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Lula: “quatro anos é pouco mandato”

20.06.2007
 
Lula: “quatro anos é pouco mandato”

O Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente declarou na tarde de ontem, durante a posse do filósofo Mangabeira Unger, que "se para a oposição quatro anos são muito, para o governo é pouco". O presidente disse que "há muito tempo percebeu que um País do tamanho do Brasil não poderia continuar sendo administrado apenas com as pressões de curto prazo".

Assim como o novo ministro, o presidente ressaltou que o País deve pensar no futuro e que, por pensarem apenas no imediato, os partidos políticos tornam a reforma política difícil.

Com pensamento de longo prazo, para o qual foi criada a Secretaria, o Brasil reduzirá consideravelmente os seus problemas, disse o presidente. "Por que não investimos nessa juventude? Por que não fizemos a reforma agrária no início do século?", questionou.

Lula afirmou que os políticos devem se perguntar diariamente porque deixam de fazer coisas importantes para o País. Ele ressaltou que a primeira obra que inaugurou era da administração anterior, e que segundo ele ficou um ano parada com menos de 5% para o seu término.

Lula afirmou que muitos governantes, para não continuar a obra de seus antecessores, preferem começar uma obra nova. Isso justificaria a quantidade de obras paradas no Brasil.

O presidente da Republica prometeu todo o apoio ao novo ministro para que este deixe às futuras gerações um legado melhor do que aquele que a atual recebeu. "O clima para se pensar o futuro é um dos melhores da história do País. Antigamente nos reuníamos para xingar o FMI ou a inflação. Agora é diferente", disse Lula.

MAGNÂNIMO - Mangabeira Unger, filiado ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), declarou durante sua posse na Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, na tarde de ontem, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve "magnanimidade" ao convidá-lo para o cargo, depois das duras críticas que fez ao seu primeiro mandato.

Unger afirmou que Lula teve "grandeza interior e preocupação com o futuro". Para ele, na democracia, o futuro fala mais alto do que a memória. "Critiquei com veemência e combati com ardor o seu primeiro governo", reconheceu.

O filósofo citou Getúlio Vargas ao dizer que o ex-presidente fez "uma revolução aliando o Estado aos setores organizados da sociedade" e que hoje a revolução para qual trabalha o governo é a de "usar os recursos para ajudar a maioria ainda desorganizada".

O novo ministro criticou o que chamou de "ditadura da falta de alternativa" no mundo e colocou entre suas tarefas no novo cargo "democratizar o mercado, aprofundar a democracia, resguardar o pluralismo da história e o desenvolvimento da civilização".

Fonte Tribuna Catarinense


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