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Quem Vai Juntar os Cacos do Império?

17.04.2017
 
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Idoso espancado no aeroporto de Chicago e universitária em Colorado, ambos covardemente pela polícia; 4 civis atingidos por tiroteio de outro civil, em Atlanta; greve de fome de imigrantes indocumentados por tratamento desumano presídio "privado"; mão-de-obra escrava entre a maior população carcerária do mundo; tráfico de crianças sob conivência estatal; menores imigrantes aguardam deportação em campos de concentração, sem direito a advogado; pobreza galopante; tráfico ilegal de armas sob conivência estatal; Estado Islamita e Boko Haram financiados por Washington; Al-Qaeda, criatura do Império no Afeganistão, em favor de Tio Sam também na Síria hoje. Diplomacia e multipolaridade frente à unipolaridade e os infinitos conflitos produzidos por um Império agonizante, que busca arrastar o mundo ao caos a fim de se reerguer: a história sempre se repete tragicamente, em um mundo competitivo, individualista e acumulador de riquezas. Se não se afirma multipolaridade solidária, III Guerra Mundial é inevitável 

Edu Montesanti (*)

Diante dos altos escalões políticos locais que promovem bombardeios indiscriminados e muita guerra em todo o mundo por qualquer diferença (na maioria dos casos, artificiais que criam problemas para posteriormente vender "solução") ou quando seus interesses estão em questão, regime que dentro de casa incentiva o comércio e o porte irrestrito de armas perante uma mídia (incluindo a indústria do cinema, grande lixo cultural) que ecoa esta apologia da intolerância, da violência e do ódio, não é de se surpreender que o ovo da serpente surta seus efeitos, antes de tudo, no quintal de seus criadores.

Somam-se 47 invasões militares diretas dos Estados Policialescos Unidos da América (EPUA) à América Latina desde 1846, além de ser o único país, em toda a história, a ter atacado com bombas atômicas - contra Hiroshima e Nagasaki ao final da II Guerra Mundial. Apenas de 1991, os Estados Policialescos Unidos trazem em sua conta mais de 5 milhões de mortos, vítimas das "intervenções humanitárias" no Iraque, no Afeganistão, na Líbia e na Síria.

 

Internamente, o estado de caos também é parte do projeto, minuciosamente elaborado, de cerceamento das liberdades civis, de práticas de tortura, de dominação e de exploração dentro e fora dos EPUA, que exportam excrecência intelectual e moral aos quatro cantos do planeta.

 

A violência assustadoramente crescente no "país da liberdade" - que a grande mídia tenta ocultar - conta dezenas de histórias macabras nestes últimos dias, assim como têm se somado as inúmeras evidências de violação aos direitos fundamentais do cidadão e o financiamento de organizações terroristas mundo afora, outro velho filme.

 

Não por mero acaso e como bola de neve, as crises moral, intelectual, política e econômica apenas crescem em relação ao Império agonizante que, para tentar se salvar da definitiva e espetacular implosão, apoia-se na desinformação excessiva ignorância generalizada, e evita vias diplomáticas a fim de espalhar mais bases militares pelo mundo, aquecer sua indústria bélica, tirar do caminho quem não defenda compactue com seus interesses econômicos e estratégicos, e assim possa afirmar seu neocolonialismo.

 

Violência Doméstica

 Um homem foi morto e três ficaram feridos em tiroteio em uma estação de trem de Atlanta, na quinta-feira 13. O atirador, Chauncey Lee Daniels de 36 anos, foi detido pela polícia através de busca por câmera e conduzido ao tribunal no dia seguinte, mas como o assassino não é de origem árabe nem islamita, não foi considerado terrorista nem a ocorrência foi considerada atentado terrorista, é claro, a não ser mais "incidente isolado" segundo a polícia, já que terror cristão não consta na agenda política e judicial, doméstica e internacional.

O médico David Dao, de 69 anos, foi espancado no aeroporto de Chicago, Estado de Illionois, no último dia 9, após ter sido expulso da aeronave da United Airlines com mais três passageiros. Como Dao recusou-se a cumprir ordens da companhia de sair do avião, fazendo valer seu direito de consumidor, acabou arrastado a socos e espancado fora dali por policiais. Seus advogados estão processando a companhia aérea.

Médico com dupla cidadania, norte-americana e vietnamita, a vítima disse que "ser arrastado pelo corredor [da aeronave] foi o mais horrível e desolador experimentado ao sair do Vietnã", segundo seus advogados que ainda informaram que Dao perdeu dois dentes frontais, sofreu uma fratura no nariz, e um grave dano cerebral, hospitalizado em seguida. 

A polícia acreditava que Dao era médico na cidade de Elizabethtown, no Estado de Kentucky, quem havia tido a licença profissional revogada desde 2000 por determinados crimes pelos quais o réu pagou algumas dívidas, o que lhe permitiu recuperar a licença.

Dao foi indiciado em 2005 por tráfico de analgésicos: os que o denunciaram informaram que Dao assinava autorizações falsas para a aplicação de medicamentos como Hydrocodone, Oxycontin e Percocet, usados em pacientes com câncer.

 

No entanto, usuários de redes sociais, incluindo o portal de informação Reddit, informaram que a pessoa que aparentemente enfrentou problemas legais é David Anh Duy Dao, e não o médico que foi brutalmente agredido por agentes de segurança quando ele se recusou a desistir assento que tinha pago em voar United. David Duy Anh Dao Are Duc Thanh Dao e David a mesma pessoa? Não está claro ainda, porém repete-se a constante e excessiva brutalidade de um Estado fundamentado na intolerância e no ódio.

Um dia antes, a estudante universitária Michaella Surat, de 22 anos, foi registrada por um vídeo caindo ao chão, bêbada, após ter recebido violento soco da polícia de Colorado. Seu corpo ficou estirado, imóvel, na calçada em frente a um bar.

A ação policial foi duramente criticada pelos usuários do Instagram que registraram o fato, e disseram que, em nenhum momento, a estudante demonstrara gestos ameaçantes, e garantiram não era necessário que ela tivesse levado o golpe. Outros cidadãos, contudo, acreditaram que a reação da polícia foi justificada, mesmo diante das evidências de que Michaella estava embriagada.

A porta-voz da polícia da cidade de Fort Collins, Kate Kimble, disse que o incidente teve início através de uma briga que envolveu o noivo da jovem estadunidense, na qual as autoridades haviam solicitado à universitária que fosse embora, e ao jovem que ficasse no local, gerando assim tumulto. A agente acrescentou que a medida a ser tomada era prender a jovem, e que esta havia "atacado" o policial, o que testemunhas e as próprias imagens não confirmaram.

Decadência Moral: Violações aos Direitos Humanos

 A mão de obra escrava apenas cresce nos presídios provados dos Estados Policialescos Unidos da Améroca não como meio de reabilitar indivíduos, mas a fim de aumentar os lucros de grandes empresas entre a maior população carcerária do mundo, com 2.300.000 pessoas: com 5 por cento da população mundial, os cidadãos privados de liberdade  em território norte-americano representam 25 por cento dos presos do mundo, na imensa maioria negros e pobres.

Nos últimos 30 anos, há 37 estados que permitem que os prisioneiros trabalhem entre míseros 93 centavos de dólar a 4.73 dólar por dia. Já os detidos a nível federal, possuem ganhos pouco maiores; entre 23 centavos de dólar a 1.23 dólar por hora trabalhando de maneira praticamente gratuita, sobretudo, para as invasões e guerras dos Estados Policialescos Unidos; produzem coletes anti-balas, capacetes e cabos para a confecção de mísseis etc.

Há um milhão de internos trabalhando em tempo integral nos presídios dos Estados Policialescos Unidos, e nos últimos anos o mercado presidiário norte-americano tem sido integrado por grandes corporações como IBM, Motorola, Microsoft, Telecom, Target, Pierre Cardín, Macys. Entre 1980 e 1994, os ganhos as destas empresas aumentaram de 392 milhões a 1,310 bilhões de dólares. E se não bastasse, algumas empresas ou indivíduos os utilizam para outras tarefas fora dos cárceres.

 Metade dos 1.500 imigrantes indocumentados que aguardam deportação no presídio "privado" (vale o destaque, entre aspas) de ICE na cidade de Tacoma, estado de Washington, estão em greve de fome devido ao tratamento desumano que inclui péssima qualidade dos alimentos, da falta de instalações recreativas, do acesso limitado aos cuidados médicos e das condições gerais de higiene. Os detidos ainda realizam trabalho escravo no complexo, submetidos a todo o tipo de exploração.

As 70 mulheres imigrantes que aguardam deportação e que aderiram à greve de fome, também se queixaram que seus processos judiciais enfrentam atrasos de longa data, não lhes restando outra alternativa senão se submeter às terríveis condições de mais um entre os tantos presídios "privatizados" pelo Estado norte-americano.

"Viemos de nossos países para que pudéssemos ser ouvidos, e pedir ajuda", disse uma detida através de comunicado por escrito. "Não somos criminosos, mas temos sido esquecidos aqui... Há muitos aqui que apenas aguardam deportação, e não estão sendo deportados".

Nos EPUA, um mínimo de 80% dos leitos devem estar ocupados por "clientes" (i.e., presidiários), ainda que a criminalidade diminua, segundo análise do sítio norte-americano ThePublicInterest.com envolvendo 62 contratos de governos estatais com empresas privadas.

Pois o negócio das prisões geraram lucros de 222 milhões de dólares à Corrections Corporation of America, e de 139 milhões à sua principal concorrente, a GEO Group. Em 2012, ambas acabaram isentas de pagar impostos ao Internal Revenue Service (IRS), receita federal norte-americana (mais informações no artigo How Private Prison Companies Use Big Tax Breaks and Low Wages to Maximize Profit, de 8 de abril de 2016, no sítio norte-americano Truth Out: http://www.truth-out.org/news/item/35564-how-private-prison-companies-use-big-tax-breaks-and-low-wages-to-maximize-profit#=_=). Nada disso, contudo, melhora os serviços nos presídios, longe disso, não ressocializando os presidiários fazendo com que a criminalidade apenas aumente.

Apenas uma breve menção para não se estender diante de um crime bem pior, e a nível internacional: a Detenção de Guantánamo, em solo cubano (primeiro crime) a fim de safar o regime norte-americano de sua jurisdição, abriga ilegalmente cidadãos capturados à força, na maioria dos casos sem nenhuma prova, e os submete a torturas das mais crueis que têm chocado a opinião pública mundial desde meados da década de 2000. O novo inquilino da Casa Branca, Donald Trump, promete dar seguimento e ainda aumentar as atividades em Guantánamo, exaltando os métodos de tortura.

Há muito tempo, diversos organismos norte-americanos e internacionais têm denunciado a existência de campos de concentração que abriga milhares dessas crianças - na maior parte originárias do México (que teve o território anexado pelos EUA em 50%, não sem traumas e subjugação pelo imperialismo norte-americano até hoje), Guatemala, El Salvador e Honduras (igualmente vítimas de golpes e de políticas coercitivas dos EUA até os dias de hoje) -, que ingressaram ao país desacompanhadas. Esses menores têm sido sumariamente deportados, e com mais dois trágicos detalhes: alguns abusados sexualmente, esses infantes não têm direito a advogado de defesa, devendo defender-se a si mesmos diante dos tribunais de "Justiça" dos Estados Unidos.

Entre os denunciantes estão a União Norte-Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla en inglês), cujo argumento é que o governo viola a Constituição que garante o devido processo, e a lei de imigração e nacionalidade, que defende "uma avaliação completa e justa" perante um juiz de imigração.

 E se não bastasse, até meados do ano passado ao menos 57 mil crianças encontram-se "depositadas" em campos de concentração. Denunciado pelo presidente venezuelano, o"ditador" Nicolás Maduro em novembro de 2014, o tratamento desumana de crianças imigrantes detidas no "berço da democracia" chegou a ser condenada pela ONU

Em outubro de 2015, a Comissão Inter-Americana de Direitos Humanos (CIDH) fez uma "solicitação" ao regime estadunidense: que fechasse os centros de detenção de crianças e famílias, além da investigação sobre os abusos sexuais contra menores por parte de "educadores" oficiais ali.

Porém, o regime de Obama e a "Justiça" norte-americana permanecem irredutíveis, tanto quanto a trivial indiferença midiática, dentro e fora do país. De lá para cá, nada mudou nem dá sinais de mudança para melhor.

Como pouco descaso com o "excedente humano" na terra da exaltação do livre-mercado e da livre circulação de mercadorias - não do livre trânsito de cidadãos, contudo - é sempre uma grande bobagem, entre as crianças enclausuradas nos centros de detenção provisórios há as que têm ingressado aos Estados Unidos através do tráfico de menores com participação de agentes federais estadunidenses - mais um crime internacional made in USA completamente ignorado pelo autoritário regime de Washington, que ano a ano acumula violações aos direitos humanos.

Os traficantes utilizam as crianças em trabalho análogo à escravidão, sob muita coerção e ameaça de acordo com o relatório da Subcomissão Permanente sobre Investigações do Senado norte-americano, publicado em 26 de janeiro de 2016.

Intitulada Protegendo Crianças Estrangeiras Desacompanhadas do Tráfico e de Outros Abusos, a investigação concluiu que 28 menores foram traficados após agentes federais tê-los entregues a adultos que deveriam cuidar deles. Outros 15 menores também apresentam sinais de tráfico. Os traficantes retinham os ganhos financeiros das vítimas e lhes davam muito pouco dinheiro para alimentação e necessidades básicas, sob ameaça de agressão física e de morte inclusive contra os familiares desses menores.

De acordo com indiciamento realizado em 2015, um traficante chegou a agredir uma vítima por esta ter se recusado a entregar o salário. Os traficantes puniram outra vítima menor de idade quando ela havia se queixado do trabalho em uma fazenda, conduzindo-a por isso a um trailer diferente, segundo a investigação, "anti-higiênico e inseguro, sem cama, sem aquecimento, sem água quente, sem banheiro e com vermes. Os traficantes, então, chamaram o pai da vítima menor de idade, e ameaçaram atirar na cabeça do pai se a vítima menor não trabalhasse. Os réus usaram uma combinação de ameaças, humilhação, privação financeira, coerção, manipulação da dívida e monitoramento para criar um clima de medo e de desamparo que obrigaria [as vítimas] ao cumprimento [das ordens]".

Tais crianças somam-se às pelo menos seis que chegam a 14 anos de idade, traficadas da Guatemala em 2014 sob promessas de uma vida melhor à cidade de Marion, no estado de Ohio, após terem estado sob custódia federal, fato descoberto por juristas que motivou a instauração da atual Subcomissão Permanente. 

"É intolerável que o tráfico humano - a escravidão moderna - possa ocorrer em nosso próprio quintal", disse no ano passado o senador republicano por Ohio, Rob Portman, presidente da Subcomissão. "Mas o que faz com que os casos de Marion sejam ainda mais alarmantes, é que uma agência do governo dos Estados Unidos foi responsável pela entrega de algumas das vítimas às mãos de seus agressores".

Em 1º de julho de 2015, um júri federal indiciou quatro réus pelo recrutamento e contrabando de cidadãos guatemaltecos para os Estados Unidos, com a finalidade de executar trabalho forçado em campos agrícolas em uma fazenda em Marion. Entre as vítimas, há vários menores que foram entregues a tutores através do Programa de Crianças Desacompanhadas (Unaccompanied Children Program).

"Qualquer que seja o ponto de vista sobre a política nacional de imigração, todos concordam que o governo tem a responsabilidade de garantir a segurança das crianças migrantes que entraram sob custódia do governo, até a data do julgamento da imigração", disse o senador Portman.

Em março de 2011, WikiLeaks entregou ao jornal mexicano La Jornada diversos telegramas secretos emitidos pela Embaixada norte-americana na cidade do México ao Departamento de Estado em Washington, revelando que parte do tráfico ilegal de armas dos Estados Policialescos da América ao México era tão secreto quanto estatal: ignorando solicitações e reclamações da Cidade do México, tinha sinal verde por parte dos lords do bem-dizer do regime de Washington, sob o codinome Fast and the Furious (Rápido e Furioso) que acabaria se tornando um escândalo, devidamente abafado.

Graças a esse plano elaborado pela então administração do Nobel da Paz, Barack Obama, têm circulado em solo mexicano ao longo dos últimos anos mais de 2 mil rifles de alto calibre, fora de controle. Armas de guerra, também contrabandeadas do norte "avançado" ao sul "atrasado", são proibidas por lei no país latino-americano, porém sua comercialização é livre na "democracia mais avançada do planeta", mal-acostumada a espalhar violência e terror mundo afora.

Enquanto isso, a fim de exercer domínio sobre o país ao sul do Rio Bravo, o regime norte-americano historicamente acusa os mexicanos de leniência com o tráfico de armas. Donald Trump tem se apressado em dar continuidade à deportação em massa de imigrantes indocumentados baseado no discurso da criminalização dos estrangeiros, acusando especialmente os mexicanos de bandidos e traficantes.

Tiroteios por todos os Estados Unidos, praticamente todos os dias em escolas, estações de transportes públicos e nos mais diversos lares e locais públicos, fazem a sociedade mais armada do mundo, ostentadora da maior população carcerária do planeta e maior consumidora de drogas do globo, perpetuar o velho bang-bang existente desde o genocídio contra os povos originários, que possibilitou a anexação de 50% do território mexicano.

Decadência Existencial: Aliança com Organizações Terroristas

 

Na semana passada, o sítio  WikiLeaks liberou mais cabos secretos emitidos pelos porões do poder norte-americano que evidenciam a aliança de Washington com os terroristas no Oriente Médio. Desta vez, os telegramas revelam que em fevereiro de 2012 Jake Sullivan, assessor da então secretária de Estado Hillary Clinton, afirmou que a Al-Qaeda apoiava os Estados Unidos no conflito sírio. 

 

"Al Qaeda está ao nosso lado na Síria", escreveu Sullivan em referência às afirmações do líder da organização extremista, Ayman al- Zawahiri, quem havia conclamado aos islamitas do Oriente Médio a se unir para derrubar, juntos, o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Decadência Econômica

 

 A literal falência da cidade de Detroit em 2013, em tempos não muito remotos capital da indústria automobilística norte-americana hoje despovoada, é apenas a ponta do iceberg: em 2014, 47 milhões de pessoas viviam em estado de pobreza nos Estados Unidos, o que significa uma taxa de 15% da população nacional. Naquele ano, o nível de pobreza atingiu patamares 2,3% mais altos que em 2007.

 

Nos Estados Policialescos Unidos da América hoje, 4 em cada 5 pessoas, ou 80% da população vive próxima à linha da pobreza. Já se somam 46 milhões de pobres, ou 15% da população, além de mais de 1,6 milhões de lares que abrigam cerca de 3,5 milhões de crianças em situação de pobreza extrema, totalizando mais de 20 milhões de pessoas, 6.7% da população nacional nesta situação.  Ao todo, são hoje 800 mil os "sem-teto" naquele território onde elites de Terceiro Mundo sonham em lavar privada, e tudo isso de acordo com números oficiais do censo dos EUA leia 4 in 5 in USA Face Near-Poverty, No Work, em USA Today: https://www.usatoday.com/story/money/business/2013/07/28/americans-poverty-no-work/2594203/#=_=, e Ochocientos Mil Personas "Sin Techo"' en Estados Unidos, na Telesur: http://www.telesurtv.net/bloggers/Ochocientos-mil-personas-sin-techo-en-Estados-Unidos-20141014-0001.html#=_=).

 

A pobreza nos Estados Unidos, desde o desmantelamento do Estado de Bem-Estar Social especialmente dos anos de 1970 para cá, esfacelado por Ronald Reagan, tem experimentado vertiginoso crescimento. E a situação tem se agravado ainda mais após a crise financeira de 2008.

Uma em cada oito famílias passa fome no Império em vertiginosa decadência (outro sítio norte-americano como fonte). 40% de crianças encontram-se em estado de pobreza sem condições, portanto, de estudar. Total: 16 milhões de pequenos famintos (ler Poverty Is Killing Us, A Pobreza Está Nos Matando, no sítio norte-americano Truth Out: http://www.truth-out.org/opinion/item/23296-poverty-is-killing-us#=_=).


633.782 cidadãos amontoam-se nas ruas no centro do capitalismo mundial (fonte, outro sítio norte-americano, US Homeless Facts: http://frontsteps.org/u-s-homelessness-facts/#=_=). A taxa de suicídio no berço do capital - do ódio racial, regional, de sexo, gênero e de classe - é hoje a maior em 30 anos. O motivo? Crescimento vertiginoso da pobreza, desesperança e má saúde dos cidadãos.

 

Decadência Intelectual

 

Como nem poderia ser diferente, as reproduções pioradas do desmoralizado Tio Sam entre as sociedades mundo afora seguem a linha de "raciocínio" e de conduta de seu mestre, emburrecedoramente criminoso: acusam (na maioria das vezes, de maneira leviana) outras nações de falharem em democracia e direitos humanos (especialmente as que defendem soberanias nacionais, não se alinhando a Washington), enquanto dentro de casa, como comédia trágica, defendem e praticam toda a sorte de atos ditatoriais e terroristas, que atentam as mesmas liberdade de expressão e civis em geral que, para os outros, dizem defender. Pois ninguém poderia servir de maneira mais sublime como ícone de gente deste tipo, quanto o palhaço assassino que atualmente ocupa a Casa Branca.

 

Cada vez mais, tentar defender a legitimidade e o "sucesso" do agonizante Império além de tentar justificar o autoritarismo de um decadente Estado policialesco que tenta salvar sua combalida economia à base de invasões e guerras, torna-se tarefa profundamente árdua limitada aos que ainda se alimentam das migalhas de Tio Sam, ou que por ele e por seus porta-vozes da grande mídia foram mentalmente escravizados.   Dizia Goethe: "Ninguém está mais desesperadamente escravizado, que aquele que falsamente acredita ser livre".

 

Decadência Diplomática e Militar: Multipolaridade como Antídoto ao Imperialismo Agonizante

 

Se por um lado ainda há os que se disponham ao ridículo de tentar juntar os cacos do Império, por outro há uma questão fundamental que esses cérebros lavados, jamais, poderão nem quererão responder: quem julga esse mesmo Gigante com Pés de Barro, Estado mais terrorista da história que, no auge de sua hipocrisia, comporta-se como polícia do mundo a fim de se esquivar da prestação de contas por seus inúmeros crimes, domésticos e internacionais, e de afirmar sua política coercitivo-expansionista? 

 

Enquanto o centro financeiro do mundo atravessa irreversível crise econômica e existencial, um mundo multipolar contra o qual estes mesmos Estados Policialescos Unidos da América atacam desmedidamente, é hoje mais que necessário: urge entre diante de um Império que quanto mais decai, mais agressivo se torna, estando por isso a humanidade à beira de uma III Guerra Mundial, a todo custo provocada por Tio Sam como sua derradeira esperança de salvação.

 

Assim, repete-se pelos EPUA não apenas os descarados cenários produzidos no Afeganistão (1979 e 2001), no Iraque (1980, 1991 e 2003) e na Líbia (2011), mas as próprias estratégias utilizadas pelas grandes potências nas duas Grandes Guerras do século passado quando, arrastando o mundo ao conflito extremo, tentou-se redesenhar a geopolítica global, reaquecer as respectivas economias, e ampliar seus domínios territoriais.

 

Enquanto a Rússia acumula vitórias diplomáticas, diplomacia que evidentemente gera prejuízos ao imperialismo norte-americano, a inferioridade militar de Tio Sam em relação aos russos é evidente: estes possuem aviação superior, soldados mais bem equipados, treinados e com estado de espírito muito superior, melhores armamentos, os mísseis russos não são inferiores aos norte-americanos além das bombas mais potentes do mundo. Geograficamente, a enorme Federação Russa é dispersa, enquanto o território norte-americano concentra-se entre duas costas.

 

Se somadas as forças russas às de seus aliados cada vez mais próximos, Irã, China e Coreia do Norte,fica ainda mais óbvio o porquê de o regime de Washington ter recuado de tantas decisões nos últimos anos, como o de invadir a Síria - medida que o inconsequente Donald Trump, talvez, esteja disposto contrariar. Pois é exatamente por isso que se torna, cada vez mais, urgente o estabelecimento de um mundo multipolar, se é que já não é tarde demais diante de um cenário cada vez mais consolidado de guerra global, sob o sério risco de confronto nuclear.

(*) Edu Montesanti escreve para Revista Caros AmigosPravda BrasilPravda Report (Rússia) e Global Research (Canadá). Autor do livro Mentiras e Crimes da 'Guerra ao Terror' (2012), é tradutor dos sítios na Internet de Abuelas de Plaza de Mayo(Argentina) e Revolutionary Association of the Women of Afghanistan (Afeganistão).


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