Pravda.ru

CPLP » Brasil

Insegurança Alimentar no Brasil

18.05.2006
 
Pages: 1234
Insegurança Alimentar no Brasil

IBGE traça perfil inédito sobre Segurança Alimentar no Brasil

Em 65,2% dos 51,8 milhões de domicílios particulares brasileiros havia segurança alimentar1. Dentre os 18 milhões com insegurança alimentar, 3,4 milhões foram classificados em situação de insegurança alimentar grave e 1,6 milhão destes domicílios estavam no Nordeste. Das 14 milhões de pessoas que viviam em domicílios com insegurança alimentar grave, perto de 6 milhões moravam naqueles com rendimento mensal domiciliar per capita que não ultrapassava R$ 65 por pessoa. Em todas as regiões, a prevalência de insegurança alimentar foi maior nos domicílios com pessoas de menos de 18 anos de idade.

O IBGE apresenta os resultados da Pesquisa Suplementar da PNAD 2004 sobre Segurança Alimentar , realizada em convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS. Esta Pesquisa, que produziu, pela primeira vez, informações sobre a condição domiciliar de segurança alimentar em âmbito nacional, utilizou a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar - EBIA para classificar os domicílios em quatro categorias: segurança alimentar (SA), insegurança alimentar leve (IA leve), insegurança alimentar moderada (IA moderada) e insegurança alimentar grave (IA grave).

Em 65,2 % dos cerca de 52 milhões de domicílios particulares onde havia situação de segurança alimentar residiam 109 milhões de pessoas, enquanto nos restantes 34,8% (nos quais viviam 72 milhões de pessoas) foi detectada situação de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave). A insegurança alimentar moderada ou grave, que significa limitação de acesso quantitativo aos alimentos, com ou sem o convívio com situação de fome, ocorreu em 18,8 % dos domicílios, nos quais viviam 39,5 milhões de pessoas.

A prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave foi maior nos domicílios das áreas rurais do que nos das áreas urbanas. Enquanto na área urbana 11,4% e 6% dos domicílios estavam em condição de IA moderada e grave, respectivamente, no meio rural eram 17,0% e 9,0%.

Insegurança Alimentar teve maiores prevalências no Nordeste e no Norte

A comparação das prevalências de segurança e de insegurança alimentar grave confirmam a desigualdade entre as cinco regiões brasileiras. No Sul do Brasil, 76,5% (6 278 100) dos domicílios tinham garantido seu acesso à alimentação, tanto em termos qualitativos como quantitativos. No Sudeste, 72,9% (16 898 223) e no Centro-Oeste, 68,8% (2 583 881). Já no Norte e Nordeste, isto ocorria em cerca de 53,6% (1 912 721) e 46,4% (6 081 281) dos domicílios, respectivamente.

Enquanto a insegurança alimentar grave ocorria em 3,5% dos domicílios da região Sul (286 252), no Nordeste atingia 12,4% (1 630 138) dos domicílios. A prevalência de IA grave no Norte e Nordeste foi 3,1 e 3,5 vezes maior do que nos domicílios situados no Sul. Dos quase 14 milhões de pessoas moradoras em domicílios brasileiros em condição de IA grave, no período de referência da pesquisa, cerca de 7 milhões, ou seja, 52% residiam no Nordeste, região que concentrava apenas 28% da população do Brasil.

Na Região Norte, a IA grave variou de 3,9% em Rondônia a 15,8% em Roraima, com valores intermediários em Tocantins (7,9%) e Amazonas (9,4%). No Nordeste, a prevalência da IA grave mais alta foi encontrada nos domicílios do Maranhão (18,0%) e Paraíba (15,1%) e a mais baixa em Sergipe (3,7%). Valores intermediários de cerca de 10% foram observados no Piauí (10,8%), Pernambuco (10,6%) e Alagoas (9,3%). As diferenças entre as Unidades da Federação de uma mesma Grande Região foram menores no Centro-Oeste, onde a maior prevalência foi de 5,0% em Mato Grosso do Sul e a menor, 4,1% no Distrito Federal. No Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram 2,0% e 4,0% de insegurança alimentar grave, respectivamente. No Sudeste, a prevalência máxima foi de 4,5%, em Minas Gerais, e a mínima de 3,4%, em São Paulo.

Prevalência de segurança alimentar foi maior nos domicílios somente com moradores adultos

Os resultados da PNAD mostraram que a segurança ou a insegurança alimentar no Brasil, do mesmo modo que em outros países, tem associação forte com a composição da unidade domiciliar. Observou-se prevalência maior de insegurança alimentar nos domicílios em que residiam menores de 18 anos de idade (41,9%) em comparação com a prevalência observada nos domicílios em que todos os moradores são adultos (24,2%). Foram classificados em situação de segurança alimentar 80,4% dos domicílios da região Sudeste sem moradores menores de 18 anos. Esta proporção foi menor, na mesma região, nos domicílios com pelo menos um morador menor de 18 anos, resultando em 66,8%. Este comportamento dos dados foi o mesmo nas diversas regiões, variando, apenas, a magnitude das diferenças. No Nordeste, as prevalências da condição de SA foram de 61,2% em domicílios onde moravam apenas adultos e de 38,9% naqueles onde residiam, também, menores de 18 anos de idade.

Domicílios com crianças apresentaram maior prevalência de insegurança alimentar

Pages: 1234

Loading. Please wait...

Fotos popular