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Locarno: Brasil com toda força

17.08.2014
 
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Catorze filmes brasileiros estão presentes aqui no Festival Internacional de Cinema de Locarno e metade faz parte da seção Carta Branca, dedicada aos filmes em pós-produção e finalização, numa promoção do Festival com o programa Cinema do Brasil. O objetivo é o de promover a divulgação e circulação dos filmes brasileiros no Exterior.

Uma primeira seleção tinha sido feito no Brasil, pela produtora Sara Silveira e  pelo crítico de cinema Thiago Stiveletti. Houve 40 filmes concorrentes dos quais restaram 16, submetidos à seleção final do Festival e reduzidos aos sete filmes presentes em Locarno.

São eles: Aspirantes, de Ives Rosenfeld; Beco, de Camilo Cavalcanti; Nise da Silveira, de Roberto Berliner; O Touro, de Larissa Figueiredo; Oração do Amor Selvagem, de Chico Faganello; Ponto Zero de José Pedro Goulart; e Que Horas ela Volta, de Anna Muylaert.

André Sturm - Cinema do Brasil e Carte Blanche

André Sturm, presidente do Cinema do Brasil conta ter havido muitos contatos com o Festival de Locarno para se obter uma maior visibilidade do cinema brasileiro até vir o convite para a Carta Blanche " um espaço privilegiado para mostrarmos filmes ainda em fase de finalização. Fizemos uma pré-seleção desses filmes no Brasil e o Festival selecionou os sete filmes agora em exibição".

"São filmes bem diversos que mostram a vitalidade e variedade da produção do cinema brasileiro, diz André Sturm. São filmes de seis Estados brasileiros, mostrando haver outros lugares de produção cinematográfica, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco, além de São Paulo e Rio. São filmes bem ecléticos ainda não terminados e ao serem exibidos aqui seus produtores podem receber sugestões, que assim podem corrigir, alterar ou melhorar o projeto inicial, servindo como plataforma inicial para fechar com um agente de vendas para colocar o filme no mercado. Aqui está o Ponto Zero da vida de um filme.

"Talvez seja bom assinalar, diz Sturm, que a Carte Blanche é um espaço não aberto ao público mas apenas ao mercado de filmes, como agentes de venda, selecionadores de festival, programadores e distribuidores. Os sete filmes já estão todos filmados, já tiveram um primeiro corte e já estão para lá da metade do processo de finalização".

Fazendo uma primeira avaliação, André Sturm se diz bastante otimista com a frequência de profissionais do cinema nas salas de projeção. "Um dos filmes agradou muito e me deixou muito otimista, trata-se de Aspirantes, de Ives Rosenfeld. Estou muito satisfeito com esta parceria com o Festival de Locarno".

Rui Martins

 


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