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Estudantes reivindicam paridade na eleição do reitor da universidade UnB

16.04.2008
 
Estudantes reivindicam paridade na eleição do reitor da universidade UnB

Hoje em assembléia os estudantes da UnB (Universidade de Brasília) resolveram manter a ocupação da reitoria da instituição, iniciada no último dia 03. Agora, os estudantes reivindicam paridade de voto na eleição para escolha do reitor da universidade, escreve a Folha Online.

"É necessário aguardar o que for negociado na reunião com o reitor [marcada para hoje]. Depois vamos analisar e ver o que vamos fazer", disse Danilo Silvestre, aluno do curso de Ciência Política e um dos coordenadores do movimento.

Segundo ele, os estudantes da UnB realizam novam assembléia amanhã, às 12h, para decidir se vão suspender a ocupação da reitoria. Hoje, uma comissão de alunos se reúne com o novo reitor da UnB, Roberto Aguiar, anunciado ontem pelo Ministério da Educação.

Quando a ocupação começou, os estudantes reivindicavam a saída do então reitor Timothy Mulholland, suspeito de envolvimento com suposto desvio de recursos da Finatec para decoração de seu apartamento funcional. Mulholland e o ex-vice-reitor Edgar Mamiya renunciaram ao cargo no final de semana. Roberto Aguiar ocupa desde hoje o cargo de reitor temporário da UnB pelo prazo de 90 dias prorrogáveis por mais 90.

Com a nomeação de Roberto Aguiar, o ministro Fernando Haddad (Educação) sugeriu nesta terça-feira que os estudantes desocupem o prédio da reitoria onde estão desde o último dia 3.
Segundo Haddad, os alunos tinham uma reivindicação "legítima" que era a saída do ex-reitor Timothy Mulholland e sua equipe que foi atendida.

Para o ministro, a nomeação de Roberto Aguiar trará o equilíbrio à UnB e permitirá que no máximo em seis meses serão realizadas as eleições para escolha do novo comando da universidade. Haddad disse ainda que o ministério manterá sua decisão de não interferir na instituição.

*Eleições paritárias"

Atualmente, o voto dos estudantes tem peso de 15%. O voto dos professores tem peso de 70% e os, dos servidores, de 15%. A saída dos membros da direção da reitoria da UnB era uma das principais reivindicações do DCE (Diretório Central dos Estudantes).

Reportagem de ontem da Folha informa que a paridade pode esbarrar em um obstáculo legal. A LDB (Lei de Diretrizes e Bases) estabelece que 'os docentes ocuparão 70% dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nos que tratarem da elaboração e modificações (...) da escolha de dirigentes'.

Segundo o ministro Fernando Haddad (Educação), as universidades podem fazer consultas informais paritárias antes do pleito oficial, e os 70% dos professores previstos por lei acatem o nome sugerido.


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