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Investigar ataques à sede do Cimi

19.10.2014
 
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Organizações internacionais pedem que ministros alemães pressionem governo do AC a investigar ataques à sede do Cimi

 

Fonte da notícia: Assessoria de Comunicação-Cimi

A sede Regional no Acre do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) foi invadida pela segunda vez em menos de um mês na madrugada dessa segunda-feira (13). O computador central foi levado e equipamentos destruídos. Vários dos arquivos da biblioteca e da sala da secretaria foram queimados.

 

No dia 22 de setembro um ataque semelhante aconteceu no local. Grades e forros do teto arrancados, cabos de todos os computares cortados e um HD externo que continha o backup da contabilidade foi levado. Na época, a perícia constatou que os invasores usavam luvas e até agora nenhum suspeito foi identificado.

 

Em solidariedade ao Cimi, organizações do estado do Acre organizaram um ato de apoio na manhã desta sexta-feira (17) em frente à sede da entidade. Uma carta, assinada por 53 organizações oriundas de 19 países, além de organismos internacionais, foi encaminhada aos ministros alemães Gerd Müller, da Economia Cooperação e Desenvolvimento, e Barbara Hendricks, do Ministério Federal do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Construção e Segurança Nuclear.

 

A carta solicita às autoridades que demandem do governo do Acre ações imediatas em relação às invasões da sede do Cimi e as ameaças constantes contra membros da entidade e povos indígenas no estado.

 

Leia trecho da carta ou acesse aqui o documento completo.

 

"O escritório regional na Amazônia Ocidental do Cimi (Cimi-AO), em Rio Branco, Acre, é um dos 11 escritórios regionais do Cimi no Brasil. No Acre, o Cimi tem apoiado os povos indígenas que enfrentam interesses de fazendeiros e madeireiros que invadem seus territórios e deixam para trás devastação e destruição de floresta. Estes mesmos povos são testemunhas da indiferença em relação ao desmatamento e à violação dos seus direitos por parte das instituições governamentais.

 

Em 2013, métodos semelhantes e atos de violência, como esses que ocorrem agora contra Cimi-AO, foram usados contra a Comissão Pastoral da Terra (CPT). A CPT apoia camponeses que defendem o direito as suas terras e suas formas de sobrevivência, com muitos conflitos também em torno da destruição florestal para criar gado e extrair madeira. Até o momento, nada foi feito pelas instituições governamentais para investigar de forma séria e punir os responsáveis, nem pelos atos de violência contra o CPT, nem pelas invasões e ameaças contra Cimi-AO nestas últimas semanas, apesar das denúncias feitas pelas próprias organizações e também por organizações de apoio a nível nacional e internacional.

 

Nós pedimos que os senhores demandem ao governo do Acre ações imediatas. O governo deve mostrar de forma inequívoca que não tolera este tipo de violência contra organizações da sociedade civil no seu estado e contra aqueles que se levantam para defender os direitos a seus territórios. As instituições do Estado devem investigar e punir aqueles que são responsáveis pelos atos de violência.

 

Nós fazemos este apelo para que os senhores se juntem a nós e solicitem ação imediata por parte do governo do Acre, que deveria publicamente denunciar a violência contra os defensores das florestas do Acre. As autoridades competentes deveriam imediatamente iniciar uma investigação profunda sobre as invasões e ameaças contra os membros do Cimi-AO. Ao mesmo tempo, pedimos que os senhores cobrem da Ministra Ideli Salvatti, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, medidas urgentes do Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos no sentido de garantir segurança ao Cimi e sua equipe no Acre, sem descuidar da investigação dos atentados noticiados nesta carta".

 


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