dão conta do ridículo a que se prestam (mais vez mais na história do Brasil, envolvendo a mesma elite econômica e "intelectual", sempre reinando em histeria, ignorância e agressividade).

Antes de mais nada, conforme os meios internacionais têm questionado, como a presidente Dilma pode ser julgada e sentenciada por parlamentares corruptos? Em que mundo estamos para assistirmos, passivamente, a um vice-presidente conspirar abertamente contra a chefe de Estado?

Como pode se levantar como voz da moral contra uma presidente honesta e democraticamente eleita, um indivíduo aplaudido e venerado alegremente por amplos setores políticos e civil-societários como o milico Jair Bolsonaro, autor destas seguintes excrecências em tempos recentes? "O erro da ditadura foi torturar e não matar"; "Pinochet devia ter matado mais gente"; "Mulher deve ganhar salário menor porque engravida"; "Parlamentar não deve andar de ônibus". A que ponto andam chegando a politica e a sociedade civil brasileira?

Pois quando se questiona a legitimidade de Michel Temer para assumir a Presidência (no lugar de uma presidente que, por mais que possa se considerar como trilhando por caminhos altamente equivocados como é o caso deste autor, nada a ligue a escândalos de corrupção), o argumento desses enraivecidos setores é que "a legitimidade se dá pelo simples fato que Temer foi escolhido pela própria presidente para ocupar o cargo de vice". 

Pois bem: e a presidente Dilma, foi escolhida por quem para ser presidente? Portanto, quem tem mais legitimidade inclusive dentro da lógica desses setores? Por que, neste caso, os "democratas por excelência" dão ênfase à escolha da presidente Dilma (Temer), em detrimento do sufrágio universal (que escolheu, com 54 milhões de votos, Dilma)? 

Não que se deva fazer isso (este texto não visa se aprofundar neste tema específico, mas sim nas contradições que podem nos apontar o caráter dos que defendem a saída de Dilma Rousseff), mas se há tanta sede democrática, por que esses setores nunca mencionam a realização de novas eleições gerais? Pelo simples fato que sua essência não é nada democrática, eles não visam à saída democrática.

Outra profunda incoerência que toma conta do Brasil neste festival do mais baixo nível, é que nada que a presidente Dilma faça tem validade nem mesmo sua tentativa (garantida pela Constituição) de se defender (todos são inocentes até se prove o contrário), mas por que, para esses setores pateticamente pautados pela velha e envelhecida mídia de desinformação das massas, a única medida considerável da presidente é a escolha de Temer como vice, que o validaria para ocupar o Palácio do Planalto? Eis como as contradições decorrentes de um claro preconceito, naturalmente, evidenciam-se.

O argumento-chefe da sociedade é a impopularidade da presidente. Pois sua impopularidade não é maior que exatamente a deles, Michel Temer e de Eduardo Cunha, quem seria vice-presidente no caso de cassação presidencial. E agora? Onde está a democracia dos baluartes da moral, da ordem e da vontade popular? 

Sobre as chamadas "pedaladas fiscais", práticas habituais desde o ano 2000, realmente ocorreram também nestes últimos seis anos e a própria presidente admitiu isso. Contudo, tal prática não motiva cassação de mandato segundo a Constituição. Amir Khair, ex-secretário de Finanças na gestão da prefeita Luiza Erundina (à época no PT, atualmente no PSB), acha difícil provar que houve infração. "O que estão chamando de 'pedalada' não passa de atrasos de pagamentos, comuns em tempos de crise".

Porém, fazer-se entender segundo princípios constitucionais sempre foi tarefa difícil, em alguns casos impossível no Brasil; e agora, em estado de esquizofrenia generalizada, é algo que apenas uma simples tentativa vale, inevitavelmente por parte dos paladinos da liberdade, do exercício da cidadania, do patriotismo e do progresso, agressão verbal ou mesmo física como tem ocorrido diariamente no país.

Portanto, partamos aqui para outra vertente: alguém está sabendo que Michel Temer, como vice, assinou todas as decisões da presidente Dilma? Portanto, se a presidente deve ser afastada pelas manipulações das contas, o que deve ocorrer com Michel Temer? Não se precisa, certamente, ser estudante daqueles malditos cursinhos de Educação Moral e Cívica elaborados pela ditadura, para apontar a coerência neste episódio.

Pois a inversão de papeis está tão acentuada, que exatamente Temer e Cunha possuem envolvimentos em casos de corrupção. Mas nada disso tem sido minimamente lembrado, pelo contrário: no país que sempre tratou princípios legais à base dechacotinha nas mínimas até as mais importantes relações sociais, políticas e econômicas, ambos são exaltados com seus pífios ditos e feitos pela apática e individualista sociedade onde vale a Lei de Gerson do "tanto quanto possível, levar vantagem em tudo", do "achado não é roubado", de "o mundo é dos espertos", e outras verdades absolutas que valem, a quem ousa andar na contramão, o título de radical e até de otário. Mas de repente, o Brasil parece que mudou! Tem havido um banho de moral e de exercício da cidadania! Será?

Quando parece que não haverá mais fôlego para todo esse ódio sexista, regional, étnico e de classe que toma conta do Brasil, frequentemente se sai com a situação econômica do Brasil. Para nem se estender em mais esta profunda estupidez de que um Estado de direito não comporta "acho que (...)", "as previsões para nós são que (...)", vale apontar o que, desde que a presidente Dilma assumiu, esses setores se esquecem, ou nunca souberam disto em seu cúmulo da alienação, da ignorância, da desinformação, indivíduos que em nenhum lugar do mundos seriam classificados como cidadãos na acepção da palavra: todos os candidatos à Presidência nas últimas eleições (as últimas eleições no Brasil, lembre-se, deu-se em 2014, sim?) afirmaram que manteriam os tão combatidos programas sociais do atual governo federal, inclusive o Bolsa Família (isso foi dito categoricamente pelo próprio mocinho-heroi, a "alternativa" dos reaças tupiniquins, Aécio Never). O próprio Temer afirmou, na gravação que permitiu ser vazada a fim de se promover e gerar ainda mais pressão sobre Dilma Rousseff, que manteria tais programas.

Muitas vezes o ser humano, na dificuldade de se enxergar, apenas enxerga os absurdos no outro. Pois, a fim de ajudar que o brasileiro reacionário se enxergue neste momento, usemos uma hipotética situação como exemplo: se nos Estados Unidos, padrão político, econômico e societário dessas mesmas mentalidades elitistas tupiniquins, se clamasse nas ruas e na imprensa por cassação de George Bush (que terminou o mandato como presidente mais impopular de seu país) por ocasião da crise financeira de 2008, mais grave nos últimos 80 anos em todo o mundo, o que se imagina que ocorreria nas ruas com os manifestantes, e com a própria mídia? 

Vale recordar que a medida imediata e definitiva de Bush foi aplicar o maior volume financeiro aos bancos, como salvação: 700 bilhões de dólares, enquanto a sociedade até hoje padece diante de altas taxas de desemprego e miséria que só cresce. Pode-se imaginar, no suposto "berço da democracia", apenas a cogitação de se derrubar um chefe de Estado pela divergência econômica e impopularidade? Se fosse assim, nenhum presidente daquele país teria terminado seu mandato em muitas décadas - nem Barack Obama agora. Aliás, em poucos lugares do mundo um presidente, dentro dessa "lógica", concluiria o mandato.

Está, mais que nunca, sendo proibido pensar no Brasil. Os que atentam contra a inteligência humana desta maneira são os mesmos que agridem nas ruas qualquer cidadão que porte bandeira partidária, camiseta de cor vermelha. Os intolerantes setores que promoveram e até hoje apoiam o golpe militar de 1964. Eles não são democráticos, o discurso deles é falso.

Por isso tudo, da primeira à última linha: o que está em curso no Brasil é, sim, um golpe. Um golpe não apenas contra a Constituição, contra o Estado de direito, contra a liberdade de pensamento, de escolha, mas um grave atentado à própria inteligência humana! 

Não sem razão, apenas a título de comparação (doa a quem doer), apenas a cidade de Buenos Aires possui mais livrarias que todo o Brasil, país de dimensões continentais (na vizinha Argentina, o ex-ditador Rafael Videla morreu em cela comum 2013 condenado a prisão perpétua, além de mais de 100 militares condenados por crimes de lesa-humanidade, enquanto a sociedade argentina não sai das ruas por memoria, verdade e justiça em reação á ditadura que deixou o poder em 1983). 

Não se podia mesmo esperar outra coisa no Brasil que menos investe em educação em todo o mundo, de acordo com o PIB: "debates" inócuos, recheados de verborragia, sem nenhum conteúdo em muitos casos clamando por retorno do Estado de exceção ao invés de demandar mais democracia.

É lamentável ter que baixar o nível abordando questões tão medíocres como estas a fim de tentar se fazer entender - certamente, nem discorrendo sobre assuntos elementares e tão evidentes quanto melancólicos como estes, será possível se fazer entender em tempos da mais profunda irracionalidade, a fim de que determinados indivíduos percebam o que está ocorrendo no Brasil hoje.

Quanto ao PT, tem grande parcela de culpa nisso tudo: está provando de seu próprio veneno por políticas pela metade, outras nem sequer aplicadas conforme rapidamente abordado aqui (a lista é vasta), e pelo desdém arrogante contra setores progressistas que durante 14 anos têm advertido, entre o fogo cruzado da patologia do poder, dos fatais rumos que o país, inevitavelmente, enfrentaria. Pois aí está... 

Mas nem por isso Dilma deve ser afastada do cargo, por mais que se oponha a seu governo. Até que ela mesma, por vontade própria, decida deixar o cargo - quem conhece o caráter íntegro e brioso da forte Dilma, e a própria oposição política, midiática e societária sabe bem disso, descarta essa possibilidade. Neste caso, dever-se-ia promover novas eleições gerais. Ou até que seja provado contra a presidente Dilma Rousseff algum crime que, constitucionalmente, motive cassação, e isso, definitivamente, não há agora. 

E quando a sociedade brasileira, especialmente as mentalidades elitistas estiverem realmente banhada de brios, de vergonha na cara, e de senso cidadão, não manifestarão tal indignação seletiva que se cala (ou se diverte) diante de um poleiro parlamentar, e de um vice-presidente que conspira publicamente contra a chefe de Estado do país. Seja quem for essa chefe, essa é mais uma vergonha que o mundo não compreende entre as tantas por parte da ala reacionária da sociedade civil e da circense classe política que não têm resposta positiva para dar, ao não ser tentar negar o indisfarçável golpe em curso.

A realidade é que as classes dominantes brasileiras, subservientes à influência imperialista norte-americana e preconceituosa como poucas no mundo, sempre se conformaram com uma máscara democrática que garantisse seus privilégios e, ao mesmo tempo, acomodasse as classes menos favorecidas, mas nunca aceitaram a possibilidade de o país encontrar saída a um Estado efetivamente igualitário, inclusivo e soberano como o presidente João Goulart estava promovendo no início dos anos de 1960. 

Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, com todos os equívocos, fracassos e corrupção sistêmica de seu partido (como qualquer outro grande partido brasileiro), têm obtido conquistas sociais jamais vistas no país pós-João Goulart, e de certa forma se descolado de Washington. 

Ainda que na maioria dos casos modestas e até demagógicas (cotas universitárias importantes temporariamente, mas por que não se investir em educação básica para que os historicamente excluídos já não necessitem mais delas? É um exemplo entre vários), tais políticas são o suficiente para produzir a presente fúria nos mesquinhos segmentos que nunca aceitaram sucessivas derrotas nas urnas, pior ainda para um nordestino, metalúrgico oriundo da roça, depois para uma mulher com cara de povo, de pulso firme que havia combatido a ditadura militar (incrivelmente considerada, por isso, "bandida" por diversos brasileiros), levando-a a ser presa e torturada. A própria elite política norte-americana jamais digeriu bem a acensão ao poder do Partido dos Trabalhadores conforme apontam cabos secretos revelados por WikiLeaks, além de todas as evidências diárias.

 

Mas não apenas isso: tanto quanto ou talvez mais que luta da burguesia contra os pobres, trata-se em grande medida de briga de cachorro grande pelo poder que, mais dia menos dia, dar-se-ia com qualquer partido mais descolado da oligarquia PSDB-DEM que tem plena consciência de que, pelo pleito democrático, não voltará ao poder tão cedo (oligarquia que, aliás, têm recebido mais atenção petista que as próprias classes inferiores). Não se pode colocar o dueto Lula-Dilma como paladino das causas sociais - longe disso. Nunca os bancos lucraram tanto quanto nos anos petistas, nunca houve na história do país tanta fuga de divisas, nunca houve tanta repressão no campo, o código florestal favorece a degradação ambiental e o latifúndio, a reforma agrária nem se menciona, nunca nenhum outro governo federal "investiu" tanto nas cobras do quintal brasileiro, isto é, a grande mídia partidária, e por aí vai...

Eis mais um festival da vergonha nacional apresentado pelas classes mais abastadas impossibilitadas de fazer autocrítica, para o mundo todo ver - e indignar-se, este sim, de verdade. Até quando, Brasil, o 1º de abril de 1964, dia da mentira cujo circo foi armado sob falácia de Revolução Democrática que logo se revelou um golpe contra o Estado de direito, perpetuar-se-á neste país?

 


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