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CONLUTAS – Marcha à Brasilia

20.09.2007
 
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CONLUTAS – Marcha à Brasilia

Companheiros e companheiras,


Passado o Plebiscito entramos na reta final de preparação da Marcha Nacional à Brasília, de 24 de outubro. O GT de Secretaria sistematiza algumas orientações importantes para garantirmos uma atividade vitoriosa na nossa luta contra a reforma da Previdência e contra a política econômica do governo Lula.


As premissas de que partimos são as seguintes:


- O governo deve apresentar, ainda em setembro a proposta concreta de reforma da Previdência, que está sendo preparada no âmbito do Fórum Nacional da Previdência. A própria instabilidade na economia, que surgiu nas últimas semanas, pressiona o governo a sinalizar com mais concessões ao capital financeiro e a reforma da Previdência é peça chave neste tabuleiro.


- A apresentação desta proposta abrirá uma nova fase na luta contra a reforma da Previdência. Deve intensificar-se o esforço do governo e da mídia para convencer a opinião pública da necessidade da reforma, e terá início o famoso "toma lá, da cá" dentro do Congresso Nacional. Precisamos "receber" esta proposta de reforma com uma grande manifestação em Brasília, para potencializar a continuidade da nossa luta contra ela, que deve entrar no próximo ano adentro.


- A realização do Plebiscito e a receptividade encontrada entre os trabalhadores e o povo para as discussões nele contidas são expressão de que há um espaço importante na realidade, para que possamos fazer uma marcha vitoriosa em outubro. A participação da Conlutas no processo foi muito boa, apesar das desigualdades e de, em muitos lugares termos feito menos do que era possível.


- A situação política do país, por outro lado, marcada pelas denúncias de corrupção envolvendo os políticos, com a vergonhosa absolvição de Renan Calheiros pelo plenário do Senado, retira ainda mais a autoridade destas instituições para mexer nos direitos previdenciários dos trabalhadores brasileiros. Devemos usar esta denúncia para reforçar os nossos argumentos de porque lutar contra a votação desta reforma no Congresso Nacional.


- A unidade que construímos, nos estado, com os demais parceiros que estiveram conosco neste processo até agora, são uma base importante de apoio para potencializar a mobilização para a marcha. Neste momento estão empenhados na construção da Marcha, em nível nacional, a Conlutas, a Intersindical, a COBAP (aposentados) e as Pastorais Sociais de São Paulo. O MST a Consulta Popular e as organizações da Assembléia Popular ainda estão discutindo a questão, sendo que devem tomar uma decisão neste próximo final de semana. De qualquer forma, é importante procurar nos estados todos estes movimentos e buscar integrá-los no esforço de construção da Marcha.


- Neste quadro, acreditamos que é perfeitamente possível realizarmos uma manifestação em Brasília maior que todas as que fizemos até agora. É bastante razoável trabalhar com a perspectiva de garantirmos 20 a 25 mil trabalhadores em Brasília. Nossa opinião é que a Conlutas pode garantir cerca de 15 mil pessoas em Brasília e se nossos aliados somados garantirem mais 10 mil, teremos uma grande manifestação para contestar a reforma da Previdência, a política econômica do governo, e cobrarmos o atendimento das reivindicações dos diversos segmentos da classe trabalhadora brasileira.


- Para isso será necessário tensionar nossas forças para além do que fizemos no Plebiscito. Precisamos superar as dificuldades que houve em algumas regiões e colocar força total na preparação e mobilização para a Marcha. Esta atividade deve ser tomada com a principal prioridade por todas as entidades e movimentos que fazem parte da Conlutas. Pelos números acima, fica claro que a principal responsabilidade é nossa. As demais atividades que estamos desenvolvendo, como as Campanhas Salariais devem ser feitas de forma combinada com a campanha contra a reforma da Previdência, de forma a que potencializem a Marcha também.


A orientações aprovadas na reunião do GT foram as seguintes:


- Força total na preparação e mobilização para a Marcha. Onde ainda não foram feitos planos, é importante que estes sejam feitos, o mais rápido possível. Na próxima semana começaremos a contatar os estados e regiões para definirmos meta de cada estado e região.


- É preciso começar a listar as pessoas que irão à Brasília, seja da base dos sindicatos, dos movimentos populares, dos estudantes, etc, etc.


- É também fundamental organizar a arrecadação de fundos que permita alugar os ônibus que levarão os manifestantes. É preciso uma discussão séria com a direção dos sindicatos, pois é preciso fazer um investimento importante destas entidades para garantir os ônibus. É preciso lembrá-los que o que está em jogo é o direito à aposentadoria da sua base e que os recursos do sindicato pode - e deve - ser utilizado para financiar a luta em defesa da aposentadoria. Não se pode aceitar postura rotineira neste quadro de ameaça à direitos históricos dos trabalhadores.

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