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Conselho adia a votação do caso Renan insatisfeito com a perícia

21.06.2007
 
Conselho adia a votação do caso Renan insatisfeito com a perícia

O Conselho de Ética do Senado adiou ontem (20) a votação do relatírio do processo contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) sem marcar a data do depoimento do próprio Renan. Além disso, como noticia a Agência Estado, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) deixou o cargo do relator do processo após essa decisão dos senadores. Sem relator, o presidente do conselho, Sibá Machado (PT-AC), descartou o depoimento de Renan hoje.

Com o adiamento da votação do relatório que pede o arquivamento do processo, Salgado pediu para sair da função menos de 24 horas depois de assumi-la em substituição a Epitácio Cafeteira (PTB-MA), primeiro relator, que pediu licença do cargo.

Segundo o presidente do Conselho, Sibá Machado, o nome do novo relator deverá sair hoje. Sibá descarta que ele mesmo assuma a função. ´Não vou assumir´, disse. Com dificuldades em definir um nome, ele admite a hipótese de criar uma comissão de três relatores.

 O Conselho de Ética irá solicitar mais perícias a órgãos como a Polícia Federal, conforme alguns senadores de oposição vinham pedindo, como Jefferson Péres (PDT-AM) e José Nery (Psol-PA). Os parlamentares não ficaram satisfeitos com a perícia feita em apenas três dias pela PF sobre os recibos de venda de gado apresentados por Renan Calheiros para justificar seus rendimentos rurais - e para tentar provar que não usou dinheiro do lobista Cláudio Gontijo (da empreiteira Mendes Júnior) para pagar pensão a Mônica Veloso.

O líder do DEM, senador José Agripino Maia, acrescentou que "a crise já saiu do Senado e está nas ruas", por isso seria prudente votar com muitos mais elementos de investigação para não desgastar o Senado.

Uma comissão foi criada para definir os procedimentos a partir de agora. O órgão reúne-se hoje para definir, além da data do depoimento de Renan, o nome do novo relator e o prazo para investigação. O objetivo é concluir a perícia da PF nos documentos apresentados. Renan não pode mais renunciar e caso seja cassado ficará inelegível por oito anos.


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