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Missão brasileira à RP China

16.08.2006
 
Missão brasileira à RP China

O economista Synésio Batista da Costa, presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), integra a Missão Oficial do MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior) que está durante essa semana na China, discutindo com autoridades daquele país acordos de ajustes nos volumes de exportações para o Brasil com o objetivo de fortalecer a cooperação em comércio e investimentos entre os dois países.

A delegação é comandada pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Armando Meziat, e conta com a presença de especialistas do Departamento de Defesa Comercial e de empresários do setor de brinquedos. Eles serão recebidos pelo vice-ministro do Comércio da China, Gao Huscheng.

Synésio Batista da Costa, diretor do CIESP (Centro das Indústrias de São Paulo), vai acompanhar as autoridades brasileiras em ações de defesa da indústria brasileira nos mais diversos segmentos -- hoje comprometidos pela invasão de produtos chineses em condições fora de competição.

O economista, que também é preside a Abrinq (Associaão Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), vai propor a renovação de acordo de salvaguardas para a indústria brasileira de brinquedos, ameaçada pela invasão em níveis jamais vistos, dos brinquedos chineses nos últimos 36 meses.

As reuniões foram iniciadas hoje (15 de agosto) com a implementação do Grupo de Coordenação de Assuntos do Comércio Bilateral. Este grupo estava previsto no Memorando de Entendimento assinado com os chineses em 10 de fevereiro deste ano. Na ocasião, foram acertadas as cotas para produtos têxteis.

Segundo Meziat, o principal assunto do Grupo será a harmonização de estatísticas de exportação e importação, uma vez que nem sempre os valores declarados pelos chineses são os registrados nas estatísticas brasileiras e vice-versa. Além disso, irá verificar e avaliar os fluxos comerciais bilaterais.

O Grupo também trocará informações sobre produtos cujo comércio possa estar afetando ou ameaçando afetar negativamente suas indústrias domésticas. É nesse contexto que haverá uma participação da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), por meio de seu presidente, Synésio Batista da Costa que também é Presidente do Conselho Federal de Economia.

A intenção do setor é dar o primeiro passo para que sejam iniciadas discussões com os chineses sobre a situação da indústria de brinquedos brasileira, que perdeu recentemente o direito de aplicar salvaguardas gerais (válida para todos os países) a produtos importados, depois de um período de 10 anos de proteção.

Para falar com Synésio Batista da Costa, em Beijing, ligar diretamente para um dos números
11- 8331 9661 ou 11- 8105 9388 -- lembrando a questão do fuso horário com 11 horas a frente.

Brenda Marques

COFECON


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