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Foragido número 1 da Justiça brasileira detido em Mônaco

17.09.2007
 
Foragido número 1 da Justiça brasileira detido em Mônaco

O ex-banqueiro brasileiro Salvatori Cacciola foi preso no sábado (15)  no Principado de Mônaco, na Europa. O governo brasileiro tem um prazo de 40 dias para negociar a sua extradição, segundo o Globo. Sua identificação pela polícia foi possível através de um formulário preenchido no hotel em que estava hospedado, cujo nome não foi divulgado.

A detenção do foragido número 1 da Justiça brasileira aconteceu às 11h30min de sábado, na Place du Casino, junto ao Cassino e à Avenida de Monte Carlo, pontos nobres do distrito de Monte Carlo, o mais conhecido do país. Cacciola foi abordado na praça - o governo não informou se ele estava acompanhado ou não no momento - por oficiais da Sûreté Publique, a polícia de Mônaco, que lhe comunicaram a detenção. O ex-banqueiro não reagiu.

A abordagem foi possível graças ao talonário de registro de hóspedes do hotel no qual Cacciola estava pernoitando - e não em um ponto de fronteira, como chegou a ser divulgado. Por procedimento de checagem, os formulários são checados eventualmente pela polícia do principado. Ao identificar o empresário, porém, os agentes descobriram o pedido internacional de prisão de número 36.868/2000 - chamado "Notícia Vermelha", ou "Difusão Vermelha" pela Interpol -, no qual o governo brasileiro solicitava a 186 países sua prisão imediata.

Tão logo a identificação foi feita, a Sûreté Publique contatou a sede da Interpol, em Lyon, informando da prisão iminente. No início da manhã, horário brasileiro - o fuso horário é de cinco horas -, um comunicado em francês foi entregue ao escritório da Interpol e à Polícia Federal, em Brasília.

Segundo Agência Estado, o ex-banqueiro é considerado foragido desde 2000, quando foi acusado pela Justiça brasileira de crimes de gestão fraudulenta, corrupção passiva e peculato durante a crise cambial do real em 1999. À época, os gestores dos bancos Marka - do qual Cacciola era proprietário - e FonteCindam causaram, conforme indica o processo judicial, um prejuízo de R$ 1,6 bilhão ao Banco Central.

O empresário chegou a ser preso preventivamente, mas fugiu do Brasil após ser libertado pela Justiça. No início da década, foi preso mais uma vez na Itália, mas em função de sua dupla cidadania - ele é nascido em Milão - o pedido de extradição do Ministério da Justiça brasileiro ao governo local foi negado. Desde então, ele vivia em Roma, em um hotel de sua propriedade, com vista para o Coliseu.

Ao contrário do que foi divulgado por parte da imprensa brasileira, o Ministério do Estado e Tribunal de Justiça de Mônaco negaram que haja audiência prevista para a tarde de hoje. Uma nova audiência com o juiz de instrução deve acontecer apenas na tarde desta terça-feira, manhã no horário do Brasil.


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