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Brasil: Traidores Colocam o Gigante de Joelhos

16.04.2016
 
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Brasil: Traidores Colocam o Gigante de Joelhos

O processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff do Brasil é ilegal, equivale a nada menos que uma tentativa de golpe de Estado através de mecanismos endemicamente corruptos e, em alguns casos criminais; a elite política, dominada por Washington, está irritada com as quatro presidências consecutivas do Partido dos Trabalhadores.

Em que país o presidente, democraticamente eleito, pode ser cassado dois anos depois de ter ganho através de uma eleição livre e justa? O Brasil. Depois de décadas de terrorismo sociais praticado pelos partidos políticos de direita, alimentados por um bando corrupto de criminosos, estupradores, assassinos e fraudadores que, em alguns casos, ocuparam os altos escalões das instituições políticas brasileiras, surgiu no Palácio do Planalto, no início deste milênio, uma luz brilhante, o Partido dos Trabalhadores, que anunciava o despertar de um gigante adormecido: o Brasil.

Aquele país que era motivo de chacota por parte da comunidade internacional, tornou-se, com Lula e hoje com Dilma, importante e respeitado ator no cenário mundial, com influência internacional, fazendo com que sua voz seja ouvida com reverência, respeito e diligência já que o Brasil estendeu os músculos dentro de casa e levou milhões de pessoas da pobreza e à classe média, lançou programas sociais e educacionais em uma escala nunca antes vista e, no exterior, atingiu os mercados que tinham ocupado, anteriormente, apenas lugares nos mapas. Lula, Dilma e o Partido dos Trabalhadores deram ao Brasil uma posição bem acima de apenas um destino tropical que oferece futebol, Carnaval e cachaça.


Hoje, e graças a Lula e Dilma, o Brasil é respeitado do Japão à Jamaica, da Cidade do Cabo, na ponta mais meridional da África até a Casablanca; na América do Norte, Central e do Sul, dos Andes ao Alasca e do outro lado do oceano: na Oceania, na Ásia e no Oriente Médio.

 
Não é assim, ao que parece, entre um instável grupo de dessituados, ingratos, superficiais e agitadores de rua facilmente manipuláveis às ruas que, se perguntados, não têm a menor noção do que estão reivindicando nem por quê, instigados por um bando de traidores ambiciosos e criminosos que afirmam Dilma é culpada de manipular estatísticas com o intuito de apresentar uma segunda candidatura mais interessante à Presidência dois anos atrás, ao contornar a lei fiscal. O advogado-geral, no entanto, afirma que não há nenhuma denúncia contra a presidente, que a acusação é falha desde o início e que todo o processo cheira a um golpe de Estado.


Investigar aqueles que votam pelo impeachment

Não tem ninguém no Congresso brasileiro que tenha ouvido esta expressão: "Quem estiver sem pecado entre vós, que ele seja o primeiro a atirar uma pedra..."? E assim, coloquemos isso em prática, investigue-se todos especialmente cada um dos que votaram contra a presidente Dilma na votação do impeachment deste fim de semana, e que sejam nomeados e envergonhados publicamente. Repito, cada deputado que vota a favor doimpeachment da presidente democraticamente eleita do Brasil, deve ser devidamente investigado e os detalhes do processo contra eles apresentados publicamente para que todos possam ter acesso.


Se fosse para fazer uma viagem ao inferno, o que se encontraria? Um grande número dos que hoje infestam a Câmara dos Deputados, um esfaqueamento pelas costas, um mesquinho grupo de dessituados sem um pingo de decência, ou sem força moral em muitos casos, desprovidos de quaisquer normas de ética, moralidade e de práticas eficientes. O tipo de pessoa que você aperta a mão e deve depois verificar se está com todos os dedos no lugar, para nem mencionar o anel de casamento.


Por causa de um bando destes auto-denominados políticos, que têm manipulado a opinião pública com base em um processo elaborado por três pessoas ajudadas principalmente pelo lixo euro-gringo do Sul que corre cantando pelas ruas, o Brasil é mais uma vez visto pela comunidade internacional como motivo de piada.


Os golpistas estão esfaqueando o Brasil pelas costas

A propalada credibilidade, boa vontade e respeito serão traduzidos amanhã como falta de negócios, menos contratos no exterior e mais desemprego e aumento da pobreza. A elite de direita do Brasil será mais uma vez a que manda, vai vender os interesses do país a mando de seus padrinhos de Washington, os super-ricos ficarão ainda mais ricos e os programas sociais, deixados de lado tanto quanto as companhias internacionais de petróleo mudam-se para a Amazônia. E isso será o fim do sonho brasileiro, esfaqueado pelas costas pelo próprio Congresso brasileiro.


Será que aqueles que estão iniciando este processo neste fim de semana de preocupam com isso? É claro que não, já que terão os bolsos cheios de dinheiro - de dólares, não de reais -, mas resta assegurar ao eleitorado brasileiro o direito de saber quem votou para quê e conhecer os resultados da investigação sobre os negócios particulares dos que supostamente, repito, supostamente representam o povo.


Esperemos que os dois terços dos votos necessários para enviar o pedido de impeachmentao Senado fracasse, e que o Brasil possa continuar com suas políticas sociais a fim de fazer o mundo um lugar melhor para se viver, alimentando aqueles setores oprimidos há décadas no Brasil pelas mesmas pessoas que, hoje, atentam contra a democracia.


Haverá sufrágio universal daqui a dois anos. Faça uso dele!

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 * Timothy Bancroft-Hinchey tem trabalhado como correspondente, jornalista, editor-adjunto, editor, editor-chefe, diretor, gerente de projeto, diretor executivo, sócio e proprietário de publicações semanais, mensais e anuais impressos e on-line diárias, emissoras de TV e grupos de mídia impressos, difundidos e distribuídos em Angola, Brasil, Cabo Verde, Timor Leste, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique e São Tomé e Príncipe; tem contribuido para a publicação do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa, Dialog e tem escrito para o Ministério das Relações Exteriores de Cuba nas Publicações Oficiais. Ele passou as últimas duas décadas em projectos humanitários, ligando comunidades, trabalhando para documentar e catálogar línguas, culturas, tradições em vias de desaparecimento, trabalhando para formar redes com as comunidades LGBT, ajudando a criar abrigos para vítimas abusadas ou assustadas e como Media Partner da ONU Mulheres , trabalhando para promover o projeto UN Women para lutar contra a violência de gênero e de lutar por um fim ao sexismo, o racismo e homofobia. Vegano, ele também é um Media Partner da Humane Society International, lutando pelos direitos dos animais. Ele é diretor e editor-chefe da versão em Português do Pravda.Ru.


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