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Exigindo pagamentos com juros ao invasor europeu

18.12.2007
 
Pages: 12
Exigindo pagamentos com juros ao invasor europeu


Por conta dos 515 anos da invasão espanhola, lhes trazemos esta enorme peça de uma lógica do cacique Guacaipio Cuautémoc*, para a reunião dos Chefes de Estado da Comunidade Européia celebrada março passado. Com linguagem simples, que era transmitido em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia, o Cacique conseguiu inquietar sua audiência quando exigiu devoluções com juros.

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Por conta dos 515 anos da invasão espanhola, lhes trazemos esta enorme peça de uma lógica do cacique Guacaipio Cuautémoc*, para a reunião dos Chefes de Estado da Comunidade Européia celebrada março passado. Com linguagem simples, que era transmitido em tradução simultânea a mais de uma centena de Chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia, o Cacique conseguiu inquietar sua audiência quando disse:


“Aqui estou eu, Guaicaipuro Cuatémoc, e venho aqui encontrar os que celebram o encontro.


Cá estou eu, descendente dos que povoaram a América há quarenta mil anos, e venho encontrar os que a encontraram somente há quinhentos anos. Aqui portanto, nos encontramos todos. Sabemos o que somos, e é suficiente. Nunca teremos outra coisa.


O irmão da aduana européia me pede papel escrito com visto para poder descobrir aos que me descobriram.


O irmão credor europeu me pede o pagamento de uma dívida contraída por Judas, a quem eu nunca autorizei a vender-me.


O irmão legalista europeu me explica que toda dívida se paga com juros, ainda que seja vendendo seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento.


Eu os vou descobrindo. Eu também posso reclamar pagamentos e também posso exigir juros.


Consta no Arquivo das Índias, papel sobre papel, recibo sobre recibo e assinatura sobre assinatura, que somente entre o ano 1503 e 1660 chegaram a San Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América.


Saque? Eu não podia acreditar! Porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram com o seu Sétimo Mandamento.


Espoliação? Guarde-me Tanatzin de imaginar que os europeus, assim como Caím, matam e negam o sangue de seu irmão!


Genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de las Casas, que qualificavam o encontro como a destruição das Índias, ou a pessoas como Arturo Uslar Pietri, que afirma que o arranque do capitalismo e a atual civilização européia se devem à inundação de metais preciosos!

Não! Esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata devem ser considerados como o primeiro de muitos outros empréstimos amigáveis da América, destinados ao desenvolvimento da Europa. Do contrário seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito não só a exigir devolução imediata, como a indenização por danos e prejuízos.


Eu, Guaicaipuro Cuatémoc, prefiro pensar na menos ofensiva dessas hipóteses. Tão fabulosa exportação de capitais não foram mais que o início de um plano “Marshalltezuma”, para garantir a reconstrução da bárbara Europa, arruinada por suas deploráveis guerras contra os países muçulmanos, criadores da álgebra,da poligamia, do banho cotidiano e outras realizações superiores da civilização.


Por isso, ao celebrar o Quinto Centenário do Empréstimo, poderemos nos perguntar: os europeus têm feito um uso racional, responsável ou pelo menos produtivo dos fundos tão generosamente cedidos pelo Fundo Indoamericano Internacional?


É uma pena dizer que não. No estratégico, o dilapidaram nas batalhas de Lepanto, em exércitos invencíveis, em terceiros reichs e outras formas de extermínio mútuo, sem outro destino senão o de terminarem ocupados pelas tropas gringas da OTAN, como no Panamá, só que sem o canal.


No financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos, tanto de cancelar o capital e seus juros, quando de libertar-se das rendas líquidas, das matérias primas e a energia barata que lhes exporta e cede todo o Terceiro Mundo.


Este deplorável quadro corrobora com a afirmação de Milton Friedman segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a exigir, para seu próprio bem, o pagamento do capital e os juros que, tão generosamente esperamos todos esses séculos para cobrar.


Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos irmãos europeus as vis e sanguinárias as taxas de 20 e até 30 por cento de juros, que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.


Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos adiantados, mas o simbólico juros de 10 por cento, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base, e aplicando a f´romula européia de juros composto informamos aos descobridores que nos devem, como primeiro pagamento de sua dívida, um montante de 185 mil quilos de outro e 16 milhões de prata, ambas cifras elevadas à potência de 300.


Ou seja, um número cuja expressão total seriam necessárias mais de 300 cifras, e que supera amplamente o peso total do planeta terra. Muito pesadas são essas moedas de ouro e prata. Quanto pesariam, calculadas em sangue?


Deduzir quea Europa, em meio milênio, não conseguiu gerar riquezas suficiente para cancelar esse pequeno juros, seria tanto como admitir seu absoluto fracasso financeiro e/ou a demente irracionalidade dos supostos do capitalismo.

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