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Carnavalescos se sensibilizam pela perda de João Hélio e pedem justiça

19.02.2007
 
Carnavalescos se sensibilizam pela perda de João Hélio e pedem justiça

Este domingo desfilaram no sambódromo no Rio de Janeiro 6 das 13 escolas de samba do grupo Especial - Estácio de Sá, Império Serrano, Mangueira, Viradouro, Mocidade e Vila Isabel

Desta vez, a segurança é também uma prioridade. As autoridades mobilizaram mais de 30 mil polícias no Rio de Janeiro. A morte de João Hélio, um menino que foi arrastado mais de sete quilómetros preso ao cinto de segurança de uma viatura roubada, provocou a consternação da sociedade brasileira, que exige o fim dos crimes violentos.

 Nos primeiros três dias de carnaval no Rio os blocos que tomaram as ruas fizeram homenagens ao menino João Hélio Fernandes. A quinta escola a desfilar no domingo ,Mocidade Independente de Padre Miguel, antes mesmo de começar o esquenta da bateria, fez uma homenagem ao menino.  A rainha de bateria Janaína Barbosa e a musa da escola, Tatiana Pagung, entraram na área da concentração e exibiram uma faixa para o público do Setor 1.

Na faixa estava escrito: "A G.R.E.S Mocidade Independente de Padre Miguel se sensibiliza pela perda de João Hélio e pede justiça". O público aplaudiu a iniciativa.

Para o desfile que exalta os trabalhar artesanais, o carnavalesco Alex Souza preparou uma surpresa. Adão sai de dentro das páginas da Bíblia e tem uma visão de como será o mundo no futuro. Ou seja, repleto de máquinas e robôs. Tudo isso acontece na comissão de frente coreografada por Cláudia Ribeiro.

Na sexta-feira, no Centro da cidade, os foliões do bloco Embaixadores da Folia distribuíram milhares de rosas brancas ao longo do percurso, ao som de “Bandeira Branca”, uma das marchinhas mais bonitas, mas também mais tristes do repertório momesco.

A iniciativa, que poderia virar polêmica entre os integrantes, ganhou rapidamente a adesão de todos. Funcionária de uma empresa de transporte marítimo, Paula Godoy, de 22 anos, que recebeu uma rosa branca logo na concentração do bloco, na Praça Onze, acredita que a idéia poderia ser copiada no Sambódromo:

"O certo seria fazer um minuto de silêncio na Sapucaí, como fazem nos jogos de futebol. O Rio de Janeiro tem que dizer um não muito claro à violência", afirmou.
Uma grande faixa com os dizeres “Ao anjo João Hélio de Deus. Rogai por nós” foi estendida entre os bonecos mamulengos do Embaixadores da Folia. No caminho, os integrantes do bloco, além de distribuírem flores, deixaram um ramalhete de rosas na Igreja da Candelária. O desfile terminaria na Rua do Lavradio.

No Vem Ni Mim Que Sou Facinha, em Ipanema, também houve homenagem ao menino. O bloco, que fica concentrado na Praça General Osório, interrompeu a música algumas vezes para mensagens dos organizadores pela paz e contra a violência. A morte brutal de João Hélio foi lembrada. Na próxima terça-feira, o poeta Tavinho Paes vai ler no Facinha um poema que escreveu para o menino.
A dançarina Carla Perez chorou em pleno circuito Campo Grande, na manhã deste sábado. Ao lado de um cartaz com a foto do garoto, Carla leu um manifesto contra violência, citou trechos da Bíblia e pediu um minuto de silêncio as foliões, que atenderam ao pedido.

"Como mãe, não dá para aceitar tanta violência. Poderia ser com uma das minhas crianças", disse junto da filha Camilly Vitória, 5 anos. Carla chegou a se abaixar no trio para se recuperar.  

 Veja a programação dos blocos

 Com G-1, Terra


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