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Salário médio cresceu 22% em cinco anos

19.08.2008
 
Salário médio cresceu 22% em cinco anos

O salário médio do trabalhador brasileiro cresceu 22,36% nos últimos cinco anos. O índice é apontado no estudo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela primeira vez pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, no Rio de Janeiro, na última quinta-feira (14). O rendimento médio de admissão do trabalhador nos seis primeiros meses do ano passou de R$ 568,88, em 2003, para R$ 696,10, em 2008.



Este aumento decorre da elevação generalizada em todas as Unidades da Federação, com destaque para o estado do Maranhão com alta de 38,71%, seguido do Acre, com 37,08%. Em contrapartida, os estados que registraram menor elevação do salário médio na comparação dos primeiros semestres de 2003 e 2008 foram o Amazonas (12,87%), o Distrito Federal (13,10%) e São Paulo (15,67%).



Diferenças regionais
– A análise dos dados, tomando como referência os valores dos salários recebidos pelos trabalhadores evidencia, no primeiro semestre de 2008, um diferencial de 64% entre a média do maior salário de admissão de São Paulo (R$ 818,09) e do menor no Piauí (R$ 499,00), sendo que no primeiro semestre de 2003 esta diferença era de 85,38%, expressa pelos salários de R$ 707,27 verificados em São Paulo e de R$ 381,52 no Piauí - os números comprovam que as diferenças salariais regionais estão diminuindo com o crescimento generalizado da economia brasileira.



Lupi ressaltou que os números verificados, principalmente no Nordeste, reafirmam aquilo que ele tem repetido há mais de um ano: o aumento real do salário mínimo. “Isso significa a melhor distribuição de renda que um país pode ter, porque você aumenta o poder de compra da base da pirâmide. O aquecimento da economia também é responsável por este aumento na média salarial do trabalhador brasileiro”, destacou o ministro.



Tanto homens como mulheres conquistaram expansão nos salários médios de admissão nos últimos cinco anos. Mas o crescimento entre a ala masculina segue maior que a feminina: 23,91% e 19,42%, respectivamente, entre os primeiros semestres de 2003 e 2008. Essa taxa de crescimento maior levou a uma maior distância entre a participação dos salários médios de homens e mulheres. Em 2003, os salários das trabalhadoras eram 8,11% menos do que os dos homens e esta distância ampliou-se para 11,43% em 2008.


2007 x 2008 - No primeiro semestre de 2008, os salários médios de admissão dos trabalhadores apresentaram um aumento real de 3,90%, em relação ao mesmo semestre de 2007, ao passarem de R$ 669,96 para R$ 696,10. Os estados que registraram os maiores salários médios no semestre foram: São Paulo (R$ 818,09), Rio de Janeiro (R$ 792,60), Distrito Federal (R$ 762,50), Amazonas (R$ 679,77) e Santa Catarina (R$ 644,56).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


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